11
set

Apoiador de Braide tem a candidatura indeferida e agora terá de devolver R$ 1,5 milhão recebidos do PL

Henrique Júnior (PL) é aliado de Braide em Timon.
Henrique Júnior (PL) é aliado de Braide em Timon.

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Henrique Júnior (PL) ao cargo de deputado federal nas eleições de 2026. A decisão foi tomada nessa quinta-feira (10) e teve como fundamento a ausência de uma certidão criminal da Justiça Estadual de primeiro grau com finalidade eleitoral.

A decisão foi relatada pelo juiz Marcelo Elias Matos e Oka. Os membros da Corte acompanharam o voto do relator e julgaram procedente a ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral, que questionava o registro de candidatura de Henrique Júnior.

A impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral apontou inicialmente problemas nas certidões criminais apresentadas pelo candidato. Os primeiros documentos foram emitidos com o CPF de uma terceira pessoa, e não com o número de identificação de Henrique Júnior.

Durante o processo, o candidato apresentou novos documentos e conseguiu corrigir a irregularidade relacionada à certidão criminal de segundo grau. No entanto, segundo o TRE-MA, a documentação apresentada como certidão de primeiro grau não atendia à exigência eleitoral.

O documento correspondia a uma certidão de distribuição referente às Varas Cíveis da Comarca de Timon e registrava uma ação de improbidade administrativa. Posteriormente, Henrique Júnior apresentou certidões criminais da Justiça Estadual de primeiro e segundo graus para fins gerais.

Para o tribunal, porém, esses documentos não substituíam a certidão criminal de primeiro grau específica para fins eleitorais.

O relator destacou que a apresentação das certidões criminais exigidas pela legislação eleitoral não é apenas uma formalidade. Os documentos são utilizados para verificar as condições de elegibilidade e a eventual existência de causas de inelegibilidade.

Henrique Júnior argumentou que o primeiro erro foi apenas material, sem má-fé ou intenção de ocultar informações. A defesa também sustentou que ele havia apresentado posteriormente as certidões corretas e que não existia causa de inelegibilidade, contudo, o argumento não foi acolhido pelo tribunal.

Após identificar a falha, a Justiça Eleitoral concedeu ao candidato prazo para regularizar a documentação. Segundo o acórdão, mesmo após a oportunidade de correção, Henrique Júnior não apresentou a certidão criminal de primeiro grau com finalidade eleitoral exigida.

O TRE-MA concluiu que as certidões para fins gerais e os documentos posteriormente apresentados não eram suficientes para cumprir a exigência prevista na legislação.

– Terá de devolver R$ 1,51 milhão

De acordo com os dados eleitorais apresentados no processo de candidatura, Henrique Júnior já havia recebido R$ 1,51 milhão em recursos para a campanha. Desse total, R$ 1,5 milhão foram transferidos pela Direção Nacional do PL, enquanto R$ 10 mil correspondem a uma doação de pessoa física.

Até o momento, R$ 15.593 foram registrados como despesas de campanha. Não havia registro de devolução dos recursos até a publicação desta matéria. A situação eleitoral do candidato também consta no sistema DivulgaCand.

 

11
set

MPF diz que a servidora Alina Boueres foi vítima de “phishing”

Apuração interna concluiu que Alina Franco Boueres de Araújo foi vítima de phishing
MPF diz que apuração interna concluiu que Alina Franco Boueres de Araújo foi vítima de phishing.

Por meio de nota, o Ministério Público Federal (MPF) se posicionou nesta tarde a respeito de uma publicação do jornal O Globo que revelou nesta sexta-feira (11) o fato do banqueiro Vorcaro usar login de servidores do MPF para acessar processos sigilosos.

Nos acessos ilegais, era usado o login de Alina Franco Boueres de Araújo, uma servidora do MPF lotada na procuradoria da República do Maranhão.

A análise das conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, mostra o uso recorrente de dados de servidores do Ministério Público Federal (MPF) para acessar processos sigilosos contra desafetos do banqueiro. As informações constam de relatórios da Polícia Federal (PF) encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte dos processos que tiveram o sigilo levantado nesta quinta-feira (10) após determinação do presidente Edson Fachin.

