ago
2025
Almeida Sousa ignora limites do bom senso e transforma “Audiência Pública do PPA” em palanque político
Mesmo sem mandato, ex-prefeito de Igarapé do Meio manda na gestão municipal, humilha servidores e faz ameaças em evento oficial.
O ex-prefeito Almeida Sousa voltou a protagonizar cenas lamentáveis e autoritárias na administração municipal nesta quarta-feira (06). Apesar de não ocupar formalmente o cargo de prefeito, é ele quem comanda a Prefeitura de Igarapé do Meio nos bastidores, enquanto a prefeita Aldenira Silva, sua sucessora, parece ter papel meramente decorativo.
Durante a Audiência Pública do Plano Plurianual (PPA) 2026–2029, realizada nesta semana com o objetivo de discutir as prioridades do município para os próximos quatro anos, Almeida ignorou completamente o propósito institucional do evento. Em vez disso, transformou o espaço em um palanque eleitoral, constrangendo servidores e impondo sua presença como figura central do poder local.
Em um discurso inflamado e visivelmente irritado, Almeida declarou que “quem não quiser estar no governo, que pegue o beco”, num claro recado a servidores que não demonstram alinhamento político com seu grupo. O ex-prefeito ainda afirmou que há uma fila de pessoas em busca de emprego, sugerindo que os cargos públicos são moeda de troca para garantir apoio político.
As falas autoritárias e o clima de intimidação causaram desconforto entre os presentes. Almeida também garantiu que “nunca mais entregará o poder à oposição” e, se necessário, voltará a ser prefeito – revelando seu desconforto diante da possibilidade de não reeleição de sua esposa, a deputada estadual Solange Almeida, que amarga baixa visibilidade e poucos resultados em seu mandato.
Outro ponto que chama atenção é o uso indevido do cargo de assessor especial para manter influência direta sobre as ações da Prefeitura. Em seu próprio perfil no Instagram, Almeida continua a se autointitular como “prefeito de Igarapé do Meio”, em total desrespeito à legalidade e à figura da prefeita em exercício, que pouco ou nada decide.
A conduta de Almeida fere os princípios da administração pública, especialmente no que diz respeito ao uso de eventos oficiais para promoção pessoal e intimidação de servidores.


0 Comentários