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2025
TCE-MA suspende lei que reajustava salários de vereadores em Lajeado Novo por indícios de inconstitucionalidade

Sede da Câmara Municipal de Lajeado Novo…
O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) concedeu medida cautelar para suspender os efeitos da Lei Municipal nº 001/2025, do Município de Lajeado Novo, que fixava os subsídios dos vereadores para a legislatura 2025-2028. A decisão foi tomada por unanimidade, durante sessão plenária realizada no último dia 10 de setembro.
A medida atende a uma representação com pedido de urgência, formulada pelo presidente da Câmara Municipal de Lajeado Novo, Raimundo Conceição da Paixão, que apontou irregularidades e possíveis inconstitucionalidades na aprovação da lei municipal.
Segundo o TCE-MA, há fortes indícios de violação à legalidade e ao interesse público, especialmente quanto à fixação dos subsídios fora dos parâmetros legais e com indícios de afronta à Constituição. O Ministério Público de Contas também se manifestou favoravelmente à concessão da medida, diante do risco de grave lesão ao erário e da possível ineficácia de uma futura decisão de mérito, caso a lei continuasse em vigor.
Principais determinações da decisão PL-TCE nº 494/2025:
• Suspensão imediata dos efeitos da Lei nº 001/2025, retornando aos valores da legislatura anterior, até decisão final;
• Notificação do Município de Lajeado Novo para apresentar defesa no prazo regimental;
• Possível aplicação de multa aos responsáveis, caso não haja justificativa plausível ou persistam as irregularidades;
• Comunicação à Câmara Municipal e encaminhamento da decisão ao Ministério Público Estadual para eventuais providências na esfera judicial;
• Encaminhamento do processo à Unidade Técnica do TCE-MA para que as ocorrências sejam consideradas na análise das contas de 2025.
A relatoria do caso ficou a cargo do Conselheiro João Jorge Jinkings Pavão, com parecer favorável do Procurador-Geral de Contas Douglas Paulo da Silva.
Com a decisão, o TCE-MA reforça o papel fiscalizador das cortes de contas no controle de gastos públicos e na garantia da legalidade dos atos administrativos, principalmente em temas sensíveis como a remuneração de agentes políticos.


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