Por meio de nota, o MPF afirma que foi feito uso indevido de credenciais de servidora do Maranhão. Ressalta que o Ministério Público Federal (MPF) foi informado pela Polícia Federal (PF), em 2025, sobre o possível uso indevido de credenciais de servidores do órgão por investigados no caso Master.

“Uma apuração interna realizada pelo MPF concluiu que a servidora Alina Franco Boueres de Araújo foi vítima de phishing. Foram tomadas todas as providências necessárias para bloquear os acessos indevidos e evitar novos ataques.” Diz a nota assinada pela Assessoria de Comunicação.

– E MAIS

A propósito, phishing é um golpe digital de engenharia social em que criminosos se passam por empresas confiáveis, bancos ou órgãos do governo para roubar senhas, dados de cartões de crédito e informações pessoais.

A servidora do MPF em questão é irmã do advogado Luís Eduardo Franco Bouéres, atualmente membro substituto do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) na categoria de Jurista.

Alina Boueres é esposa do delegado de Polícia Civil do Maranhão, Breno Galdino, ex-Superintendente de Polícia Civil da Capital (SPCC), que por sua vez é irmão de Diego Galdino, ex-secretário da Casa Civil durante os Governos Flávio Dino e ex-Secretário Executivo dos Esportes sob o comando André Fufuca.


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Vorcaro usava acesso de Alina Franco Boueres de Araújo, servidora do MPF/MA, para entrar em processos sigilosos

11
set

Um ano e quatro meses após ser nomeada Delegada de Polícia Civil do Maranhão, Juliana Milhomem é empossada juíza de direito no TJ-MA

Juliana Freitas de Souza Milhomem no dia 06 de maio de 2025, quando foi empossa Delegada de Polícia Civil; e em 11 de setembro de 2026, ocasião da posse como Juíza de Direito do TJ-MA
Juliana Freitas de Souza Milhomem no dia 06 de maio de 2025, quando foi empossa Delegada de Polícia Civil; e em 11 de setembro de 2026, ocasião da posse como Juíza de Direito do TJ-MA.

No dia 06 de maio de 2025, o Blog do Domingos Costa publicou a seguinte matéria “Governador Brandão empossa 40 delegados, 22 investigadores, 3 escrivãs e 9 peritos oficiais”, naquele dia, no ato realizado no Palácio Henrique de La Roque, entre os empossados estava Juliana Freitas de Souza Milhomem.

Natural de Campina Grande – Paraíba, Juliana, 44 anos, ocupou o cargo de delegada da Polícia Civil do Estado do Maranhão por um ano e quadro meses, isso porque nesta sexta-feira, dia 11, ela foi empossa em uma nova função pública Juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Antes de virar Delegada em maio de 2025, Milhomem ocupou outra função pública ligada a Justiça maranhense, foi durante 14 anos Oficial de Justiça a serviço do TJ-MA.

No dia que foi empossada Delegada pelo Maranhão, Juliana Freitas de Souza Milhomem ocupou a mesa de autoridade e sentou ao lado do Governador Brandão; foi escolhida pelos colegas como oradora no evento.

Essa mesma honra de ser a escolhida como oradora, Juliana também teve nesta manhã no Plenário do Palácio Clóvis Beviláqua. Agora, como juíza, ela  falou em nome dos novos magistrados e magistradas.  Milhomem destacou o papel de servidores do TJMA na condução do concurso, e agradeceu aos desembargadores Lourival Serejo – que assinou o Edital n. 1/2022; Paulo Velten, Froz Sobrinho, que realizaram as convocações anteriores; e Ricardo Duailibe, que formalizou a atual e maior convocação do concurso.

Em seu pronunciamento, Juliana Freitas destacou a vocação protetiva e o papel de velar pelos direitos fundamentais da magistratura perante a sociedade, como as mulheres vítimas de violência doméstica e crianças que precisam da mão forte e segura de juízes e juízas aplicando a lei.

“Ingressar nos quadros da magistratura neste momento histórico é um ato de crença. Crença nas instituições como guardiãs da dignidade humana; crença na lei como escudo dos que não têm outro. E crença, sobretudo, em que o Direito – quando exercido com coragem e honestidade – é capaz de dobrar a brutalidade do mundo”, ressaltou.

