07
jul
2026

Base do prefeito aponta herança da gestão Aluísio como origem do caos financeiro em Açailândia

Pelo Jornalista Domingos Costa

Vereador Odacy Miranda afirma que atrasos a médicos, empresas terceirizadas e fornecedores da limpeza urbana decorrem de passivos e desorganização deixados pela administração do ex-prefeito Aluísio Silva Sousa.

Aluísio Silva Sousa, ex-prefeito de Açailândia.

A situação financeira da Prefeitura de Açailândia voltou ao centro do debate político após declarações do vereador Odacy Miranda, integrante da base de apoio do prefeito Dr. Benjamim.

Segundo o parlamentar, o cenário de atrasos e dificuldades enfrentado pelo Município não pode ser atribuído à atual gestão, mas decorre da herança administrativa, financeira e contratual deixada pela gestão do ex-prefeito Aluísio Silva Sousa.

O alerta chama atenção justamente por partir de um vereador da base governista. Para Odacy Miranda, Açailândia recebeu uma estrutura administrativa comprometida por passivos, obrigações pendentes e problemas que agora repercutem diretamente na prestação dos serviços públicos.

Há relatos de médicos com pagamentos atrasados, empresas terceirizadas aguardando repasses e pendências relacionadas à manutenção de equipamentos e serviços da limpeza urbana. Na avaliação apresentada pelo vereador, tais dificuldades refletem compromissos assumidos ou deixados sem solução pela administração anterior.

Quando o Município inicia uma nova gestão carregando dívidas, restos a pagar, contratos pendentes e obrigações sem cobertura financeira, o resultado inevitável é a pressão sobre serviços essenciais. É a população quem sofre, seja na saúde, na limpeza urbana, no atendimento público ou na continuidade de contratos indispensáveis ao funcionamento da cidade.

A saúde é uma das áreas mais sensíveis. Médicos sem receber ou submetidos à incerteza quanto ao pagamento representam risco à continuidade dos plantões e ao atendimento da população. Da mesma forma, laboratórios, empresas terceirizadas e fornecedores que aguardam repasses acabam comprometendo a regularidade dos serviços.

A limpeza urbana também enfrenta reflexos dessa realidade. Equipamentos dependem de manutenção, combustível, peças, contratos ativos e fornecedores remunerados. Quando essas obrigações não são honradas, a cidade inteira sente as consequências, com risco de redução da coleta, precarização dos serviços e agravamento de problemas sanitários.

O debate se torna ainda mais relevante diante da intenção de realização de uma operação de crédito de grande porte pelo Município. Açailândia possui projeto de financiamento externo de R$ 75 milhões junto ao CAF, com previsão de contrapartida municipal de R$ 18,75 milhões.

A questão que precisa ser respondida é: qual era a real situação financeira do Município ao término da gestão Aluísio Silva Sousa? Quais dívidas, contratos, parcelamentos, restos a pagar, obrigações previdenciárias e compromissos com fornecedores foram deixados para a administração seguinte?

A população precisa conhecer, com transparência, os documentos da transição de governo, os demonstrativos financeiros de encerramento de 2024, a relação de débitos existentes, os contratos pendentes e os valores efetivamente disponíveis em caixa quando a atual gestão assumiu.

Não basta apontar dificuldades atuais sem identificar sua origem. Se o Município enfrenta atrasos em áreas essenciais, é indispensável apurar se tais problemas resultam de passivos, obrigações não quitadas e desorganização deixados pela administração anterior.

O vereador Odacy Miranda sustenta que a crise atual é consequência direta da gestão encerrada em 2024. Essa afirmação deve ser esclarecida por meio de documentos oficiais, relatórios de transição, prestações de contas e ampla fiscalização da Câmara Municipal.

Açailândia não precisa de versões políticas. Precisa de números, documentos e responsabilização. A população tem o direito de saber quem deixou as dívidas, quais obrigações ficaram sem pagamento e por qual razão serviços essenciais passaram a funcionar sob risco de colapso.

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