16
out

Quatro postos ligados à família Portela entram na mira de investigação em Chapadinha

Imagem ilustrativa.

Uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria-Geral do Ministério Público do Maranhão levou à abertura de uma investigação sobre o funcionamento de quatro postos de combustíveis ligados ao grupo empresarial da família Portela, no município de Chapadinha. A manifestação relata supostas irregularidades nos estabelecimentos, que agora serão alvo de apuração para verificar o cumprimento das exigências legais de funcionamento.

A investigação foi formalizada por meio da Portaria nº 15/2026, que converteu uma Notícia de Fato em Inquérito Civil. O documento foi publicado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 6 de outubro de 2026, na edição nº 193/2026, e assinado pelo promotor de Justiça Rodrigo Alves Cantanhede, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapadinha.

Entre as providências determinadas está a solicitação de informações à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), além da requisição de dados atualizados à 5ª Companhia Independente de Bombeiro Militar de Chapadinha sobre os certificados de aprovação dos quatro estabelecimentos.

A Prefeitura de Chapadinha também deverá encaminhar cópias dos alvarás de funcionamento e das licenças ambientais dos postos. Já o Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial do Maranhão (INMEQ-MA) foi acionado para informar sobre as verificações realizadas nas bombas medidoras de combustível, equipamentos utilizados para registrar a quantidade abastecida pelos consumidores.

O procedimento busca verificar se os estabelecimentos cumprem as normas relacionadas ao licenciamento, à segurança contra incêndio e à regularidade dos equipamentos de abastecimento. A Promotoria também determinou a reiteração de um ofício à ANP, com referência ao processo administrativo relacionado ao caso.

Com a abertura do Inquérito Civil, o Ministério Público poderá aprofundar a coleta de informações, requisitar documentos e realizar outras diligências necessárias para esclarecer os fatos denunciados. Caso sejam constatadas irregularidades, poderão ser adotadas medidas extrajudiciais ou judiciais cabíveis.

16
out

MP fiscaliza R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares destinadas a Lagoa do Mato e cobra documentos da Prefeitura

Nilton Ribeiro, prefeito de Lagoa do Mato.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a aplicação de R$ 1,7 milhão em emendas parlamentares federais e estaduais destinadas ao município de Lagoa do Mato, no exercício de 2026. A medida busca verificar a transparência, a rastreabilidade e a regularidade da execução dos recursos públicos, incluindo verbas destinadas à saúde e à realização do Projeto Lava Pratos 2026.

A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão no dia 1º de outubro de 2026, na edição nº 191/2026, e assinada eletronicamente pelo promotor de Justiça Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, que responde pela Promotoria de Justiça de Passagem Franca.

Conforme o levantamento institucional citado no documento, foram identificadas uma emenda federal e três emendas estaduais destinadas a Lagoa do Mato. Os registros somam R$ 1,7 milhão e incluem recursos para o Fundo Municipal de Saúde, a Unidade Mista de Saúde, serviços prestados pelo Instituto Vida e Saúde (INVISA) e a realização do Lava Pratos 2026.

Entre os valores relacionados está uma emenda federal de R$ 400 mil destinada ao Fundo Municipal de Saúde. Na esfera estadual, há um repasse de R$ 1 milhão para ações assistenciais da Unidade Mista de Saúde, dos quais R$ 500 mil constam como liquidados e pagos na planilha utilizada pelo Ministério Público.

O procedimento também inclui R$ 200 mil empenhados em favor do Instituto Vida e Saúde (INVISA), vinculados à realização de mutirões de serviços e procedimentos de saúde. Segundo os dados apresentados na portaria, não havia valores liquidados ou pagos registrados para essa despesa na data do levantamento.

Outro recurso, de R$ 100 mil, foi destinado à Prefeitura para a realização do Projeto Lava Pratos 2026, com registro de empenho, liquidação e pagamento integral.

Diante dessas informações, o Ministério Público determinou que a Prefeitura de Lagoa do Mato seja oficialmente notificada para apresentar, no prazo de dez dias úteis, documentos que permitam esclarecer como os recursos foram recebidos, movimentados e aplicados. Entre os itens solicitados estão planos de trabalho, contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamentos, relatórios de execução, documentos de fiscalização e prestações de contas.