Que o árduo, porém, gratificante caminho dos estudos de Juliana Freitas de Souza Milhomem sirva de exemplo para muitos concurseiros maranhenses e, também, por todo o Brasil.

11
set

Vorcaro usava acesso de Alina Franco Boueres de Araújo, servidora do MPF/MA, para entrar em processos sigilosos

Vorcaro usava login de servidor do MPF do Maranhão para acessar processos sigilosos, aponta PF
Vorcaro usava login de servidor do MPF do Maranhão para acessar processos sigilosos, aponta PF.

A análise das conversas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, mostra o uso recorrente de dados de servidores do Ministério Público Federal (MPF) para acessar processos sigilosos contra desafetos do banqueiro. As informações constam de relatórios da Polícia Federal (PF) encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), e fazem parte dos processos que tiveram o sigilo levantado nesta quinta-feira (10) após determinação do presidente Edson Fachin.

Conforme o GLOBO mostrou, “a turma” de Vorcaro, grupo do qual faziam parte o “Sicário” e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, monitorava e intimidava pessoas que consideravam desafetos — a lista de ameaçados ia de chef de cozinha e barqueiro até gestor de fundo de investimento que denunciou irregularidades do Master. E uma das táticas de monitoramento era o acesso a dados sigilosos de processos judiciais e investigações policiais desses desafetos, o que muitas vezes era feito usando o login de Alina Franco Boueres de Araújo, uma servidora do MPF lotada na procuradoria da República do Maranhão, ou de Daniel Souza Iost, do MPF do Rio Grande do Sul.

A PF apontou que é necessário aprofundar as investigações para averiguar se a servidora havia passado seus dados para os aliados de Vorcaro voluntariamente, ou se sua conta profissional havia sido invadida por hackers. O GLOBO procurou o MPF do Maranhão e do Rio Grande do Sul e aguarda posicionamento.

Segundo os investigadores, “documentos compartilhados por Mourão foram gerados pela usuária Alina Boueres, sendo relevante observar que há recorrência na utilização de seu usuário para consulta de processos, inclusive sigilosos, no âmbito do Ministério Público Federal”. Com o login dela, foram acessados procedimentos em diversos estados e sobre diversas pessoas, incluindo investigações sobre o próprio Vorcaro, sobre os empresários Nelson Tanure e Maurício Quadrado, e sobre o gestor Vladimir Joelsas Timmerman, fundador da Esh Capital, que fez diversas denúncias públicas contra o banqueiro.

O uso do login dessa servidora era recorrente, aponta a PF. Em julho de 2024, por exemplo, surgiram notícias sobre a demissão de dois funcionários da Caixa Econômica Federal após se posicionarem contra a aquisição de R$ 500 milhões em letras financeiras do Master. Vorcaro então acionou “a turma” para tentar remover notícias sobre o tema.

O caso, entretanto, acabou virando alvo de uma representação no MPF do Distrito Federal no dia 16 de julho. Apenas dois dias depois, a íntegra desse procedimento foi enviado por Mourão a Vorcaro.

“Mais uma vez, o documento encaminhado consiste em extrato processual gerado pela servidora Alina Boueres. Essa informação reforça a necessidade de averiguação, tendo em vista a possível circulação indevida de dados protegidos por sigilo. Assim, impõe-se esclarecer se a consulta foi realizada de forma regular, se o acesso foi ilegalmente obtido mediante invasão (“hackeado”) ou se houve franqueamento direto por parte da própria usuária”, ressalta a PF no relatório.

Já o login de Daniel Iost foi usado em julho de 2024, segundo documentos obtidos pelos investigadores, quando Mourão consulta investigações contra Vorcaro. Neste caso, porém, a PF aponta que há indícios de que o servidor tentou ocultar o registro de seu acesso — foram consultados 15 documentos, dos quais 11 eram sigilosos.

