27
jul
2026

ÁUDIO: Cutrim revela que Othelino, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Leandro Bello e Júlio Mendonça fizeram vaquinha de R$ 300 mil para forçar delação do criminoso Gilbson Cutrim

Nesta segunda-feira (27), começou a circular na internet um áudio de gravação feita pelo dono do falido jornal Itaqui Bacanga, César Cutrim, durante uma ligação telefônica com o ex-deputado estadual Raimundo Cutrim, que é seu parente de terceiro grau.

César é pai do criminoso condenado Gilbson César Cutrim Soares, funcionário de Felipe Camarão na SEDUC, que na tarde de 19 de agosto de 2022, assassinou à luz do dia, João Bosco Sobrinho Pereira, na porta do edifício Tech Office, na Avenida dos Holandeses, bairro Ponta D’Areia, em São Luís.

No trecho mais impactante da gravação, Cutrim revela que a esposa do criminoso Gilbson Cutrim, a senhora Lorena Cutrim, recebeu dos deputados estaduais de oposição ao governo Brandão, a quantia de 300 mil reais para que, assim, o seu marido fizesse uma delação premiada objetivando incriminar familiares e pessoas ligadas ao Governador Carlos Brandão.

No áudio da ligação, segundo Raimundo Cutrim, os políticos fizeram uma espécie de “vaquinha” para arrecadar dinheiro e entregar à Lorena Cutrim em nome do marido, essa foi a condicionante para que a delação premiada fosse feita por Gilbson contra os Brandãos.

“Na primeira eles deram R$ 300 mil, essa eu tenho absoluta certeza, pensei que era 500 mil, mas investiguei, investiguei e confirmei. Quem deu foi o Othelino, só um entregou, mas quem participou foi Othelino, Leandro Bello, Carlos Lula, Rodrigo Lago e Julinho (se referindo a Júlio Mendonça), sei que foi cinco que deu o dinheiro”, afirma Cutrim.

O diálogo segue entre César Cutrim e Raimundo Cutrim sobre o caso…

1 Comentário

  1. Dizem que o pior tipo de criminoso não é aquele que se esconde nas sombras da periferia, mas o que veste terno sob medida, carrega uma carteira funcional no bolso e se senta à mesa das autoridades. Durante anos, o delegado aposentado, ex secretário de segurança pública Raimundo Cutrim e, ex deputado estadual foi aclamado como o bastião da justiça. Diante das câmeras, discursava com firmeza sobre moralidade, lei e a necessidade de erradicar o crime. Por trás dos panos, porém, ele era o verdadeiro arquiteto do caos e das maiores bandidagens políticas do nosso estado. Um homem que usava o poder não como um dever sagrado, mas como um escudo impenetrável para seus próprios abusos. Deveria está atrás das grades e não somente em prisão domiciliar.

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