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2022
Após confirmação da aliança PSB/PT no Maranhão, Weverton traz bolsonarista Artur Lira para afrontar Lula e Dino
Seria o início da aliança do senador pedetista com o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonarista Artur Lira ao lado da pedetezada…
O senador Weverton Rocha, do PDT, decidiu ir para o tudo ou nada na pré-campanha ao governo do Maranhão. Nesta sexta-feira (25), ele trouxe a São Luís o bolsonarista presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) para declarar apoio ao seu nome, mas a visita do parlamentar teve um “pano de fundo”.
O pedetista quer se vingar do PT, do ex-presidente Lula e do governador Flávio Dino (PSB), visto que todos esses optaram em apoiar a pré-candidatura de Carlos Brandão ao governo estadual nestas eleições.
No Maranhão, foi copiada a aliança nacional PT/PSB, consiste no partido de Lula indicar o vice de Brandão, assim como o petista terá o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) como companheiro de chapa na disputa pelo Palácio do Planalto.
Durante discurso para um minusculo plenário esvaziado na sede da FAMEM na noite de ontem, Lira atacou o PT, Lula e o governo Flávio Dino, com número existentes apenas na cabeça dele.
Um dos mais árduos aliados do presidente da República Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara criticou os índices que medem o nível de pobreza do Maranhão.
– Fake News de Lira
Porém, como bem disse o jornalista Jorge Vieira em um lúcido post em seu Blog, por desconhecimento ou má-fé, o presidente da Câmara incorre em um erro grotesco quando analisados os dados do IBGE. De acordo com a Síntese dos Indicadores Sociais de 2021, o Maranhão foi o estado em que manifestou a quarta maior queda em número de pessoas pobres (-5,6 p.p) entre 2019 e 2020, e entre 2014 e 2020, também apresentou a quarta maior queda (-4,1 p.p) entre as unidades federativas.
A verdade é que, durante a gestão Dino, o estado apresentou uma expressiva melhora nos valores de rendimento médio mensal recebido de todos os trabalhos a partir de 2015. Entre 2014 e 2020, o rendimento habitualmente recebido aumentou 14,8% no Maranhão, a segunda maior variação entre os estados. Ademais, registrou também a terceira maior variação no rendimento médio efetivamente recebido, de 15,1%.
Durante o seu falacioso discurso, Lira ainda teve a audácia de dizer que a educação do Maranhão está caindo pelas tabelas. Além de ter o programa Escola Digna como referência nacional e pagar um dos maiores salários para professores do Brasil, o estado atingiu a maior nota do IDEB da sua história, saindo das últimas posições para estar entre os melhores do Nordeste e os que mais cresceram no país.


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