“Ao analisar o PDF, a equipe de investigação constatou que o servidor tentou ocultar sua identificação, aplicando um hachurado branco sobre o campo onde constavam seu nome e setor, de forma a simular a inexistência dessas informações. Contudo, os dados permaneceram no arquivo, sendo possível recuperá-los simplesmente selecionando, copiando e colando o trecho encoberto. Essa circunstância indica a intenção deliberada do servidor de ocultar sua identidade, possivelmente por ter ciência da irregularidade envolvida no compartilhamento de documento sigiloso”, afirmam os investigadores.

A conta de Daniel Iost foi usada também para consultar procedimentos sigilosos a respeito da compra do Master pelo Banco BRB.

“Verifica-se um padrão reiterado de obtenção e compartilhamento de documentos relacionados a Daniel Vorcaro, muitos deles de natureza reservada ou sensível, aos quais Mourão, em princípio, não teria acesso regular. A sucessão desses episódios indica possível utilização de meios indevidos para acesso a informações protegidas, com potencial comprometimento da legalidade, da integridade das investigações e do sigilo institucional, circunstâncias que reforçam a necessidade de apuração específica acerca da origem e da forma de obtenção desses documentos”, acrescentam os delegados.

11
set

Vereador sobrinho da primeira-dama de Raposa é condenado por agredir equipe da TV Mirante

Lucas Paraíba tentava impedir a equipe da TV Mirante de reportar um acidente de trânsito, no Cohafuma.

Lucas Carneiro de Oliveira, atualmente vereador no município de Raposa, região metropolitana de São Luís, que agrediu uma equipe da TV Mirante durante uma transmissão ao vivo em julho de 2024, foi condenado pela Justiça do Maranhão a 2 anos, 2 meses e 28 dias de detenção e 17 dias de prisão simples. A sentença estabeleceu o regime inicial semiaberto para o cumprimento das penas.

A decisão foi assinada no dia 31 de agosto pela juíza Lidiane Melo de Souza, titular da 2ª Vara Criminal de São Luís, Lucas poderá recorrer da sentença em liberdade.

Lucas foi condenado pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, embriaguez ao volante, afastamento do local do acidente e lesão corporal dolosa, esta última pela agressão contra o repórter cinematográfico Luís de França Cordeiro da Conceição.

A Justiça também condenou Lucas pela contravenção penal de vias de fato contra a repórter Nicce Ribeiro e o motorista da equipe, Luís Carlos da Silva Garcês. Inicialmente, as condutas contra os dois haviam sido apontadas como lesão corporal, mas foram desclassificadas pela Justiça. Lucas foi absolvido da acusação de ameaça.

Além das penas, Lucas terá a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por 1 ano, 4 meses e 3 dias. A decisão determina que, após o trânsito em julgado quando não houver mais possibilidade de recurso, ele deverá entregar o documento à Justiça no prazo de 48 horas.

– Relembre o caso:

O caso aconteceu na manhã de 11 de julho de 2024, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, na região do Cohafuma, em São Luís.

Segundo o processo, Lucas dirigia um Volkswagen Jetta que atingiu um Fiat Argo conduzido por Ronaldo de Amorim Plácido. Com o impacto, o Argo rodou na pista e bateu contra um poste no canteiro central da avenida.

Ronaldo ficou atordoado após a colisão e sofreu ferimentos. Ele foi levado posteriormente ao hospital, onde passou por exames e permaneceu em observação. O veículo teve perda total, segundo o relato da vítima apresentado durante o processo.

Após o acidente, Lucas deixou o local e retornou cerca de 30 a 40 minutos depois. Nesse intervalo, uma equipe da TV Mirante, que estava nas proximidades realizando reportagens para o Bom Dia Mirante, foi até o local para fazer a cobertura do acidente.

A equipe era formada pela repórter Nicce Ribeiro, pelo repórter cinematográfico Luís de França Cordeiro da Conceição e pelo motorista Luís Carlos da Silva Garcês.

Durante a transmissão ao vivo, Lucas se aproximou da equipe e tentou impedir que as imagens fossem feitas. De acordo com os depoimentos reunidos no processo, ele colocou as mãos sobre a câmera e passou a agir de forma agressiva contra os profissionais.

Luís de França afirmou à Justiça que Lucas o empurrou e desferiu cerca de dois ou três golpes na região das costelas enquanto ele carregava uma câmera profissional e outros equipamentos. O repórter cinematográfico realizou exame de corpo de delito e relatou dores após a agressão.

