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Durante discurso do deputado estadual Othelino Neto (Solidariedade) na Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado Claudio Cunha (PL) fez um aparte contundente, no qual expôs a incoerência política de Othelino ao criticar adversários enquanto mantém sua esposa, a senadora Ana Paula Lobato (PSB), como figura central em seu projeto político.
Cunha iniciou reconhecendo a atuação firme de Othelino como opositor, mas não poupou críticas ao que chamou de “contradições visíveis” no discurso do colega. “Você é muito competente no que faz como oposição. Mas se o problema são familiares na política, peça à sua esposa, que ocupa uma cadeira no Senado Federal, que proponha uma PEC proibindo parentes de serem candidatos. Eu tenho uma esposa, e ela também é livre para estar na política. A Constituição garante esse direito a todos”, disparou.
O parlamentar também saiu em defesa do governador Carlos Brandão (PSB), após Othelino questionar o prestígio do chefe do Executivo estadual em nível nacional. “Não importa se o governador tem prestígio no Brasil. O que importa é que ele tenha prestígio no Maranhão, e ele tem. Se você duvida, contrate um instituto de pesquisa sério e veja os resultados”, sugeriu.
Claudio Cunha aproveitou ainda para destacar os avanços concretos promovidos pelo governo estadual na região da Baixada Maranhense, reduto de sua base eleitoral. Segundo o deputado, a atual gestão tem feito o maior investimento em infraestrutura da história recente da região.
“Estive ontem na Baixada. Nunca vi um governo tão comprometido com a MA-014. Em Mirinzal, foi implantada uma usina de asfalto que está beneficiando todo o litoral. Há empresários vindo do Piauí para reforçar as ações de pavimentação. Isso nunca aconteceu antes”, afirmou.
Ele também ressaltou a atenção do governo às áreas turísticas da região: “Pela primeira vez vemos um governador preocupado em estruturar nossas praias. Eu acredito que a maior indústria que um governante pode trazer para o estado é o fomento ao turismo, e isso está sendo feito com seriedade”, disse.
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O deputado estadual Yglésio Moyses fez declarações contundentes sobre o atual momento da política maranhense, apontando o que classificou como “interferência direta e desmedida” do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, nos rumos políticos do estado.
Yglésio afirmou que “o Maranhão está sendo tratado como propriedade particular”. Segundo ele, Dino vem articulando politicamente não apenas em nível nacional, mas também de forma ativa dentro do estado, por meio da ocupação de cargos e pressões políticas.
“Aqui, o Maranhão… ele quer bancar o dono do estado. A prova disso é o que Flávio Dino vem fazendo com cargos, de forma descarada, não apenas em nível nacional”, declarou o parlamentar.
O deputado também denunciou a suposta resistência de Flávio Dino em liberar vagas no Tribunal de Contas do Estado (TCE), alegando que o ministro estaria utilizando as nomeações como instrumento de barganha política.
Outro ponto citado por Yglésio foi a pressão exercida, segundo ele, sobre o deputado federal João Campos. “A gente sabe como ele pressiona, através de possibilidades de ações dentro do estado”, afirmou.
Yglésio ainda comentou a recente mudança no comando do PSB no Maranhão, antigo partido de Flávio Dino, acusando o ministro de tomar o controle da legenda “à força”.
“Até outro dia, ele era amigo do governador. Agora, ele [Dino] coloca o Brandão para ser investigado pela Polícia Federal”, completou o deputado, referindo-se ao atual governador do estado, Carlos Brandão, e sugerindo articulação nos bastidores para desgastar politicamente o chefe do Executivo estadual.
As declarações de Yglésio acontecem em meio a um cenário de reconfiguração de alianças políticas e disputas por espaços de poder, especialmente com a aproximação do pleito municipal de 2026.
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A legenda possui 10 (dez) deputados estaduais no Maranhão e será esvaziado assim que abrir o prazo da janela partidária.

