jun
2023
Cuidadora escolar relata negligência de Braide com a Educação e desiste da carreira
O relato emocionado de uma servidora pública que desistiu do cargo de cuidadora escolar na rede municipal de São Luís revela a forma com que o prefeito Eduardo Braide trata a educação desde os primeiros dias de seu mandato.
A servidora que pediu exoneração foi convocada no ano de 2019 diz que, desde o primeiro momento, sentiu que não teria nenhum tipo de suporte da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de São Luís para desempenhar suas atividades. Não lhe foi oferecido treinamento, equipamentos de proteção individual ou qualquer tipo de orientação prévia. “Posso dizer que fui jogada na escola, simplesmente”, diz a ex-cuidadora, que afirma que a escola para a qual foi convocada ficava muito distante de sua residência.
Após o período da pandemia, quando as escolas voltaram a receber seus alunos presencialmente, ela conseguiu transferência para uma unidade de ensino mais próxima de casa. No entanto, os problemas continuaram. Ela relata cuidados com a higiene dos alunos sem nenhum tipo de equipamento de proteção, agressões sofridas por parte dos alunos e até mesmo uma hérnia de disco que teria contraído por ter que carregar os alunos em diversos momentos.
Desesperançada, ela pediu licença não remunerada e se afastou por cargo nos últimos meses, tomando a decisão de pedir a exoneração definitiva. “Eu serei desertora nessa guerra, mas espero em Deus, que meus caros colegas consigam vencê-la um dia”, encerrou.
A categoria dos cuidadores escolares é uma das que deixaram de ser contempladas pelo prefeito Eduardo Braide no imbróglio que travou o reajuste de 8,2% nos salários de todo o funcionalismo público municipal de São Luís. Pelo projeto do executivo, somente carreiras com salários vultuosos seriam contempladas. Com a inclusão de categorias menos favorecidas pela Câmara Municipal de São Luís, o gestor decidiu segurar o aumento, que deveria ter sido pago no último mês de maio.


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