Nice Ribeiro também relatou que Lucas tentou impedir a gravação e avançou em sua direção quando ela passou a registrar a situação com o próprio celular. Já Luís Carlos Garcês afirmou que interveio para defender a repórter e foi atingido na mão.

Na sentença, a Justiça considerou comprovada a lesão corporal contra Luís de França. No caso de Nicce Ribeiro e Luís Carlos Garcês, as condutas foram enquadradas como vias de fato.

Depois da confusão com a equipe de reportagem, Lucas deixou novamente o local. Segundo a sentença, ele caminhou entre os veículos parados no trânsito, tentou abrir portas de carros e, posteriormente, subiu na carroceria de um caminhão para deixar a região.

– Embriaguez ao volante

Durante o processo, Lucas negou que estivesse embriagado no momento do acidente. Ele afirmou que havia ingerido “uma ou duas” cervejas, mas sustentou que não apresentava alteração da capacidade psicomotora. Também não houve realização de teste do bafômetro.

A Justiça, entretanto, entendeu que havia provas suficientes para condená-lo por embriaguez ao volante.

Na sentença, a magistrada levou em consideração os depoimentos prestados durante a investigação e em juízo, registros em vídeo, o comportamento apresentado por Lucas após o acidente e a própria admissão de que havia consumido bebida alcoólica.

Segundo a decisão, o conjunto desses elementos foi suficiente para comprovar a alteração da capacidade psicomotora, mesmo sem a realização do teste do etilômetro.

A Justiça também considerou comprovado que Lucas deixou o local do acidente com a intenção de evitar eventual responsabilização. A sentença destaca que ele se afastou duas vezes: a primeira após a colisão e a segunda depois do episódio envolvendo os profissionais da TV Mirante.

Na segunda vez, conforme a decisão, Lucas tentou deixar o local entre os veículos e terminou escondido na carroceria de um caminhão.

– Justiça cita tentativa de impedir trabalho da imprensa

Na sentença, a juíza destacou a motivação da agressão contra Luís de França ao calcular a pena pelo crime de lesão corporal.

A magistrada considerou que a agressão teve como objetivo impedir o exercício da atividade jornalística e preservar a imagem pública de Lucas, que era pré-candidato na época dos fatos. Para a Justiça, a circunstância aumentou a reprovabilidade da conduta por atingir a liberdade de informar.

Pela lesão corporal contra o cinegrafista Luís de França, a pena foi estabelecida em 4 meses e 3 dias de detenção.

Já pelas vias de fato contra Nicce Ribeiro e Luís Carlos Garcês, a Justiça estabeleceu inicialmente 15 dias de prisão simples para cada ocorrência e reconheceu que as duas contravenções aconteceram no mesmo contexto. Com a aplicação da continuidade delitiva, a pena ficou em 17 dias de prisão simples.

– Pena total

As penas pelos diferentes crimes foram somadas porque a Justiça reconheceu o chamado concurso material.

Ao final, Lucas foi condenado a 2 anos, 2 meses e 28 dias de detenção e 17 dias de prisão simples, além do pagamento de 44 dias-multa e da suspensão da habilitação para dirigir.

Apesar de a quantidade da pena permitir, em tese, a adoção do regime aberto, a juíza estabeleceu o regime inicial semiaberto. Na decisão, ela considerou circunstâncias desfavoráveis relacionadas aos crimes, entre elas as consequências do acidente, a embriaguez ao volante, as duas evasões do local e a motivação da agressão contra o repórter cinematográfico.

A sentença também não estabeleceu valor mínimo de indenização para os integrantes da equipe de reportagem. Segundo a decisão, não houve pedido específico que permitisse a fixação do valor no processo criminal.

Eventual reparação poderá ser buscada na esfera cível. Em relação ao motorista atingido no acidente, a Justiça registrou que os prejuízos foram objeto de composição na esfera cível.

A magistrada decidiu não substituir as penas privativas de liberdade por penas restritivas de direitos e também não concedeu a suspensão condicional da pena. Apesar disso, Lucas poderá recorrer em liberdade porque, segundo a decisão, não há motivos que justifiquem a prisão preventiva.

