maio
2026
Acusado por estupro de vulnerável faz campanha para Eduardo Braide sem tornozeleira, desafinando a justiça
Enquanto Eduardo Braide constrói seu discurso de pré-candidato ao Governo do Maranhão como homem de valores e moralidade, uma sombra incômoda ronda sua base aliada em Senador La Roque.
O coordenador de campanha de Braide no município é Josélio Gonçalves Lima, o popular “Josélio do Rádio”, irmão do prefeito de Davinópolis, Zé Pequeno que responde a processo criminal por estupro de vulnerável.
A Justiça determinou contra ele medidas cautelares rigorosas: uso de tornozeleira eletrônica e proibição de se ausentar da comarca sem autorização judicial. A decisão é do juiz titular da Comarca de Senador La Roque, Dyan Jerff Martins Viana, conforme processo 0802517-81.2023.8.10.0131 , resultante de Inquérito Policial (279) – [Estupro de vulnerável].
Mas o que se vê nas ruas é exatamente o oposto do que determinou a justiça. Josélio não está usando tornozeleira. E enquanto deveria estar monitorado, cumprindo as determinações judiciais, encontra-se em franca campanha eleitoral, percorrendo cidades do Sul do Maranhão ao lado do staff de Eduardo Braide.
Esta semana ele recepcionou Braide em Imperatriz, descumprindo abertamente as restrições que a Justiça impôs. Não bastasse ignorar a ordem judicial, sua condição é ainda mais grave diante das constantes quebras das medidas cautelares, a qualquer momento pode ter sua liberdade revogada e ser conduzido às grades.

Josélio abraçado a Eduardo Braide.
A Justiça não tem sido tolerante com réus que desafiam o sistema e Josélio caminha sobre uma linha tênue que pode se romper a qualquer instante.
Eduardo Braide prega honestidade e compromisso com a família maranhense. Mas seu coordenador de campanha na região é um acusado de estupro de vulnerável que descumpriu ordens judiciais e hoje percorre o estado livremente, sem o monitoramento que a lei determinou.
A pergunta que fica é direta: Braide sabia disso? Vai mantê-lo como sua liderança? Ou vai esperar que a prisão aconteça para se pronunciar? O eleitor maranhense merece respostas antes que as algemas cheguem.


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