03
jul
2026

Contadora investigada por desvio de recursos públicos soma contratos em 18 prefeituras maranhense

Pelo Jornalista Domingos Costa
Contadora Marcella Cutrim Pinheiro Correa está sendo investigada pelo Ministério Público.

Contadora Marcella Cutrim Pinheiro Correa está sendo investigada pelo Ministério Público.

Além da prefeitura de Turilândia, sob a gestão Paulo Curió, a Contadora Marcella Cutrim Pinheiro Correa, aparece em contratos público em nada menos que outras 17 prefeituras maranhenses. A empresa usada por ela é a  MARCELLA C P CORREA LTDA, conhecida como “MAPI ASSESSORIA E CONSULTORIA CONTABIL”.

A apuração é do Blog do Domingos Costa consoante informações disponibilizadas pelo Mural de Contratos (SINC-Contrata) e no Sistema de Acompanhamento de Contratações Públicas (SACOP), ambos, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA).

A pesquisa constatou contratos vigentes e, também, contratos de gestão anteriores nas cidades de Bom Jardim, Cururupu, São João do Caru, São João Batista, Arari, Olinda Nova do Maranhão, Peri Mirim, São Vicente de Ferrer, Benedito Leite, Lago da Pedra, Mirinzal, Junco do Maranhão, Viana, Pio XII, Barreirinhas, Cajari Altamira do Maranhão e Matinha.

Em muitas dessas cidades, os contratos foram formalizados com as prefeituras e também com as Câmeras de Vereadores, simultaneamente.

Poder haver possibilidade da Contadora possuir contratos em outros órgãos públicos, contudo, essas informações não foram encontradas nos portais do TCE-MA.

 – Contadora está sendo investigada 

Em pelo menos duas dessas cidades, Marcella Cutrim Pinheiro Correa já está sendo investigada. É o caso de Bom Jardim e São João do Carú, onde o promotor de Justiça Francisco de Assis Maciel Carvalho Junior, instaurou um Procedimento Administrativo para investigar possíveis atos de improbidade administrativa e ilícitos financeiros envolvendo contratos públicos firmados com a empresa empresa MARCELLA C P CORREA LTDA, conhecida como Mapi Assessoria e Consultoria Contábil.

Segundo o Ministério Público, a investigação começou após informações encaminhadas pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) do MPMA, com base em análises do GAECO e em Relatórios de Inteligência Financeira do COAF.

De acordo com o parecer técnico citado na portaria, a empresa investigada movimentou cerca de R$ 5,5 milhões entre abril de 2019 e setembro de 2023, valor considerado incompatível com o faturamento anual declarado oficialmente. O relatório aponta ainda que a Prefeitura de Bom Jardim aparece como uma das principais responsáveis pelos depósitos feitos à empresa.

O Ministério Público também destacou suspeitas de envio de dinheiro para servidores públicos sem justificativa legal aparente, além da realização de saques em espécie que podem indicar tentativa de ocultar movimentações financeiras. As investigações ainda levantam suspeitas de desvio de recursos públicos, sonegação fiscal e possíveis fraudes envolvendo contratos administrativos.


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