– Sobre o agressor 

Lucas é filho da professora da rede estadual de ensino, Jackeline Carneiro que é filha do ex-prefeito do município de Onacy Vieira Carneiro, o Paraíba. Filiado ao PL, ele é vereador pelo grupo do atual prefeito Eudes Barros. A esposa do chefe do Executivo municipal, Rita de Cassia Carneiro, é tia de “Lucas Paraíba”. E pela parte do pai, Daniel Oliveira, o jovem tem um tio que é ex-vereador de Raposa, Moisaniel Pereira de Oliveira, conhecido como “Zano”.

Outro lado

Como a sentença ainda cabe recurso, Lucas Paraíba poderá responder em liberdade até a conclusão definitiva do processo.

A defesa de Lucas Paraíba informou, em nota, que reafirma a sua confiança na Justiça e na inocência do motorista, e que, embora respeite a decisão em primeiro grau, discorda e vai recorrer.


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11
set

Em Carolina, contratação de R$ 34,8 mil e problemas no transporte escolar são alvo de apurações

Procedimentos instaurados pelo Ministério Público apuram irregularidade em contratação da Câmara e omissão na manutenção de estrada que teria prejudicado transporte escolar

Jayme Fonseca, prefeito de Carolina.

Duas situações envolvendo a administração pública de Carolina, no sul do Maranhão, passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público por meio de procedimentos distintos. As apurações envolvem uma contratação realizada pela Câmara Municipal e as condições de uma estrada vicinal que teria provocado a interrupção do transporte escolar e o isolamento parcial de famílias da zona rural.

Os dois procedimentos são conduzidos pelo promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Carolina.

As portarias foram disponibilizadas em 9 de setembro de 2026 e publicadas em 10 de setembro de 2026, na edição nº 174/2026 do Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão (DEMP/MA), com ISSN 2764-8060.

– Contratação de R$ 34,8 mil na Câmara

Uma das apurações trata de uma contratação realizada pela Câmara Municipal de Carolina por meio da Dispensa de Licitação nº 001/2025, vinculada ao Processo Administrativo nº 007/2025 e ao Contrato nº 07/2025.

O procedimento envolve a empresa C Cunha Soares Empreendimentos, com valor inicialmente previsto de R$ 34.800,00.

Segundo a portaria, a Notícia de Fato foi instaurada após uma representação encaminhada pelo Juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública de Imperatriz, relatando possíveis irregularidades e abusos em pagamentos realizados no processo judicial nº 0807280-10.2023.8.10.0040, conhecido como “Gabinete de Crise”.

Durante as diligências, o Ministério Público aponta que teria ocorrido tentativa de pagamento, por duas vezes, da mesma nota fiscal apresentada no processo.

O órgão também identificou, conforme consta no documento, ausência de peças obrigatórias na fase de planejamento da contratação, além de problemas relacionados à execução contratual.

– Pagamento acima do valor contratado

Outro ponto destacado pelo Ministério Público é que teria sido realizado pagamento de R$ 38.250,00, enquanto o valor global do contrato era de R$ 34.800,00.

A portaria afirma ainda que não foi identificado instrumento que autorizasse a diferença e aponta ausência de fiscalização contratual nos 13 pagamentos realizados.

Diante dos apontamentos apresentados em parecer técnico da própria estrutura do Ministério Público, a Notícia de Fato foi convertida em Procedimento Administrativo de Acompanhamento, com o objetivo de verificar a regularidade da contratação e individualizar eventuais responsáveis pelas irregularidades.

– Estrada rural teria interrompido transporte escolar

A segunda apuração envolve as condições da estrada vicinal que dá acesso ao Povoado Santa Rita/Assentamento Lula da Silva, na zona rural de Carolina.

Segundo a Portaria nº 35/2026-PJCAR, uma reclamação apresentada à Promotoria relatou o estado de precariedade e intrafegabilidade da estrada.

O Ministério Público afirma ter constatado uma persistente inércia da Secretaria Municipal de Infraestrutura na apresentação de informações técnicas sobre as condições da via, cronograma de manutenção ou comprovação de trafegabilidade, mesmo após o envio de ofícios e notificações.

