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Na manhã desta quarta-feira, 31, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) deflagrou a Operação Proditor, para cumprimento de três mandados de busca e apreensão, emitidos pelo Juízo da Comarca de Itinga do Maranhão sob a respondência do juiz Bruno Ramos Mendes, em face de um servidor do quadro do Ministério Público – lotado em São Pedro da Água Branca, mas respondendo como assessor em Itinga – e dois particulares, investigados pela prática de crimes de corrupção, exploração de prestígio e outros.
A investigação teve início após denúncias de que os investigados solicitavam vantagem financeira para praticar, deixar de praticar ou retardar atos de ofício de competência do Ministério Público sob a influência do servidor ministerial.
A busca e apreensão teve o objetivo de apreender elementos de prova relacionados aos fatos investigados. Além disso, foi deferido o pedido de medidas cautelares pessoais, dentre as quais a suspensão do exercício da função pública e afastamento até o final da investigação – em relação ao servidor do MP – proibição de acesso às unidades ministeriais nas comarcas onde se deram os fatos investigados, proibição de contato entre eles e com servidores dos Ministério Público.
O nome da operação, Proditor, vem do latim e significa “traidor”, em alusão à conduta do agente público que se vale das funções que exerce na instituição que integra, na condição de servidor concursado, para a prática de crimes em prejuízo da sociedade, da Administração Pública e dos princípios que a norteiam, especialmente, legalidade, impessoalidade e moralidade.
O deputado estadual e irmão de Eduardo Braide (PSD), Fernando Braide (PSD), possui relações antigas com o “Instituto Juju e Cacaia — Tu És Uma Benção”. À instituição, o parlamentar destinou o valor de R$ 300.000,00 em emendas no ano passado, logo nos primeiros dias de seu mandato.



A exoneração, na segunda-feira (29), de dois servidores da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) lançou luz sobre as práticas obscuras que parecem permear a gestão do prefeito Eduardo Braide. A demissão repentina da jornalista e professora universitária Aulinda Mesquita Lima Ericeira, que ocupava o cargo de chefe de gabinete na Secretaria de Cultura (Secult), juntamente com a dispensa do analista jurídico Jean Felipe Nunes Castro Martins, despertou as suspeitas e questionamentos.
