jan
2026
Expresso Rei de França/1001 volta a paralisar atividades após pagamento parcial
Trabalhadores cobram salários e décimo terceiro atrasados; parte da frota chegou a sair, mas voltou à garagem horas depois.

Esta é a terceira paralisação de rodoviários da 1001 em menos de 3 meses.
Motoristas da empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) voltaram a paralisar totalmente a frota de ônibus na manhã desta segunda-feira (26), em meio à paralisação parcial de rodoviários que cobram o pagamento de salários e do décimo terceiro atrasados na capital maranhense.
Uma parte da frota chegou a sair da garagem no início da manhã, mas os veículos interromperam a circulação e retornaram à empresa, deixando novamente os usuários sem atendimento. Com isso, a frota da 1001 encontra-se totalmente paralisada.
•Pagamentos atrasados motivam paralisação:
Segundo os trabalhadores, apenas os motoristas que tiveram os valores quitados iniciaram as viagens nesta segunda-feira.
Os demais permanecem em greve e aguardam, em frente à garagem da empresa, uma resposta sobre a regularização dos pagamentos.
De acordo com os rodoviários, a paralisação ocorre devido à falta de pagamento do salário referente ao mês de janeiro e do décimo terceiro salário, situação que tem se repetido e gerado insegurança entre os funcionários.
A paralisação da empresa 1001 tem provocado impacto direto na mobilidade urbana, prejudicando milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo para deslocamento diário em São Luís.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da empresa 1001 sobre a previsão de quitação dos débitos trabalhistas ou sobre medidas para normalizar a operação das linhas.
A paralisação teve início na noite da última sexta-feira (23), quando os próprios trabalhadores decidiram recolher os ônibus e suspender as atividades como forma de protesto pelos pagamentos pendentes.
O movimento não foi organizado pelo sindicato.
No sábado (24), nenhuma linha da empresa 1001 operou. Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Marcelo Brito, o movimento não foi organizado pela entidade sindical, mas partiu diretamente dos funcionários da empresa.
“O sindicato não convocou a paralisação. Foi uma decisão dos próprios trabalhadores, diante da insatisfação com os salários e o décimo terceiro atrasados”, explicou.
A paralisação da empresa 1001 segue sem previsão de encerramento e depende de uma negociação que garanta a regularização dos pagamentos aos rodoviários.
•O que diz a MOB sobre a greve da 1001:
“A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) acompanha a paralisação dos rodoviários da empresa 1001 e esclarece que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos.
A Agência ressalta que as relações trabalhistas e os repasses aos funcionários são de responsabilidade das empresas operadoras, conforme previsto nos contratos de concessão.
No mais, a MOB segue em diálogo com rodoviários e empresários, adotando, dentro de suas competências legais, as medidas cabíveis para contribuir para a resolução da situação”.
•O que diz o SET sobre a greve da 1001:
“O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) informa que não foi comunicado oficialmente sobre a decisão de paralisação dos trabalhadores da empresa 1001, ocorrida na manhã deste sábado, dia 24.
A ausência de tal comunicado, pelo STTREMA, por si só, já torna o movimento ilegal e abusivo.
O Município de São Luís, ao ter pago o subsídio somente agora, viola ao acordo homologado na Justiça do Trabalho, no qual o vencimento foi pactuado ao 4º dia útil.
Ao ter aplicado descontos ao subsídio, o Ente Municipal agride novamente a decisões judiciais que as vedam, dificultando a pontualidade de obrigações trabalhistas pelas empresas.
A direção do SET intercederá e mediará o conflito, reforçando seu compromisso com o diálogo e com a continuidade do serviço de transporte à população”.
• Últimas greves na 1001:
Esta é a terceira paralisação de rodoviários da 1001 em menos de 3 meses. A primeira aconteceu no dia 14 de novembro de 2025.
A mobilização ocorreu, também, por causa de salários atrasados, além da falta de pagamento do plano de saúde, tíquete-alimentação e outros benefícios. A greve da 1001 só chegou ao fim 12 dias depois.
Na véspera de Natal de 2025, houve outra greve da 1001 e, mais uma vez, por falta de pagamento de salários e benefícios. Esta segunda greve foi encerrada cinco dias depois.


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