28
maio
2026

GAECO diz que Danilo Mohana movimentou R$ 6,6 milhões em apenas três anos e abre investigação contra o advogado

Pelo Jornalista Domingos Costa
R$ 6,6 milhões em movimentações suspeitas colocam servidor e advogado na mira do Ministério Público em Bom Jardim

R$ 6,6 milhões em movimentações suspeitas colocam servidor e advogado na mira do Ministério Público em Bom Jardim.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo o servidor público e advogado Danilo Mohana Pinheiro Carvalho Lima e a Prefeitura de Bom Jardim. A portaria foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 25 de maio de 2026.

De acordo com o procedimento assinado pelo promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior, que responde pela Promotoria de Bom Jardim, as investigações têm como base informações repassadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), a partir do Relatório de Inteligência Financeira (RIF) nº 19.914 do COAF.

Segundo o Ministério Público, o relatório aponta que Danilo Mohana Pinheiro Carvalho Lima movimentou cerca de R$ 6,6 milhões entre créditos e débitos no período de janeiro de 2012 a setembro de 2015. O valor seria incompatível com a renda mensal declarada pelo investigado, estimada em aproximadamente R$ 4,4 mil.

A investigação também aponta que parte significativa dos recursos recebidos teria origem em órgãos públicos, incluindo as prefeituras de Bom Jardim, Montes Altos, Santa Rita, Arari e Araioses, além de câmaras municipais. O Ministério Público afirma existir suspeita de fracionamento de valores e possíveis repasses para outros agentes públicos.

O procedimento foi aberto para apurar possíveis crimes de lavagem de capitais, desvios de verbas públicas, crimes contra o sistema financeiro nacional e atos de improbidade administrativa.

Na portaria, o promotor Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior destaca que já existe análise técnica indicando a necessidade de quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, medida considerada essencial para rastrear a movimentação financeira e aprofundar as apurações.

Entre as providências determinadas pelo Ministério Público está a elaboração, no prazo de 15 dias, de representação judicial para solicitar a quebra de sigilo bancário e fiscal das pessoas físicas e jurídicas citadas no relatório do COAF. A medida deve abranger o período entre 2012 e 2015.

O Ministério Público informou ainda que o caso seguirá sob investigação para apurar a existência de irregularidades envolvendo recursos públicos no município de Bom Jardim.

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