O município também deverá informar se houve análise técnica prévia das despesas, se os projetos são compatíveis com as leis orçamentárias e quais mecanismos foram utilizados para garantir a identificação da origem e do destino dos recursos públicos. A Promotoria solicitou ainda informações específicas sobre a execução das ações da Unidade Mista de Saúde e do Projeto Lava Pratos 2026.

No caso do repasse ao INVISA, deverão ser apresentados o instrumento jurídico utilizado, o plano de trabalho, a justificativa da escolha da entidade, as metas estabelecidas, os pagamentos realizados e os mecanismos de fiscalização e prestação de contas.

O Governo do Maranhão também será oficiado para confirmar os registros das emendas estaduais e encaminhar os respectivos processos administrativos.

A iniciativa está relacionada às exigências de transparência e rastreabilidade previstas no artigo 163-A da Constituição Federal e aos parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 854. O Ministério Público também determinou a consulta aos portais oficiais da União, do Estado, do município e do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão para verificar a divulgação das informações sobre as emendas.

16
out

Ministério Público fiscaliza R$ 4,03 milhões em emendas parlamentares destinadas a Passagem Franca

Francisco Menezes, conhecido como Chicão da Parabólica, prefeito de Passagem Franca.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a aplicação de emendas parlamentares federais e estaduais destinadas ao município de Passagem Franca, no exercício de 2026.

A medida busca verificar se os recursos públicos estão sendo executados com transparência, planejamento, controle financeiro e prestação de contas, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF 854.

De acordo com a portaria, um levantamento institucional identificou duas emendas federais e cinco estaduais destinadas ao município. Os valores das duas emendas federais somam R$ 1.867.050, enquanto as cinco estaduais totalizam R$ 2.168.250 em valores empenhados. Assim, o levantamento reúne R$ 4.035.300 em recursos previstos nas emendas relacionadas no documento.

Entre os recursos estaduais, há valores destinados à saúde, incluindo ações de cirurgias eletivas, consultas especializadas, exames, distribuição de órteses e próteses, além de recursos para a Atenção Primária à Saúde. Também consta uma emenda de R$ 360 mil destinada ao Projeto São João 2026, previsto para ser realizado pela Prefeitura.

O documento aponta diferenças nos estágios de execução financeira. Uma emenda estadual de R$ 1 milhão, indicada pelo parlamentar Arnaldo Melo, tinha R$ 100 mil liquidados e pagos. Outra, de R$ 500 mil, destinada ao custeio de ações da Atenção Primária à Saúde, já aparecia integralmente liquidada e paga.

Em contrapartida, outras emendas estaduais relacionadas à saúde e ao Projeto São João registravam valores empenhados, mas nenhum pagamento até a data do levantamento.

Na esfera federal, as duas emendas identificadas são destinadas ao Fundo Municipal de Saúde: uma no valor de R$ 1.344.931 e outra de R$ 522.119. A portaria ressalta que os dados da planilha institucional, extraídos em 1º de setembro de 2026, ainda precisam ser confirmados por meio de documentos oficiais e consultas aos sistemas de transparência.

Como parte das diligências, a Prefeitura de Passagem Franca deverá apresentar, em até dez dias úteis, documentos sobre o recebimento e a aplicação dos recursos, incluindo planos de trabalho, contratos, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e relatórios de execução. Também deverá informar quais contas bancárias foram utilizadas, como os recursos chegaram aos beneficiários finais e quais ações foram efetivamente realizadas.

Em relação ao Projeto São João 2026, o município terá de detalhar o objeto, as contratações, os pagamentos, os beneficiários e as comprovações de realização. Já sobre os recursos destinados à saúde, deverá prestar informações específicas sobre a execução dos serviços e das ações previstas.

O Ministério Público também solicitará ao Governo do Maranhão a confirmação dos dados das cinco emendas estaduais e o envio dos respectivos processos administrativos, com informações sobre empenhos, pagamentos e prestações de contas. A Promotoria ainda verificará se os portais oficiais divulgam informações suficientes sobre a origem, o valor, a finalidade e a movimentação dos recursos.