A ex-suplente de senadora Ana Paula Lobato foi alçada à condição de presidente da comissão provisória do PSB (Partido Socialista Brasileiro) no Maranhão, nesta quarta-feira (06), por um pedido direto do ministro do STF, Flávio Dino. O ato de filiação da esposa do deputado estadual Othelino Neto (SSD), foi prestigiado por apenas um deputado socialista: Carlos Lula – ex-secretário de Saúde dos governos Dino.
Os outros 9 (nove) deputados não concordam com a mudança no comando da legenda. Os parlamentares, liderados pela presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, em reunião na presidência da Casa, manifestaram repúdio ao ato arbitrário que resultou na mudança da presidência estadual da legenda, sem qualquer diálogo com as bases partidárias ou consulta prévia aos seus membros eleitos.
Para os deputados do PSB, a decisão, imposta de forma unilateral, desconsidera o compromisso coletivo que sempre pautou a atuação do PSB no estado e ignora o protagonismo dos parlamentares que ajudaram a fortalecer o partido junto à população maranhense.
Estiveram presentes na reunião os deputados Daniella, Davi Brandão, Antonio Pereira, Andreia Rezende, Florêncio Neto, Ariston e Iracema Vale. O deputado Adelmo Soares, embora ausente na ocasião, declarou integral apoio à manifestação do grupo.
Os parlamentares reafirmam seu compromisso com a democracia interna, com a transparência nas decisões partidárias e com o respeito à história construída pelo PSB no Maranhão, sempre pautada pela escuta, pelo diálogo e pela construção coletiva.
Reafirmam, ainda, que seguirão caminhando ao lado do governador Carlos Brandão, liderança que, junto com os parlamentares estaduais, foi fundamental para transformar o PSB na força política que é hoje no estado.
– Deputado Yglésio Moises foi eleito pelo PSB
Nas eleições de 2022 que consagrou o governador Carlos Brandão eleito pelo PSB, junto, também foram eleitos nada menos que 11 (onze) deputados estaduais. Desses, um deles pediu desfiliação, o deputado Yglésio Moises.
De forma que hoje a legenda possui 10 (dez) deputados e será esvaziado assim que abrir o prazo da janela partidária.
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Pastor Gildenemyr e Josimar Maranhaozinho.
Por inúmeras vezes, aliados do deputado federal Josimar Maranhãozinho, do PL, bradaram ao titular do Blog do Domingos Costa que a situação envolvendo o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), por supostos desvios de dinheiro de emendas parlamentares, estaria “resolvida” nos bastidores. O caso diz respeito à denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na qual acusa o deputado federal e mais os colegas Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) pelo crime.
Em março, a Primeira Turma do STF decidiu por unanimidade tornar réus três deputados do PL denunciados por supostos desvios de dinheiro público. Votaram pelo recebimento da denúncia o relator ministro Cristiano Zanin, ministro Alexandre de Moraes, ministra Cármen Lúcia e os ministros Flávio Dino e Luiz Fux.
Ocorre que esta semana, o processo começou a seguir para outro rumo. É que ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu “falhas técnicas” na extração de provas em blu-ray e determinou o envio das mídias à Polícia Federal para elaboração de laudo pericial, atendendo pedido da defesa do deputado federal Pastor Gil. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (5).
Zanin afirmou que todos os documentos e materiais — relacionados ao memorando SJMA-SEDAJ nº 112/2025 da Seção Judiciária da Justiça Federal do Maranhão — estão anexados aos autos, com acesso irrestrito às partes. No entanto, reconheceu “falhas técnicas na extração dos dados” das mídias blu-ray recebidas.
Em razão disso, o ministro deferiu o pedido da defesa e determinou: “Encaminhem-se as mídias especificadas à Polícia Federal, para eventual feitura de laudo pericial, nos termos postulados”.
O blu-ray, mídia óptica de alta definição que armazena grandes volumes de dados usando laser azul-violeta, foi apontado como fonte dos arquivos de áudio e vídeo cuja integridade precisa ser comprovada. Com a perícia, a investigação sobre suposta corrupção passiva e organização criminosa envolvendo dois deputados maranhenses avança para fase de análise técnica das evidências.
