27
abr
2026

Agentes públicos de São João do Sóter são investigados por enriquecimento ilícito

Pelo Jornalista Domingos Costa
Prefeita Maria do Carmo Cavalcante Lacerda, de São João do Sóter.

Prefeita Maria do Carmo Cavalcante Lacerda, de São João do Sóter.

O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou procedimento administrativo para fiscalizar possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos do município de São João do Sóter, especialmente relacionadas à evolução patrimonial e ao cumprimento da obrigação legal de declaração de bens.

A medida foi adotada pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Caxias e está vinculada ao SIMP nº 006542-254/2025. A portaria foi assinada pelo promotor de Justiça Francisco de Assis da Silva Júnior em 9 de abril de 2026 e publicada no Diário Eletrônico do MPMA em 24 de abril de 2026, edição nº 079/2026.

A apuração tem origem em uma representação apresentada pela advogada Luiza Moura da Silva Rocha, que relata indícios de enriquecimento ilícito por parte de pessoas ligadas à atual gestão municipal que tem como prefeita a senhora Maria do Carmo Cavalcante Lacerda.

Segundo a denúncia, teriam sido identificadas aquisições de veículos de alto valor incompatíveis com os rendimentos declarados por agentes públicos.

Diante dos fatos, o Ministério Público decidiu aprofundar a análise, com foco no cumprimento do artigo 13 da Lei de Improbidade Administrativa, que obriga agentes públicos a apresentarem declaração de imposto de renda e atualização anual de seus bens como condição para o exercício do cargo.

O órgão ministerial destacou que o descumprimento dessa obrigação pode resultar em penalidades severas, incluindo demissão, além de outras sanções legais, especialmente em casos de omissão ou apresentação de informações falsas.

Como primeira medida, foi determinada a requisição de uma série de documentos à Prefeitura de São João do Sóter. Entre eles estão cópias dos processos de nomeação e posse de secretários municipais e servidores comissionados, acompanhadas das declarações de bens apresentadas desde a entrada no cargo até o momento atual.

Também foi solicitada a relação completa dos ocupantes de cargos públicos, com informações detalhadas como CPF, função exercida, base legal do cargo, data de posse e situação funcional.
Outro ponto importante da investigação é a verificação dos mecanismos internos da prefeitura para controle dessas declarações, incluindo qual setor é responsável por exigir, receber e armazenar esses documentos.

O Ministério Público determinou ainda que todas as informações patrimoniais obtidas sejam tratadas como sigilosas, devido à sensibilidade dos dados.

A depender dos resultados, o procedimento pode evoluir para investigações mais aprofundadas, inclusive com responsabilização por improbidade administrativa, caso sejam confirmadas irregularidades.

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