O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Raphaell Bruno Aragão Pereira de Oliveira, que responde pela Promotoria de Justiça de Passagem Franca. A portaria foi assinada eletronicamente em 18 de setembro de 2026, às 15h16, e disponibilizada em 30 de setembro, com publicação em 1º de outubro de 2026, no Diário Eletrônico do MPMA, edição nº 191/2026.

16
out

Nova Colinas tem 105 contratações temporárias acima do limite legal, aponta Promotoria

Dra. Mariana, prefeita de Nova Colinas.

A Prefeitura de Nova Colinas tem 146 servidores contratados temporariamente, segundo dados da folha de pagamento de agosto de 2026 citados pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). O número supera em 105 o limite de 41 vagas previsto na Lei Municipal nº 215/2020, que regulamenta esse tipo de contratação no município.

Diante da situação, a 1ª Promotoria de Justiça de Balsas expediu uma recomendação à prefeita Mariana Pinto Ribeiro Macedo para que a administração municipal regularize as contratações. O documento estabelece prazo de até 30 dias para desligar os servidores que ultrapassem os limites legais ou ocupem funções fora das hipóteses permitidas pela legislação.

A recomendação ressalva, porém, as situações excepcionais autorizadas por lei, desde que devidamente justificadas. A Prefeitura também deverá evitar novas contratações temporárias irregulares e apresentar informações detalhadas sobre os servidores contratados, incluindo funções exercidas, datas de admissão, tipo de vínculo, fundamento legal e justificativas para as admissões.

Após o cumprimento das medidas de desligamento, o município deverá encaminhar a documentação solicitada pelo Ministério Público dentro do prazo estabelecido no documento. A administração também precisa informar se acatará a recomendação ou apresentar justificativa formal caso decida não seguir as orientações.

O procedimento tramita no âmbito da Notícia de Fato SIMP nº 003458-274/2026. A recomendação foi expedida pelo promotor de Justiça Tiago Carvalho Rohrr, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balsas. O trecho publicado não informa a data e o horário exatos da assinatura do documento.

A recomendação foi disponibilizada em 30 de setembro e publicada em 1º de outubro de 2026, no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, edição nº 191/2026.

O MPMA alerta que o descumprimento das medidas recomendadas poderá resultar na adoção das providências judiciais cabíveis. A recomendação busca adequar as contratações às regras legais, e a situação deverá ser acompanhada para verificar o cumprimento das orientações pela Prefeitura.

16
out

Promotoria de Justiça de Pedreiras dá prazo de 30 dias para Prefeitura de Lima Campos homologar concurso público

Jailson Fausto, Prefeito de Lima Campos.

O Ministério Público do Maranhão recomendou que a Prefeitura de Lima Campos homologue, no prazo de 30 dias, o resultado final do concurso público regido pelo Edital nº 01/2025. O certame teve o resultado divulgado em 9 de abril de 2026, mas ainda não havia sido homologado, impedindo o início do prazo de validade e adiando a possibilidade de convocação e nomeação dos aprovados.

A recomendação foi expedida pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pedreiras, no âmbito do Procedimento Administrativo SIMP nº 001962-278/2025, que acompanha o concurso executado pelo Instituto Legatus. Segundo o Ministério Público, a seleção foi realizada para cumprir uma sentença judicial proferida em ação civil pública que determinou a realização de concurso diante do quadro de utilização expressiva de vínculos precários no município.

Ao ser questionada sobre a demora, a Prefeitura informou que a homologação estava sendo retardada por causa do Processo nº 0801549-92.2026.8.10.0051. Nessa ação individual, um candidato apresentou uma demanda relacionada à própria classificação. Com base no Parecer Jurídico nº 015/2026, a comissão organizadora teria recomendado aguardar a solução da controvérsia judicial antes de concluir o concurso.

