abr
2025
Após sofrer ataques nas redes sociais, Sâmara Braúna publica desabafo, “advocacia não é palco para militância”

Advogada criminalista Sâmara Braúna…
Ganhou repercussão um artigo de autoria da advogada criminalista Sâmara Braúna publicado neste final de semana em sua coluna no portal imaranhense sobre a prisão do também advogado criminalista e influenciador, João Neto, em decorrência de suspeita de crime de lesão corporal, nos termos da Lei Maria da Penha em Alagoas.
Intitulado “Tiraram João Neto para Cristo”, o post de Braúna criticou o fato de João Neto ter sido condenado pela mídia nas redes sociais o que, segundo ela, influenciou a decisão da justiça em manter o advogado preso preventivamente.
Ocorre que assim que o artigo de Sâmara começou a circular, a criminalista recebeu em suas redes sociais uma verdadeira enxurrada de discurso de ódio por parte de militantes.
Em resposta, a advogada escreveu um desabafo, acompanhe abaixo:
– Sâmara Braúna
Não costumo responder a ruídos causados por leitura apressada ou má vontade interpretativa.
Mas há momentos em que o silêncio deixa de ser elegância e passa a ser omissão. Este é um deles.
Diante dos inúmeros comentários rasteiros de ódio, resolvi me manifestar.
Minha publicação sobre o caso do advogado João Neto não teve como objetivo eximir culpas nem suavizar erros. Está bem claro no texto!
O que escrevi, e sustento, é que todo acusado deve responder por seus atos na medida de sua culpabilidade. Nem mais, nem menos.
O que critiquei, e sigo criticando, é a espetacularização, o linchamento moral, a justiça conduzida por pressão midiática.
Falei da seletividade da mídia; do prazer coletivo em destruir quem até ontem era aplaudido; da cultura de cancelamento que se alimenta de ódio e não de justiça.
Lamento que algumas leituras tenham tomado caminhos distantes do que foi dito e lamento mais ainda que, num momento que exige sobriedade, tantos optem pela fúria.
A advocacia, para mim, não é palco para militância rasa nem lugar para agradar plateias. É trincheira. É razão. É coragem de sustentar princípios, mesmo quando a maioria prefere atirar pedras.
Sigo tranquila com o que escrevi e mais ainda com o que acredito: que justiça se faz com responsabilidade, não com espetáculo.
Sâmara Braúna é advogada há 24 anos, criminalista, especialista em liberdade, garantias
constitucionais, em violência de gênero e crimes sexuais. Pós-graduada em Direito
Penal. Conselheira Estadual OAB/MA
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