nov
2025
Com o Pastor Gil quase fora das eleições, caminho fica livre para Mical Damasceno disputar cadeira na Câmara Federal
Os dois políticos evangélicos dividem o mesmo público e, caso, Gildenemyr seja condenado no STF, CEADEMA deverá lançar Mical para Federal.

Se for confirmada a condenação do Pastor Gil no STF, Mical deverá disputar cadeira de federal em 2026.
Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir esta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação dos deputados federais Pastor Gildenemyr e Josimar de Maranhãozinho (PL) na ação que investiga esquema de propina montado para desviar dinheiro públicos de prefeituras por meio de emendas parlamentares, a situação dos dois parlamentares ficou extremamente delicada para a disputa das eleições de 2026.
A condenação de Pastor Gildenemyr e Josimar Maranhãozinho é dada como certa, e a ser concretizada, os dois deputados federais estarão fora das eleições vindouras.
Josimar, se ficar inelegível, tem em seu “portifólio” diversos substitutos entre irmãos, tios, primos, sobrinhos, filhos etc… e não terá dificuldade de eleger um eventual escolhido, visto que seus votos são de “cabrestos”, ligados ao funcionalismo de prefeituras municipais.
De outro modo, o pastor Gil não consegue transferir votos, seu principal reduto eleitoral são as igrejas evangélicas Assembleia de Deus, ligadas e/ou subordinadas à Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado Maranhão (CEADEMA).
E caso Gildenemyr seja, de fato, condenado no STF, a deputada estadual Mical Damasceno terá caminho livre e não disputará mais cadeira na Assembleia Legislativa. A possível inelegibilidade de Gil, fará ela tentar um mandato de deputado federal com total aval da CEADEMA.
– Acusação
Em fevereiro, a PGR apresentou a denúncia contra os deputados. No mês seguinte, eles viraram réus por acusações de organização criminosa e corrupção passiva. O pedido de prisão faz parte das alegações finais do caso que corre na primeira turma do STF. Agora a ação penal entra na fase de instrução, na qual são feitos os interrogatórios e ouvidas as testemunhas.
De acordo com a Polícia Federal, há farto material recolhido que sustenta a denúncia do Ministério Público, contendo áudios, mensagens e anotações. O grupo, liderado por Maranhãozinho, teria direcionado uma emenda de R$ 6,67 milhões para o município de São José do Ribamar (MA) mediante contrapartida de R$ 1,6 milhão. Este é um dos casos atribuídos ao trio.
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Outra aloprada para companhia as outras alopradas que já existem na Câmara Federal.