De acordo com a portaria, a situação teria provocado a interrupção do transporte escolar de aproximadamente 20 alunos da rede pública e o isolamento parcial de mais de 150 famílias da região.

O procedimento administrativo instaurado pelo promotor Marco Túlio Rodrigues Lopes tem como objetivo apurar a possível omissão do Poder Público Municipal, especialmente da Secretaria Municipal de Infraestrutura, quanto à manutenção da estrada.

A preocupação do Ministério Público está diretamente relacionada ao acesso dos estudantes à escola, já que as condições da estrada estariam dificultando o transporte escolar.

O procedimento deverá acompanhar as diligências que já estavam em andamento e aguardar as informações solicitadas à Secretaria Municipal de Infraestrutura e ao requerente.

Embora tratem de situações diferentes, as duas apurações colocam sob análise do Ministério Público aspectos relacionados à gestão dos recursos públicos, fiscalização de contratos e prestação de serviços essenciais à população de Carolina.

No caso da contratação da Câmara, a investigação busca esclarecer possíveis irregularidades no processo de dispensa de licitação e nos pagamentos efetuados. Já no caso da estrada rural, a apuração busca verificar a atuação do poder público diante de uma situação que, segundo os autos, estaria afetando o transporte escolar e a rotina de dezenas de famílias.

11
set

Balsas: Associação de revendedores é investigada por possível irregularidade ambiental

Uma irregularidade ambiental relacionada ao armazenamento de embalagens de insumos agrícolas entrou na mira de uma investigação em Balsas, no sul do Maranhão.

Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas de Balsas (ARIAB).

A 2ª Promotoria de Justiça de Balsas instaurou Inquérito Civil para apurar a situação envolvendo a Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas de Balsas (ARIAB). A investigação foi aberta após notícia apresentada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV), acompanhada de registros fotográficos.

Segundo a Portaria nº 5/2026 – 2ªPJBAL, os registros apontariam a ausência de medidas para impedir o livre trânsito de pessoas e animais no local destinado ao armazenamento das embalagens de insumos agrícolas.

A preocupação apresentada ao Ministério Público está relacionada às condições de armazenamento de produtos e embalagens que podem oferecer riscos à saúde humana e ao meio ambiente quando mantidos em desacordo com as exigências legais.

O procedimento tem como investigada a Associação dos Revendedores de Insumos Agrícolas de Balsas (ARIAB), enquanto o INPEV aparece como autor da notícia dos fatos.

A portaria enquadra como objeto da apuração a possível prática de crime ambiental relacionado ao armazenamento, guarda ou depósito de produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente em desacordo com as exigências estabelecidas pela legislação.

– Vistoria será realizada no local

Entre as primeiras providências determinadas está a expedição de ofício à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para que seja realizada uma vistoria técnica no local indicado.

A ARIAB também deverá ser notificada para apresentar esclarecimentos sobre os fatos relatados.

A investigação será conduzida pelo promotor de Justiça Antônio Lisboa de Castro Viana Junior, titular da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Balsas. O servidor Hamilton Martins Barros foi designado para secretariar os trabalhos do Inquérito Civil.

A Portaria nº 5/2026 – 2ªPJBAL consta no Diário Eletrônico do Ministério Público do Estado do Maranhão, edição nº 174/2026.

O documento teve disponibilização em 9 de setembro de 2026 e publicação em 10 de setembro de 2026, com ISSN 2764-8060.

10
set

Lula grava o 20º vídeo em favor da Senadora Eliziane, mas Gama continua entre as mais rejeitadas nestas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gravou esta semana mais um vídeo pedindo voto para Eliziane Gama, do PT, na disputa pelo Senado no Maranhão.

Agora, com mais esse vídeo, somam-se outros 19 no mesmo sentido. Ocorre que, na prática, o esforço de Lula em favor de Eliziane não tem surtido muito efeito, ela continua entre os mais rejeitados pelos maranhenses.

Em todas as pesquisas de intenção de votos, a ex-esposa de Inácio Melo figura nas últimas colocações. E, nestas eleições, entre as tantas dúvidas dos analistas políticos, há um consenso: Eliziane Gama está fora das duas cadeiras em disputa ao Senado Federal.

