29
maio
2025

ÁUDIO: Dep. Hemetério Weba desdenha da Justiça Eleitoral, “essa juíza aí não cassa mandato de prefeito”

Pelo Jornalista Domingos Costa

Um áudio do ainda deputado estadual Hemetério Weba (PP) começou a circular em nos grupos de mensagens do aplicativo WhatsApp nesta quarta-feira (28) e tem causado forte repercussão política e no meio judiciário no Maranhão.

No áudio, Weba que é aliado do prefeito do município Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes (PP), critica de forma desrespeitosa a atuação da juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, titular da 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá e desafia a autoridade da Magistrada no julgamento do processo que envolve o atual gestor municipal nova-olindense.

De maneira provocativa, Hemetério duvida da capacidade da Justiça, afirmando que a juíza “não vai cassar mandato de prefeito nenhum”. O tom da fala é desdenhoso e ofensivo, com insinuações que colocam em xeque a seriedade do Judiciário e do Ministério Público Eleitoral.

“Isso aí são uns bestas, rapaz, são uns éguas, isso aí são uns desequilibrados mental, eu posso dizer pra eles, que isso aí é desequilibrado mental. Rapaz, esses caras ai são muito bestas, essas juízes aí não caça a mandada de prefeito, rapaz. Isso aí é besteira. Isso aí são denúncias desse monte de vagabundo que não tem que fazer mesmo”, desdenha o deputado se referindo ao Processo de investigação Eleitoral que começou a ser julgado nesta quinta-feira (29) e que pede a cassação do prefeito Ary Menezes, acusado de buso de poder econômico nas eleições municipais de Nova Olinda.

Ary venceu a disputa por apenas dois votos de diferença, em eleição marcada por denúncias graves. O processo foi instaurado após a prisão temporária de Ary Menezes pela Polícia Federal, no fim do ano passado, durante uma operação que investiga compra de votos, coação e ameaças a eleitores. O prefeito foi liberado após três dias, mas segue como réu na ação movida pela candidata derrotada, Thaymara Amorim (PL).

– Compra de votos 

A denúncia tem como base depoimentos de eleitores que afirmaram ter vendido seus votos e sofrido ameaças, além de vídeos e áudios que teriam registrado as irregularidades. O Ministério Público Eleitoral já se manifestou pela continuidade da ação, apontando indícios suficientes para responsabilização do prefeito.

A tentativa de desacreditar a Justiça e atacar a magistrada responsável pelo caso levanta preocupações sobre tentativas de intimidação e interferência no andamento do processo eleitoral, que corre sob os cuidados da juíza Patrícia Bastos e sob acompanhamento do MPE.

A divulgação do áudio gerou forte reação nas redes sociais e entre lideranças políticas da região, que pedem respeito à Justiça Eleitoral e ao trabalho técnico das instituições envolvidas.


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1 Comentário

  1. antonio carlos disse:

    e agora! como fica……….

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