23
maio
2016

Antes de completar duas semanas, governo Temer começa desabar

Pelo Jornalista Domingos Costa

Áudios sobre Lava Jato derrubam Jucá do Planejamento. Ministro anunciou que pedirá licença do cargo, mas será exonerado e não deve voltar ao Executivo

Romero Jucá deixa Planejamento após grampo.

Antes mesmo de completar duas semanas no governo, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, deixa a administração interina de Michel Temer. A queda, provocada por revelações de que propôs um “pacto” para conter o avanço das investigações da Operação Lava Jato, foi anunciada oficialmente como uma “licença”.

No governo, porém, a expressão é apenas uma estratégia para amenizar a necessária demissão e tentar blindar a gestão Temer, que tem o prazo máximo de 180 dias para reconstruir os pilares da credibilidade do país e garantir votos necessários para a consolidação do processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff.

Após entregar a nova meta fiscal de 2016 ao presidente do Congresso, Renan Calheiros, Jucá afirmou nesta segunda-feira que vai se licenciar do cargo a partir de amanhã. Ele disse que preferiu deixar o cargo para aguardar que o Ministério Público Federal se manifeste sobre os áudios em que sugere um pacto para paralisar a Operação Lava Jato e conter a “sangria” provocada pelas investigações. Minutos antes do anúncio de Jucá, Michel Temer afirmou que buscaria “a melhor solução para todos” diante do caso.

O peemedebista afirmou que o presidente interino chegou a pedir que ele ficasse no cargo – e que a decisão de ‘pedir licença’ partiu do próprio Jucá. O Diário Oficial desta terça-feira deve confirmar a exoneração de Jucá do Executivo..

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