Uma história tão mirabolante construída e apresentada de forma tão bem articulada na tentativa de incriminar um Governador que nunca respondeu sequer a um processo.
Tudo isso começou depois que o Governador Brandão não aceitou a imposição dos dinistas para apoiar a eleição do irmão de Márcio Jerry em Colinas e em, também, a um ex-juiz em Barreirinhas.
Desde então, temos sido perseguidos de forma implacável. É difícil não questionar se essa perseguição política é justamente o preço que a pagar por não aceitar imposições e por manter a independência.
Relação dos candidatos a deputados estaduais do MDB nestas eleições…
Dando prosseguimento aos prognósticos visando as eleições 2026, chegamos agora ao último partido deste pleito que alcançará o Quociente Eleitoral e, portanto, deverá eleger deputados estaduais. O MDB, do candidato ao governo Orleans Brandão.
Conforme apuração do Blog do Domingos Costa o MDB registrou na Justiça Eleitoral 28 (vinte e oito) candidatos à Assembleia Legislativa na Justiça Eleitoral, desses, 07 (sete) mulheres e 21 (vinte e um) homens.
Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.
– Possível desempenho
O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.
E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão, no caso 42 cadeiras, o que significa dizer que para eleger um deputado estadual são necessários cerca de 86 mil votos.
De forma que para fazer uma cadeira na ALEMA é precisa obter 86 mil votos; duas cadeiras são necessários 172 mil votos; três cadeiras 258 mil votos e assim sucessivamente.
– Uma cadeira
Os “puxadores de votos” do MDB deverão, em tese, chegar a 1.200.00 (um milhão e duzentos mil votos), mais 8 mil outros prováveis dos candidatos considerados “buchas” e mais 72 mil votos de legenda, totalizando cerca 1,3 milhão votos. Logo, a conclusão é de que a Federação elegerá 15 (quinze) deputados estadual de forma direta na ALEMA.
Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.
Relação dos candidatos a deputados estaduais da Federação Renovação Solidária compostos pelos partidos PRD e Solidariedade.
Dando prosseguimento aos prognósticos visando as eleições 2026 no que diz respeito a disputa por cadeira na Câmara Federal, Assembleia Legislativa e Senado, o Blog do Domingos Costa agora analisa os candidatos a deputados estaduais da Federação Renovação Solidária compostos pelos partidos PRD e Solidariedade.
A dupla registrou na Justiça Eleitoral 20 (vinte) candidatos à Assembleia Legislativa na Justiça Eleitoral, desses, 06 (seis) mulheres e 14 (quatorze) homens.
Separamos os candidatos entre “puxadores de votos” e “buchas”, onde puxadores de votos são aqueles com chances reais de eleição e, portanto, maior poderio eleitoral e os buchas são aqueles candidatos sem a mesma força, relativamente mais “fracos” e servem unicamente para contribuir a fim de alcançar o quociente eleitoral.
– Possível desempenho
O Maranhão possui hoje, 5.188.155 milhões de eleitores, desse total, é necessário diminuir as abstenções, votos em branco e nulos, algo que historicamente fica em torno de 25% a 30%, logo, ficamos com cerca de 3,6 milhões de votos válidos.
E para chegarmos ao “Quociente Eleitoral”, precisamos dividir esses 3,6 milhões de votos válidos pela quantidade de vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão, no caso 42 cadeiras, o que significa dizer que para eleger um deputado estadual são necessários cerca de 86 mil votos.
De forma que para fazer uma cadeira na ALEMA é precisa obter 86 mil votos; duas cadeiras são necessários 172 mil votos; três cadeiras 258 mil votos e assim sucessivamente.
– Uma cadeira
Os “puxadores de votos” do PRD/SSD deverão, em tese, chegar a 130 mil votos, mais outros prováveis dos candidatos considerados “buchas” e votos de legenda 45 mil votos, totalizando cerca de 175 mil votos. Logo, a conclusão é de que a Federação elegerá 02 (dois) deputados estadual de forma direta na ALEMA.
Vale destacar que o ponto de vista expressado neste post do Blog do DC não tem valor cientifico, portanto, trata-se unicamente de prognóstico, logo, são palpites e não possui efeito de pesquisa eleitoral.
O governador Carlos Brandão (MDB) voltou a se manifestar nesta sexta-feira (14) sobre as acusações que têm sido feitas contra ele e afirmou ser alvo de uma perseguição política. Em publicação nas redes sociais, o governador disse que as acusações são falsas e declarou confiar que os fatos serão esclarecidos.
