nov
2025
R$ 700 MIL EM ZÉ DOCA: Quebra de sigilo telefônico autorizada por juiz pode levar ao agiota “Branco da Madeireira”

Polícia Federal investiga se os R$ 700 encontrado com irmã e cunhado de “Branco da Madeireira” pertencem ao agiota e se ele usa o casal como “laranjas”.
Elinilson de Sousa Silva (camisa preta), agiota com atuação na região de Zé Doca e da Baixada Maranhense, conhecido pelo apelido de “Branco da Madeireira”, está muito próximo de ser alcançado pela Polícia Federal.
É que o juiz Ronaldo Castro Desterro e Silva, da 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Maranhão, autorizou a quebra do sigilo dos dados telefônicos e telemáticos do casal Tatiele de Sousa Silva e José Isac Lobato Paiva, respectivamente irmã e cunhado do agiota “Branco da Madeireira”.
O casal residente no município de Pedro do Rosário e donos do supermercado Atacadão Bom Preço, acabou preso após sacar em uma agência de Zé Doca, no dia 24 do mês passado, o valor de R$ 700 mil em espécie, dinheiro com suspeito de lavagem, segundo a PF.
O dinheiro foi apreendido pelos agentes da Polícia Federal sob a coordenação do Delegado de Polícia Federal, Ellison Cocino Correia, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros. Este caso foi destaque no Blog do Domingos Costa por meio de duas matérias, conforme links no final deste post.
– Detalhes da decisão federal
A decisão do juiz Ronaldo atende ao pedido da Polícia Federal e é datada de 28 outubro de 2025. O Magistrado diz que muito embora o saque e a posse de grandes volumes de dinheiro em espécie, por si sós, não constituam, necessariamente, indícios da prática de crimes de lavagem de capitais, causa evidente estranheza a condução da quantia de R$ 700 mil em espécie, dispensando-se a utilização dos meios convencionais e seguros de transferência financeira.
A irmã e cunhado do agiota “Branco da Madeireira” alegaram que os 700 mil reais sacados eram proveniente de um empréstimo bancário, fato que não convenceu o juiz federal. “Além disso, não há comprovação efetiva nos autos de que o valor apreendido tenha sido, de fato, proveniente de financiamento bancário, uma vez que não houve a juntada de extratos ou quaisquer documentos capazes de demonstrar o efetivo repasse dos recursos. Consta apenas a cédula de crédito rural (id 2218977803, pp. 1/18), o qual, por si só, não é suficiente para atestar que o montante em espécie encontrado teve origem nos valores do crédito rural mencionado.” Completou Ronaldo Desterro.
O titular da 1ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão (SJMA), argumenta, ainda, que tais circunstâncias evidenciam a necessidade da quebra do sigilo telefônico e telemático como instrumento indispensável à elucidação da cadeia de operações financeiras, à identificação de eventuais coautores e ao rastreamento dos fluxos de comunicação utilizados para a movimentação dos valores.
“Diante do exposto, defiro o pedido formulado pela autoridade policial (id 2218948392, p. 98) para determinar a quebra do sigilo telefônico e telemático dos aparelhos apreendidos em poder dos investigados José Isac Lobato Paiva e Tatiele de Sousa Silva, autorizando o acesso integral aos dados armazenados nos dispositivos, inclusive aos conteúdos de aplicativos de comunicação, conforme identificação constante dos aparelhos telefônicos apreendidos (id 2218948392, p. 23).” Determina o juiz.
– Contratos com prefeituras
O nome de Elinilson de Sousa Silva consta no Despacho n° 4195474/2025, assinado pelo Delegado da PF, Ellison Cocino, embasado no Relatório de Inteligência Financeira n.º 134263.2.1.2214, relativo a ação do dia 24 do mês passado no qual foi apreendido o valor de R$ 700 mil na agencia bancária de Zé Doca.
Relacionado ao agiota “Branco da Madeireira” existem três empresas, duas delas possuem contratos com prefeituras: A empresa T DE S SILVA LTDA, registrada em nome da irmã, Tatiele de Sousa Silva; e também, a Construtora Edineth LTDA, registrada em nome do filho Olenilson de Sousa Silva Filho; e por último a Comercial de Madeiras Aracoiaba LTDA, ramo que Elinilson atuou por muitos anos em Zé Doca.
– Alvo do IBAMA e pré-candidatura a prefeito em Zé Doca
Ainda conforme apuração do Blog do Domingos Costa, “Branco da Madeireira” chegou a lançar o seu nome como pré-candidato a prefeito de Zé Doca visando as eleições de 2020, mas meses após acabou recuando.
No sistema da Justiça maranhense, ele responde ao processo número 0802227-13.2022.8.10.0063 na 1ª Vara de Zé Doca no qual o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) o acusa de ter em “depósito 241.727² de madeira tipo tora sem licença válida para o tempo de armazenamento, outorgado pela autoridade competente”.
Branco, também, era muito amigo do empresário Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan”, morto em maio de 2024 na cidade Zé Doca.
– CLIQUE AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA DA DECISÃO –
– CLIQUE AQUI E CONFIRA O PROCESSO DO IBAMA CONTRA BRANCO –
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