A Promotoria, porém, destacou que não havia decisão judicial vigente determinando a suspensão do certame ou proibindo a homologação. Na avaliação apresentada na recomendação, o simples ajuizamento de uma ação não paralisa automaticamente o concurso nem autoriza a Administração Municipal a mantê-lo indefinidamente sem conclusão.

Outro ponto considerado pelo Ministério Público foi o pedido de desistência apresentado pelo próprio autor da ação individual. Para a Promotoria, esse fato enfraquece ainda mais a justificativa utilizada pela gestão municipal para condicionar a homologação à solução definitiva do processo.

A recomendação também ressalta que uma eventual disputa judicial sobre a classificação de um candidato pode ser tratada de forma específica, conforme as decisões que venham a ser proferidas, sem necessariamente impedir a conclusão de todo o concurso.

O documento aponta que a demora afeta os candidatos aprovados e compromete a efetivação da seleção pública, realizada justamente para atender a uma determinação judicial relacionada à regularização do quadro funcional do município.

Além de recomendar a homologação e a publicação oficial do resultado em até 30 dias, o MPMA orientou a Prefeitura a não manter o adiamento exclusivamente por causa da ação individual e a respeitar o edital, a ordem de classificação e as vagas previstas.

O município também deverá encaminhar à Promotoria cópia do ato de homologação e de sua publicação ou, caso não cumpra a recomendação, apresentar justificativa escrita, fundamentada e acompanhada dos documentos pertinentes, dentro do mesmo prazo.

O Ministério Público advertiu que a falta de atendimento, a ausência de resposta ou uma justificativa considerada juridicamente insuficiente poderá levar à adoção de medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis. A recomendação é uma medida formal para buscar a conclusão do concurso, mas não equivale, por si só, à homologação do resultado.

O documento foi assinado pela promotora de Justiça Marina Carneiro Lima de Oliveira, titular da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Pedreiras. O trecho publicado não informa a data e o horário exatos da assinatura eletrônica.

A recomendação foi disponibilizada em 29 de setembro de 2026 e publicada em 30 de setembro de 2026, no Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão, edição nº 190/2026.

16
out

MPMA investiga suspeita de falsificação de escrituras e documentos de cartório em Presidente Juscelino

Imagem ilustrativa.

O Ministério Público do Maranhão abriu Inquérito Civil para apurar suspeitas de fraudes, adulterações e inconsistências em escrituras públicas, certidões e traslados atribuídos ao Cartório do Ofício Único de Presidente Juscelino, município vinculado à Comarca de Morros. A investigação envolve documentos relacionados a imóveis rurais e urbanos e busca esclarecer possíveis violações à fé pública e à segurança jurídica dos registros.

Um dos principais pontos da investigação envolve uma suposta certidão de escritura pública de compra e venda de uma propriedade rural de aproximadamente 200 hectares, denominada Fazenda Bom Sucesso, no Distrito Federal. O documento, datado de 11 de maio de 1987, aparece em uma ação possessória que tramita no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Entretanto, segundo a portaria, uma certidão emitida em outubro de 2024 pela atual tabeliã interina, por meio do sistema e-Notariado, informa que a folha 76 do Livro 02 contém uma escritura pública de divórcio consensual, lavrada em 12 de agosto de 2011. A divergência levou o Ministério Público a apontar fortes indícios de possível falsificação do título apresentado.

Outro documento sob suspeita diz respeito à Fazenda Deserto e à Chácara Desertinho, imóveis vinculados à matrícula nº 40.995 do Registro de Imóveis de Águas Lindas de Goiás. Um traslado datado de 9 de dezembro de 2012 apresenta inconsistências na sequência cronológica do Livro 02, já que a folha 76 teria sido utilizada para registrar outro ato em 2011.

Além da quebra da sequência cronológica, o documento questionado terminaria abruptamente durante a descrição do imóvel, sem apresentar informações essenciais, como preço, forma de pagamento, quitação ou cláusula de transmissão. A área mencionada é apontada como local onde atualmente funciona o aterro sanitário de Águas Lindas de Goiás.