Para aliados do deputado federal presidente do PL no Maranhão, essa decisão de Zanin é o “começo do fim” do processo contra Josimar e seus dois colegas no STF.
Vamos aguardar…
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Uma pesquisa feita pelo instituto Amostragem, divulgada nesta quarta-feira (6), aponta que 70,25% da população de Timon aprova a gestão do prefeito Rafael Brito. A pesquisa revela ainda que 36,5% avaliam a administração como “boa”, enquanto 10,5% a consideram “ótima” e 34,5% a classificam como “regular”.
Com apenas 19,25% de desaprovação, os números indicam forte respaldo da população ao trabalho do prefeito. Ações como mutirões de cirurgias, requalificação de escolas, parcerias tecnológicas e valorização cultural têm impulsionado a imagem do gestor.
Ao comentar os dados, Rafael Brito destacou que o resultado é fruto de um governo comprometido com a transparência e com o bem-estar da população. “Temos muito ainda a realizar, mas é gratificante saber que a população reconhece os nossos esforços. Timon está no rumo certo e vamos seguir trabalhando com dedicação e transparência”, afirmou.
O instituto Amostragem ouviu 400 pessoas na cidade de Timon entre os dias 23 e 26 de julho de 2025.
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Prefeito de Mata Roma, Besaliel Albuquerque.
O MPF (Ministério Público Federal) do Maranhão deve abrir uma “notícia de fato” para apurar suposta denúncia de fraude no Censo Escolar Municipal de Mata Roma, cidade de 17,5 mil habitantes no Maranhão.
Segundo as denúncias, o município estaria inflando os dados de matrícula de alunos. Arquivos da acusação aos órgãos de controle e apontando um prejuízo causado pelas supostas matrículas falsas.
Além do MPF, a suspeita na inserção de dados inverídicos sobre a quantidade de estudantes matriculados na rede de ensino municipal para receber mais verbas federais coloca o prefeito Besaliel Albuquerque (PDT) na mira da PF e da CGU, órgãos que também receberam a denúncia.
Conforme a acusação, a fraude estaria ocorrendo com a inserção de dados falsos no sistema EducaCenso, do Ministério da Educação (MEC), para receber recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Foi identificado na cidade um aumento acentuado de alunos desde 2020. Ao inflar matrículas, a cidade amplia os repasses. O suposto esquema estaria ocorrendo assim:
A prefeitura informa ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) o número fictício de alunos matriculados, e o governo federal calcula o repasse dos recursos do Fundeb.
De 2020 a 2025, Mata Roma já recebeu mais de R$ 164 milhões. Contudo, a estimativa é que, no período, a cidade denunciada teria recebido indevidamente mais de R$ 70 milhões.
MPF pediu condenação de ex-secretária
Em 2016, o Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) chegou a propor ação de improbidade administrativa contra Rosimeire de Sousa Garreto, secretária municipal de Educação do município, também por inserção de dados falsos acerca do número de alunos regularmente matriculados na rede de ensino municipal.
A investigação que subsidiou a ação foi instaurada em razão da constatação de irregularidades no Censo Escolar 2014. Por meio de fiscalização promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em outubro de 2015, verificou-se a não comprovação de registro de frequência de inúmeros alunos que foram computados e informados ao Censo.
Na época, dos 3.715 alunos informados ao Educacenso, 1.374 matrículas não foram comprovadas, ou seja, não constavam no diário de classe ou não tiveram frequência nos meses de abril a junho de 2014. Dessa forma, mais de 30% dos alunos informados seriam, na verdade, alunos fantasmas. Além disso, ao comparar dados do Censo Escolar de 2013 e 2014, foi observado que o número de alunos registrados pelo município na categoria Educação de Jovens e Adultos Presencial Fundamental teve seu número mais que dobrado de um ano para outro.

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Deputado Marreca Filho.
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (6), o Projeto de Lei nº 4095/2021, de autoria do deputado federal Marreca Filho (PRD-MA), que estabelece a obrigatoriedade de elaboração de projeto básico antes da execução de qualquer obra de saneamento financiada com recursos da União.