Na mensagem, Brandão afirmou que os ataques tiveram início ainda em 2024 e relacionou o episódio à recusa de propostas que classificou como “indecorosas”. O governador também defendeu que pessoas tratadas como adversárias não deveriam participar do julgamento de casos envolvendo seus opositores.
“Falsas acusações não cabem a quem não tem culpa. Vê-se a reedição do roteiro de um assassinato e muitas outras inverdades sendo propagadas contra mim. Essa perseguição tem origem em 2024, quando rechacei propostas indecorosas. Não há sigilo nesses perseguidores para inventarem tantos absurdos, mas devia haver impedimento de julgar quem é tratado como adversário. Tenho confiança de que a verdade prevalecerá”, escreveu.
A declaração ocorre em meio ao cenário de forte tensão política no Maranhão e à repercussão de investigações que envolvem aliados e adversários políticos. Sem citar nomes diretamente, Brandão reforçou a narrativa de que estaria sendo alvo de perseguição e voltou a defender sua inocência diante das acusações.
A publicação foi feita nesta sexta-feira (14) em seus perfis oficiais nas redes sociais.
Pesquisa do instituto PREVER aponta aprovação de 80% para Didi, em Alto Alegre do Pindaré, e 78,3% para Juscelino Marreca, em Santa Luzia
Didi do PP, prefeito de Alto Alegre do Pindaré, e Juscelino Marreca, prefeito de Santa Luzia.
Os prefeitos Didi do PP, de Alto Alegre do Pindaré, e Juscelino Marreca, de Santa Luzia, aparecem entre os gestores municipais com melhor avaliação na região do Vale do Pindaré. Os números são do PREVER – Pesquisas de Opinião, que realizou levantamentos nos dois municípios durante o mês de julho de 2026.
Em Alto Alegre do Pindaré, a administração do prefeito Didi alcançou expressivos 80% de aprovação. O resultado representa crescimento em relação ao levantamento realizado pelo mesmo instituto em dezembro de 2025, quando a gestão registrava 77,8%.
A evolução de 2,2 pontos percentuais demonstra o fortalecimento da avaliação positiva da administração municipal ao longo dos últimos meses.
O levantamento mais recente contou com 364 entrevistas, realizadas em julho de 2026, com margem de erro de 5,4 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.
Em Santa Luzia, o prefeito Juscelino Marreca alcançou 78,3% de aprovação no levantamento realizado pelo PREVER entre os dias 27 e 29 de julho de 2026.
A pesquisa ouviu 368 pessoas e apresenta margem de erro de 5,1 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
O resultado coloca Juscelino Marreca em posição de destaque entre os gestores municipais avaliados na região, refletindo uma percepção amplamente positiva da população em relação à administração de Santa Luzia.
Os números apresentados pelo PREVER – Pesquisas de Opinião evidenciam a força das administrações de Didi e Juscelino Marreca em seus respectivos municípios.
Com índices de aprovação próximos dos 80%, os dois prefeitos se destacam pelo desempenho positivo nas pesquisas e consolidam seus nomes entre os gestores de maior aprovação no Vale do Pindaré.
Em Alto Alegre do Pindaré, o crescimento registrado por Didi entre dezembro de 2025 e julho de 2026 reforça a trajetória positiva da gestão. Já em Santa Luzia, o índice de 78,3% demonstra o elevado reconhecimento obtido pela administração de Juscelino Marreca.
Os resultados do instituto PREVER colocam os dois municípios em evidência e mostram a força da aprovação popular às administrações municipais.
Resultados do instituto PREVER, que aponta aprovação dos prefeitos de Alto alegre do Pindaré e Santa Luzia.
A decisão atende a uma representação da Gerência de Fiscalização do TCE (Gefis III), que apontou fortes indícios de direcionamento da licitação
Rildo Amaral, prefeito de Imperatriz.
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) concedeu medida cautelar determinando a suspensão imediata de qualquer pagamento decorrente do Contrato nº 02/2026, firmado entre a Prefeitura de Imperatriz e a empresa NEX Empreendimentos Ltda.
O contrato, voltado para serviços de pavimentação, recapeamento e tapa-buracos na cidade, tem valor global de R$ 23,4 milhões — dos quais R$ 5,4 milhões já foram pagos.
A decisão atende a uma representação da Gerência de Fiscalização do TCE (Gefis III), que apontou fortes indícios de direcionamento da licitação, fraude e irregularidades na habilitação técnica da empresa. O certame completo foi homologado originalmente no montante de R$ 74,4 milhões.