A investigação também identificou versões divergentes de documentos atribuídos à mesma página do Livro 04, folha 59, referente ao Ato nº 376. Um traslado expedido em agosto de 2020, assinado pelo escrevente autorizado Mateus Rodrigues da Silva, reproduz a compra e venda da Fazenda Deserto e da Chácara Desertinho pelo valor de R$ 300 mil.

Já uma certidão emitida em outubro de 2024 pelo e-Notariado registra, na mesma folha e no mesmo ato, uma escritura de compra e venda de imóvel urbano situado em São Luís, datada de 2020 e subscrita pela escrevente Maria Brígida Carvalho. A diferença entre os conteúdos é um dos pontos que o Ministério Público pretende esclarecer.

A portaria informa ainda que o ato referente ao Livro 02, folha 59, já recebeu averbação de bloqueio por determinação judicial no Processo nº 0801566-80.2025.8.10.0143, da Comarca de Morros. A informação foi prestada pela atual tabeliã interina, Selma Cristina Pereira Rodrigues, em ofício de 17 de setembro de 2026. Segundo ela, os atos referentes ao Livro 02, folha 76, e ao Livro 04, folha 59, permaneciam sem alteração ou anotação posterior.

Na esfera criminal, o Ministério Público já havia requisitado a instauração de inquérito policial à Delegacia de Polícia de Presidente Juscelino, por meio dos Ofícios nº 96/2025 e nº 281/2026-PJMOR, para apurar possíveis crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica e estelionato.

Agora, o Inquérito Civil busca esclarecer os efeitos dos documentos questionados e avaliar medidas para eventual anulação de atos notariais, cancelamento de registros derivados de títulos falsos e correção do acervo cartorário.

Entre as providências determinadas estão a solicitação de informações à delegacia sobre a existência e o andamento do inquérito policial, o compartilhamento de depoimentos já realizados e a notificação da tabeliã interina Selma Cristina Pereira Rodrigues e dos escreventes Mateus Rodrigues da Silva e Maria Brígida Carvalho. Eles deverão prestar esclarecimentos por escrito sobre a emissão das certidões e dos traslados investigados.

O Ministério Público também determinou a obtenção de cópias da petição inicial, dos documentos e da sentença do processo judicial que determinou o bloqueio de uma das escrituras. O objetivo é reunir elementos para avaliar a fundamentação da medida e definir as providências cíveis cabíveis.

A apuração foi formalizada pela Portaria nº 23/2026 – PJMOR, após a conversão da Notícia de Fato nº 000210-003/2025 em Inquérito Civil. O despacho que determinou a conversão foi assinado em 21 de setembro de 2026.
A portaria foi assinada eletronicamente pelo promotor de Justiça João José e Silva Veras, em 23 de setembro de 2026, às 7h13, e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, disponibilizado em 29 de setembro e publicado em 30 de setembro de 2026, edição nº 190/2026.

16
out

Lula deverá lançar o programa “iPhone Para Todos”

O limite financeiro dos cofres públicos, o limite da lei eleitoral e até mesmo o das atitudes republicanas, todos eles foram abandonados por Lula para tentar a todo custo garantir uma vitória no segundo turno, o que no final das contas é improvável.

A cada 24h deste segundo turno, Lula lança um novo “programa”, um novo benefício para buscar o voto dos mais vulneráveis.

 

15
out

Como a Seccor faz uma operação contra um delegado e não diz qual a acusação contra ele?

O que necessariamente o delegado fez de errado? Ele roubou droga apreendida? Ele estuprou alguém? Ele roubou arma ou outro bem público e/ou privado? Ele agrediu ou tentou matar alguém? Ele fraudou algum Boletim de Ocorrência ou Inquérito?

É preciso que a delegada Katherine Chaves, superintendente estadual de Prevenção e Combate à Corrupção, seja clara e objetiva quanto as ações contra o também delegado da Polícia Civil Cleosnaldo Brito Sirqueira Júnior, conhecido como Brito Júnior.

O que o delegado fez, de forma objetiva, para ser alvo da Operação Quíton, deflagrada nesta quarta-feira (14)?