10
set

Morre Thaís Rodrigues, agredida pelo namorado na frente do Vite Condominium, no Angelim, em São Luís 

Desde que foi brutalmente agredida pelo namorado, Juarez Victor, a jovem Thays estava em casa se recuperando, porém, durante uma cirurgia para remoção dos ferros, ela teve uma convulsão, foi reanimada e teve alta, mas nesta madrugada, ocorreu outra convulsão, ela já em casa, e acabou não resistindo.

Juarez Victor, que veio de Marabá, no Pará, até a capital maranhense e agrediu Thays Rodrigues que tentou fugir e foi atropelada por um carro na Avenida Jerônimo de Albuquerque.
Juarez Victor, que veio de Marabá, no Pará, até a capital maranhense e agrediu Thays Rodrigues que tentou fugir e foi atropelada por um carro na Avenida Jerônimo de Albuquerque.

Morreu na madrugada desta quarta-feira (09) Thays Rodrigues. Ela é a jovem que foi brutalmente agredida pelo ex-companheiro, identificado como Juarez Victor. O caso aconteceu no dia 29 de novembro de 2025 na portaria do Vite Condominium, localizado Avenida Jerônimo de Albuquerque, bairro do Angelim, em São Luís.

Juarez Victor insultou agrediu Thays, pegou o celular dela e arremessar na Avenida. A jovem tentou fugir da situação de violência e correu sentido Avenida Jerônimo de Albuquerque, ocasião que foi atropelada por um carro Fiat Uno Vivace, placa NWS 5867, conduzido por um desconhecido.

Thays Rodrigues sofreu hemorragia intracraniana, fratura exposta na perna, passou por cirurgia de emergência e permaneceu em coma, tendo sido submetida a uma traqueostomia. Seu estado de saúde era considerado grave. Desacordada, ela ficou internada no Hospital Socorrão I, localizado no Centro de São Luís.

Desde então ela estava em casa se recuperando, porém, ainda com ferros nas pernas. E nesta quarta-feira (09) durante uma cirurgia para remoção dos ferros, ela teve uma convulsão, foi reanimada e teve alta. Acontece pela madrugada, ocorreu outra convulsão, ela já em casa, e acabou não resistindo.

– Não se conformava com o fim do relacionamento 

Juarez Victor que não se conformava com o fim do relacionamento, tomou conhecimento que Thays tinha decidido mudar-se de Marabá para São Luís, onde já tinha residido por anos, e então, veio de sua cidade até a capital maranhense em busca de fazer ela mudar de ideia.

Sobre esse caso, o Blog do Domingos Costa publicou três matérias, conforme os links abaixo.


LEIA TAMBÉM:

– Jovem tenta fugir de agressão do ex-marido é atropelada e está em coma em hospital de São Luís

– Ex-marido diz que não agrediu Thais Rodrigues, mas admite que arremessou o celular dela no meio da Avenida

CASO THAIS: Áudios de testemunha desmente versão de homem que agrediu a ex-mulher, atropelada na Avenida Jerônimo de Albuquerque

09
set

Quem será o (a) federal mais votado (a) de 2026 no Maranhão? Iracema, Vinicius, Fabiana e Pedro Lucas são os favoritos

Há exatos 26 dias para o pleito de 2026 em todo o Brasil, quatro candidatos (as) a deputados federais brigam nestas eleições pelo título de deputado (a) federal mais votado (a) em todo o Maranhão.

Os favoritos são: a ex-prefeita de Urbano Santos e atual presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, do MDB; o ex-Secretário de Estado do Planejamento e Orçamento do Maranhão, Vinicius Ferro (MDB); a sobrinho de Josimar Maranhãozinho, Fabiana Villar, do PL, e líder partido do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes.

Para chegar aos quatro nomes, o Blog do Domingos Costa leva em consideração o volume de campanha, quantidade de apoio de prefeitos e lideranças espalhadas pelos quatro cantos do Maranhão.

E não tenha qualquer dúvida, um dos quatro citados acima deve ser o (a) mais votado (a) para uma das 18 cadeiras pertencentes ao Maranhão na Câmara Federal.

– E MAIS…

O ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de opinião/prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.


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