A proposta busca corrigir um problema crônico na área: a execução de obras sem o devido planejamento técnico, o que frequentemente resulta em atrasos, paralisações e desperdício de dinheiro público.
“Chega de obras começarem sem planejamento. É inaceitável que o dinheiro do povo seja investido em construções que nem sequer têm um projeto claro de execução. O nosso objetivo é garantir eficiência, transparência e respeito com os recursos públicos”, destacou Marreca Filho.
Pelo texto aprovado, o projeto básico deverá apresentar, de forma clara, a concepção da obra, as soluções técnicas adotadas, os materiais a serem utilizados e o orçamento detalhado. A exigência valerá para qualquer projeto de saneamento que utilize verba federal, seja por meio de convênios, contratos de repasse, financiamentos ou transferências voluntárias.
A medida é vista como uma iniciativa estratégica para fortalecer a política nacional de saneamento básico, assegurando que obras iniciadas tenham viabilidade técnica e orçamentária para serem concluídas.
O PL 4095/2021 ainda será analisado por outras três comissões da Câmara: Comissão de Trabalho (CTASP), Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Se aprovado em todas, poderá seguir diretamente para o Senado, sem necessidade de votação no plenário da Câmara.
A expectativa é que a tramitação ganhe celeridade, diante da relevância da proposta para a melhoria da infraestrutura e dos serviços de saneamento em municípios de todo o país.
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Ana Paula, Flávio Dino e Othelino.
O cenário político maranhense vive mais um terremoto com a saída do governador Carlos Brandão do PSB, em um claro repúdio ao controle que Flávio Dino exerce sobre a legenda no estado. Tudo começou quando a senadora Ana Paula Lobato, conhecida aliada do ex-governador, foi colocada no comando do partido.
Enquanto isso, o presidente nacional do partido, João Campos, prefeito de Recife, nada fez frente à tomada de poder pelo grupo dinista, que não encontrou resistência para transformar o PSB em uma espécie de braço do PCdoB no Maranhão. O resultado deve levar à uma debandada do PSB, com a saída da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, do deputado federal Duarte Júnior e do secretário Bira do Pindaré.
E o mais surpreendente: os dinistas já articulam seu próximo movimento. Tudo indica que vão fechar com Eduardo Braide para o governo, numa jogada que inclui Felipe Camarão desistindo do Palácio dos Leões para tentar uma vaga no Senado, enquanto o deputado Othelino Neto seria o vice na chapa do prefeito Braide.
O que chama atenção é que Flávio Dino, mesmo ocupando um cargo no STF, continua como o grande maestro por trás dessas movimentações, provando a continuidade de sua influência na política maranhense.
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Vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão…
Entre os tantos, o Blog do Domingos Costa separou 07 (sete) motivos pelos os quais o vice-governador, Felipe Camarão, do PT, desistiu de disputar o governo do Maranhão nas eleições de 2026 e foi levado a selar um acordo político com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que será candidato ao Palácio dos Leões no próximo ano.
Embora Camarão negue em público, internamente os aliados já foram comunicados que a pré-candidatura de Felipe é insustentável dadas as circunstância da conjuntura política atual.
– Os motivos
O primeiro motivo é o fato de que o vice-governador despencou nas pesquisas de intenção de votos. Desde que se autointitulou pré-candidato, Camarão pontuava bem em todas as consultas públicas, mas agora, com o nome do jovem Orleans Brandão (MDB) no jogo político, o petista caiu drasticamente, e em muitos levantamentos, chega a ficar em último lugar, atrás de Lahesio Bonfim.
O segundo ponto levado em consideração para a desistência do vice-governador é que ele perdeu praticamente todos os prefeitos que tinham declarado apoio ao seu nome; hoje, não resta uma dúzia que gestores municipais que defenda o petista para a disputa majoritária de 2026.