– Principais irregularidades apontadas pelos auditores:
Aumento atípico de capital: o capital social da NEX Empreendimentos saltou de R$ 10 mil para R$ 8 milhões apenas dois meses antes da licitação.
Empresa “fantasma” no local: a empresa abriu uma filial em Imperatriz que foi fechada logo após vencer o certame. Em vistoria in loco, os auditores constataram que no endereço declarado funcionava outro estabelecimento.
Atestados de capacidade técnica suspeitos: a maioria dos atestados apresentados pela vencedora foi emitida por uma única empresa, com a qual a NEX possui vínculos societários pretéritos e compartilha profissionais.
Falta de maquinário registrado: a escrituração contábil da contratada indica um valor irrisório em máquinas e equipamentos, incompatível com a estrutura necessária para obras de asfalto.
Restrição à competitividade: o edital proibiu a participação de consórcios sob a justificativa de “baixa complexidade”, mas a mesma gestão permitiu consórcios em outro certame idêntico pouco tempo depois.
Falta de transparência: ausência de divulgação tempestiva das informações no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).
– Despacho e citações:
A relatora do processo, conselheira Flávia Gonzalez Leite, votou pela suspensão dos pagamentos, remessa dos autos ao corpo técnico para análise de documentos e citação dos envolvidos. O voto foi acompanhado de forma unânime pelo Pleno do TCE.
– Foram citados para apresentar defesa no prazo de 15 dias:
Rildo de Oliveira Amaral, Prefeito de Imperatriz/MA;
Vilmar Dantas Nóbrega, Secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos;
Christiane Fernandes Silva, Agente de Contratação;
O jornalista Mário Sabino, colunista do Metrópoles, afirmou nesta quinta-feira (13) que enviaria uma grande equipe de reportagem ao Maranhão para aprofundar as investigações sobre o cenário político do estado se ainda fosse editor.
A declaração ocorreu após a repercussão nacional do caso envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo e a decisão do ministro Alexandre de Moraes que autorizou medidas de busca e apreensão relacionadas à investigação sobre reportagens envolvendo o ministro Flávio Dino.
Em publicação no X, Sabino afirmou que, diante das informações que estaria recebendo sobre o Maranhão, uma investigação jornalística seria uma forma de responder ao que classificou como “arbitrariedade” de Moraes.
“A melhor forma de responder à arbitrariedade perpetrada por Alexandre de Moraes é fazer uma investigação jornalística pesada sobre o que está acontecendo, de fato, no Maranhão. As informações que me chegam são espantosas. Se eu ainda fosse editor, mandaria um batalhão de repórteres para la”, escreveu.
É uma das maiores reduções feita de uma só vez em sua história recente já que nas últimas duas gestões da rede, as diminuições de unidades e de pessoal tinham sido de forma mais dispersa
Casas Bahia.
A Casas Bahia fez duros cortes em sua operação após trimestres de prejuízo e montou um pacote de demissões e de fechamentos de lojas, com boa parte dos efeitos entre a quinta-feira (13) e a sexta-feira (14), apurou o Valor.
Isso é parte de um plano em andamento de redução de despesas que a rede deve abrir com mais detalhes ao mercado nos próximos dias.
Segundo fontes, a empresa está fechando 298 lojas hoje, de um total de pouco mais de mil unidades no Brasil, com base em dados de março , ou seja, 28,7% de seu total de pontos no país. É uma das maiores reduções feita de uma só vez em sua história recente já que nas últimas duas gestões da rede, as diminuições de unidades e de pessoal tinham sido de forma mais dispersa, e na faixa de 20 a 30 lojas ao ano, segundo informações que constam nos balanços financeiros.
Em relação às demissões, foram 600 pessoas na quinta-feira e estão planejadas entre 1,3 mil e 1,4 mil nesta sexta, segundo duas fontes. Na soma total, isso equivale a 6,7% da base de empregados da varejista. Uma terceira pessoa a par do volume de funcionários presentes na estrutura que será desligada estima que esse número total pode chegar a 3 mil.
Uma das dúvidas será o impacto nas despesas operacionais dessa redução de pessoal e de unidades, já que esse tipo de reestruturação, inicialmente, implica em gastos iniciais para a varejista.
O elevado endividamento da população, que vem reduzindo o poder de compra, além do cenário de perdas seguidas da empresa levaram à necessidade de ações mais enérgicas na Casas Bahia.
A empresa entrou em recuperação extrajudicial em 2024 por conta de um desequilíbrio em sua estrutura de capital, e isso foi resolvido numa negociação com bancos, mas vendas pressionadas e altas despesas financeiras ainda afetam a última linha do balanço.