Brito foi afastado das suas funções, mas até agora não está claro o que ele praticou de errado…

15
out

Gleydson Resende visita Assembleia Legislativa e se reúne com Iracema Vale

Gleydson Resende ao lado da deputada Iracema Vale e sua esposa Talita Laci, durante visita a Alema.

O deputado estadual eleito Gleydson Resende (MDB) visitou, nesta quinta-feira (15), a Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), em São Luís, onde foi recebido pela atual presidente da Casa, deputada Iracema Vale. A visita também contou com a presença de sua esposa, Talita Laci.

Durante o encontro, Gleydson conheceu as dependências do Parlamento estadual e esteve na Casa do Povo maranhense, onde deverá exercer seu mandato após conquistar quase 96 mil votos nas eleições de 2026.

Ex-prefeito de Barão de Grajaú por três mandatos, Gleydson Resende chega à Assembleia com votação expressiva, tendo recebido votos em 203 municípios do Maranhão. O resultado demonstra o alcance de sua votação em diferentes regiões do estado.

Após a visita, o parlamentar eleito agradeceu a Iracema Vale pelo convite e pela recepção. Gleydson também destacou o compromisso de trabalhar com dedicação e responsabilidade, honrando a confiança recebida nas urnas.

A visita marca um momento de aproximação com o Legislativo estadual e antecede o início de uma nova etapa na trajetória política de Gleydson Resende, agora eleito para representar os maranhenses na Assembleia Legislativa.

15
out

Relatório ambiental aponta barracas e decks sobre a Lagoa do Coroatá sem licença em Cachoeira Grande

Construções às margens da lagoa do Coroatá.

A ocupação das margens e do próprio corpo hídrico da Lagoa do Coroatá, às margens da MA-020, em Cachoeira Grande, entrou na mira do Ministério Público do Maranhão (MPMA). A investigação apura danos ambientais provocados pela retirada da vegetação ciliar, intervenções não autorizadas e instalação de estruturas utilizadas para atividades comerciais na área de preservação permanente.

A apuração, que começou com uma Notícia de Fato registrada sob o SIMP nº 007184-509/2025, foi convertida em Inquérito Civil Público após o esgotamento do prazo inicial e a necessidade de aprofundar a coleta de informações. Entre os elementos já reunidos está o Relatório Técnico Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Cachoeira Grande, encaminhado por meio do Ofício nº 46/2026-SEMMA/CG.

De acordo com o documento citado na portaria do MPMA, a vistoria confirmou a supressão de vegetação ciliar, além de solo exposto e compactado. O relatório também identificou decks e barracas construídos diretamente sobre o corpo hídrico. Outro ponto destacado foi a inexistência de licenciamento ambiental ou de alvarás válidos para as estruturas e atividades verificadas.

A situação levanta questionamentos sobre a ocupação de uma área protegida pela legislação ambiental. As faixas marginais de lagoas naturais são consideradas Áreas de Preservação Permanente, e intervenções nesses espaços estão sujeitas às regras legais aplicáveis, incluindo exigências de autorização e licenciamento, quando cabíveis.

A investigação deverá esclarecer quem responde pelas intervenções, a extensão dos danos e quais medidas serão necessárias para recuperar a área.

Na portaria de conversão, o Ministério Público identifica, entre os responsáveis a serem apurados, Jackson Hamada e/ou Domingos Abdias Sousa, relacionados à estrutura conhecida como “Cabana do Coroatá”, além dos responsáveis pelo estabelecimento “Espaço Lagoa Azul”.  Outras pessoas poderão ser identificadas durante o andamento do procedimento.

O Inquérito Civil Público deverá cumprir as diligências previstas no despacho de conversão e aprofundar a apuração sobre a responsabilidade dos envolvidos e a reparação dos possíveis danos ambientais. A instauração do procedimento não representa, por si só, uma conclusão definitiva sobre a responsabilidade individual dos citados.

A Portaria nº 24 foi assinada eletronicamente pelo promotor de Justiça responsável, mas o trecho publicado não informa o nome do signatário nem a data e o horário exatos da assinatura. O documento foi disponibilizado em 29 de setembro de 2026 e publicado em 30 de setembro de 2026, no Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão, edição nº 190/2026.

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