O terceiro fator que pesou muito foi o cenário político da capital, em São Luís, Camarão tinha apoio do presidente da Câmara Municipal, Paulo Victor (PSB) e de mais seis outros parlamentares, contudo, todos os vereadores decidiram abandonar o projeto petista de declararam apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão na disputa pelo Leões.
O desgaste público após ser flagrado trocando mensagens misóginas, desrespeitosas, sexistas e de baixo calão contra a deputada estadual Mical Damasceno (PSD), conforme relatório divulgado pela perícia da Polícia Civil do Maranhão, também deixou o petista cabisbaixo e sem discurso junto às camadas sociais.
Em quinto lugar, Camarão começou a cansar seus próprios aliados, o discurso enfadonho e enfadado rogando apenas por uma “salvação” advinda do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou a ser desacreditado pelos políticos e grupo de empresários que, até então, o rodeavam. O slogan “O candidato de Lula no Maranhão” não conseguiu agregar o necessário.
E o motivo de maior peso na decisão de Felipe é o fato de ter acreditado, cegamente, que seria candidato a Governador do Maranhão na condição de chefe do Palácio dos Leões. O petista pregava abertamente que disputaria as eleições de 2026 no cargo, só não contava que essa posição era condicionada à vontade do governador Carlos Brandão, que já anunciou a permanência até a totalidade do seu mandato.
E, por último, veio a “pá de cal” neste final de semana: a declaração de Lula durante o 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado em Brasília. Em seu discurso no evento, o presidente da República pregou alianças políticas nos estados com outros partidos, visando a conquista de cadeiras no Senado Federal nas eleições de 2026, em vez de priorizar candidaturas sem potencial de crescimento, como é o caso de Camarão no Maranhão.
Em suma, a pré-candidatura de Camarão fritou, é algo sacramentado internamente, e o anúncio oficial é apenas questão de tempo…
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Deputada estadual Iracema Vale…
A Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputa estadual Iracema Vale, reagiu após o despacho do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em ação sobre a escolha de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).
– NOTA – Assembleia se pronuncia sobre decisão do ministro Flávio Dino em ação no STF
Diante do despacho proferido pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relativo à composição do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), cumpre registrar que a advogada que buscava intervir no feito jamais atendeu aos requisitos legais mínimos exigidos para figurar como amicus curiae. Por essa razão, a negativa quanto à sua participação processual já era esperada.
A Procuradoria da Casa analisa, contudo, a viabilidade de interposição de recurso, diante da ausência de aplicação de sanção por litigância de má-fé à referida advogada. Tal medida se impunha, diante do abuso processual evidenciado. A atuação da advogada extrapolou os limites da lealdade processual, instrumentalizando o Judiciário para fins meramente políticos.
No que se refere à remessa das informações sobre as supostas irregularidades apontadas pela mesma advogada, trata-se de procedimento de praxe, sem qualquer juízo de mérito. Por força de lei, todo magistrado deve remeter notícias de fato às instâncias competentes, ainda que sem indícios concretos, pois o Supremo Tribunal Federal não é o foro apropriado para apuração de tais questões. Qualquer pessoa minimamente informada sabe que as ações de controle concentrado tratam da análise de constitucionalidade de normas, não se confundindo com procedimentos de natureza investigativa. Tentar transformar esse gesto automático em escândalo é ato de desinformação. Não se pode aceitar que questões jurídicas sejam vilipendiadas por leituras políticas destituídas de respaldo na realidade dos fatos.
O que realmente importa é o que está sendo adiado: a nomeação de dois novos conselheiros para o TCE do Maranhão. Primeiro, tentou-se impedir o processo com uma intervenção sem base legal. Agora, o andamento segue sendo postergado por manobras de um partido político que se opõe à escolha legítima da Assembleia Legislativa. Enquanto isso, a Corte de Contas permanece desfalcada, comprometendo o controle das contas públicas e o interesse coletivo. Não é apenas a institucionalidade que está sendo prejudicada, mas o próprio direito da população a um tribunal técnico, completo e funcional.
DEPUTADA IRACEMA VALE
Presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