A tentativa de fechar esse plano de forma mais organizada levou a rede a alterar a data de publicação de seu balanço. Procurada, a empresa ainda não se manifestou.
A empresa adiou a publicação de seu relatório de resultados do segundo trimestre da quarta-feira (12) para a sexta-feira (14), com data da teleconferência para o dia 17.
O Valor apurou que a empresa continua a adiar pagamentos a lojistas de seu marketplace, nos pagamentos de pix, e buscado estender prazos de pagamentos à indústria na tentativa de melhorar o seu ciclo financeiro.
Nos últimos 12 meses (até março), já existiam encerramentos de lojas, mas bem menos relevantes: entre aberturas e fechamentos, foram fechadas 26 lojas, sendo 12 no formato Casas Bahia e 14 no formato Ponto Frio.
“Seguimos rigorosos no acompanhamento da performance de cada loja e centro de distribuição, direcionando ações corretivas e, se necessário, encerrando operações que não geram valor”, disse a companhia em seu relatório de resultados do primeiro trimestre.
Ao fimde 2025, a empresa tinha 1.042 lojas, número inferior ao total de 1.064 do ano anterior. Entre as marcas do grupo, pouco mais de 90% era da Casas Bahia e 10% eram da rede Ponto Frio.
Ao se considerar 2023, no fim daquele período eram 1.078 pontos das duas cadeias.
Um dos principais desafios da Casas Bahia é voltar a gerar caixa de forma recorrente, voltar a dar lucro e ter equilíbrio na venda entre seus canais — físico e digital.
A companhia vem passando há anos por um processo de reestruturação para tentar ter uma geração de caixa mais consistente e sair do vermelho. A rede teve um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão de janeiro a março, mais que o dobro do ano anterior.
Em 2025, a perda foi de R$ 3 bilhões, para o valor não ajustado consolidado, três vezes superior ao do ano anterior. No primeiro trimestre, a companhia reduziu a dívida líquida, e parte importante desse movimento veio da conversão de dívida de credores em capital.
Um processo negociado de conversão de debêntures emitidas em ações da rede teve peso nesse movimento, reduzindo a pressão dos compromissos financeiros. A operação reduziu a pressão sobre a estrutura de capital, mas a companhia ainda perde dinheiro na linha final do balanço, com a pressão das despesas financeiras, que refletem a alta dos juros básicos.
A Casas Bahia vem crescendo por causa de seu desempenho no digital, porque as lojas físicas sentem a retração do encolhimento do metro quadrado, após o fechamento de dezenas de lojas.
No primeiro trimestre, a receita bruta consolidada cresceu 6,4% frente ao mesmo período de 2025, para R$ 8,8 bilhões. O aumento é explicado principalmente pelo crescimento da receita do braço on-line.
A unidade de marketplace (plataforma de produtos de terceiros) e das lojas físicas apresentaram retração de 0,6% e de 1,8%, respectivamente. Foi a venda no digital de produtos próprios — que tem sido comercializados, em parte, pelo canal do Mercado Livre — que tem tido resultados mais positivos. No começo do ano, essa venda cresceu 26%.
A margem bruta, no entanto, não cresceu, mantendo a faixa de 30,3% de janeiro a março.
Recomendação do Ministério Público aponta denúncia sobre recursos destinados aos profissionais da educação e determina apuração de eventual saldo não aplicado em 2023
Jayme Fonseca, prefeito de Carolina.
O Ministério Público do Maranhão (MPMA) expediu uma Recomendação Ministerial ao prefeito de Carolina e à secretária municipal de Educação após receber uma representação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Carolina (SISPOMAC) sobre uma possível irregularidade na aplicação dos recursos do FUNDEB durante o exercício de 2023.
A denúncia encaminhada ao Ministério Público questiona se o município teria observado a obrigação legal de destinar no mínimo 70% dos recursos anuais do FUNDEB à remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício. O caso é acompanhado no Procedimento Administrativo SIMP nº 000521-509/2024.
Na recomendação, o promotor de Justiça Marco Túlio Rodrigues Lopes, titular da Promotoria de Justiça da Comarca de Carolina, determina que o município faça a apuração de eventual saldo que não tenha sido utilizado para atingir o percentual mínimo estabelecido pela legislação.
Caso seja confirmado que houve saldo remanescente necessário para alcançar os 70%, o Ministério Público recomenda que os valores sejam revertidos aos profissionais da educação básica, na forma de abono no exercício subsequente, conforme os critérios indicados no documento.
O MP também determina que o sindicato da categoria seja informado sobre a apuração e eventual pagamento.
Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a necessidade de maior clareza na demonstração contábil dos recursos do FUNDEB.
A recomendação exige que o município adote critérios claros, uniformes e auditáveis para a composição da base de cálculo do percentual aplicado, mantendo organizados e atualizados os demonstrativos de liquidação por fonte de recursos.
Na prática, a medida busca permitir que os órgãos de controle e os próprios servidores consigam verificar quanto entrou de FUNDEB, quanto foi destinado à remuneração dos profissionais e se o percentual mínimo foi efetivamente cumprido.
A representação que deu origem ao procedimento foi apresentada pelo SISPOMAC, que levou ao conhecimento da Promotoria a suspeita de que o município não teria observado corretamente a destinação mínima dos recursos do FUNDEB no ano de 2023.
Além da aplicação dos recursos, o procedimento também trata da possibilidade de existência de saldo não aplicado.
O Ministério Público reforçou que a gestão dos recursos públicos deve observar os princípios da legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e impessoalidade, além do direito de acesso às informações públicas.
A Recomendação Ministerial estabelece prazo de 15 dias corridos, contados a partir do recebimento, para que o prefeito e a secretária municipal de Educação informem por escrito se irão acatar as medidas recomendadas.
Caso não concordem, deverão apresentar justificativa fundamentada.
O documento ainda traz um alerta direto aos gestores: o descumprimento da recomendação, sem justificativa considerada idônea, poderá levar o Ministério Público a adotar medidas judiciais e extrajudiciais, incluindo ação civil pública com pedido de tutela de urgência, eventual responsabilização por improbidade administrativa e comunicação ao Tribunal de Contas do Estado.
A Promotoria também recomendou que a Prefeitura forneça informações claras, completas e dentro dos prazos ao sindicato dos servidores e aos órgãos de controle sempre que solicitada.
A intenção é garantir que os recursos destinados à educação possam ser acompanhados e fiscalizados pela sociedade e pelos servidores municipais.
A Recomendação foi disponibilizada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão em 12 de agosto de 2026 e publicada em 13 de agosto de 2026, edição nº 155/2026.
Inquérito Civil foi instaurado para aprofundar apuração sobre a contratação do escritório Monteiro e Monteiro Advogados Associados pelo município
Alex Almeida, prefeito de Lago Verde.
O Ministério Público do Maranhão instaurou Inquérito Civil para investigar irregularidade na contratação do escritório Monteiro e Monteiro Advogados Associados pelo Município de Lago Verde/MA.
A apuração teve início a partir da Notícia de Fato nº 000908-257/2026, instaurada pelo Ministério Público em 11 de março de 2026 com o objetivo de verificar a regularidade da contratação realizada pela administração municipal.
Com o encerramento do prazo de tramitação da Notícia de Fato e diante da necessidade de aprofundar a investigação, o Ministério Público decidiu converter o procedimento em Inquérito Civil.
Segundo a portaria, os elementos já reunidos durante a fase preliminar justificam a continuidade da apuração para a formação de um conjunto de provas capaz de esclarecer as circunstâncias da contratação.
O procedimento deverá verificar como ocorreu a contratação do escritório de advocacia, quais foram os fundamentos utilizados pela Prefeitura e se foram observadas todas as exigências legais aplicáveis à administração pública.
O Ministério Público também poderá analisar documentos relacionados ao processo de contratação, além de informações referentes à execução dos serviços contratados.
Entre as primeiras providências determinadas após a instauração do Inquérito Civil está a expedição de uma nova requisição ministerial, reiterando integralmente o conteúdo de um ofício anteriormente encaminhado.
A medida busca obter informações e documentos necessários para o avanço da investigação.
A portaria determina ainda o registro do procedimento no Sistema Integrado do Ministério Público (SIMP) e a publicação oficial do ato.
O Inquérito Civil não representa, por si só, uma conclusão de que tenha ocorrido irregularidade ou ilegalidade. O procedimento tem justamente a finalidade de aprofundar a apuração, reunir provas e verificar se houve eventual violação à legislação ou prejuízo ao patrimônio público.
Caso sejam identificadas irregularidades, o Ministério Público poderá adotar as medidas legais cabíveis após a conclusão das investigações.
A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira, da Comarca de Bacabal, e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão, com disponibilização em 12 de agosto de 2026 e publicação em 13 de agosto de 2026, edição nº 155.