07
fev
2026

Curiosidades de como o BRB chegou ao Tribunal de Justiça e “abocanhou” quase R$ 3 bilhões

Pelo Jornalista Domingos Costa

O BRB “chegou” ao Maranhão por meio de um Desembargador Federal maranhense, que tinha sido procurado por um emissário do BRB. Esse, então, escalou a sua esposa [super articulada] para ir até o presidente da Corte. A intenção do banco era apenas uma: “tomar” a carteira de quase 3 bilhões de reais.

Imagens meramente ilustrativas...

Imagens meramente ilustrativas…

A imprensa maranhense e nacional foi inundada nas últimas semanas com a notícia da transferência bancária bilionária do Tribunal de Justiça do Maranhão ao Banco de Brasília. O TJ-MA entregou ao BRB a gestão de uma carteira de R$ 2,8 bilhões relativo a depósitos judiciais, administrativos e fianças, bem como dos recursos destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor – RPV.

Hoje, a instituição bancária é investigada pela Polícia Federal em um inquérito que apura suspeitas de gestão fraudulenta devido a negócios com o Banco Master descobertos durante a apuração da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado e que levou o banqueiro Daniel Vorcardo, dono do banco privado liquidado, à prisão.

O Blog do Domingos Costa apurou que o BRB “chegou” ao Maranhão por meio de um Desembargador Federal maranhense, que tinha sido procurado por um emissário do BRB. Esse, então, escalou a sua esposa [super articulada] para ir até o presidente da Corte, o Desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho. A intenção do BRB era apenas uma: “tomar” a carteira de quase 3 bilhões de reais do TJ-MA e, assim, aumentar o seu portifólio.

Então, a esposa desse Desembargador Federal maranhense, usou da “amizade estreita” junto a outro influente e “experiente desembargador” para chegar ao presidente Froz. E a missão não foi tão difícil, vez que existem dois jovens juízes, parentes desse “experiente desembargador”, lotados exatamente no gabinete da presidência do TJ-MA.

Pois bem… na reunião que definiu os detalhes do “negócio”, entre os presentes, estavam a “super articulada” esposa do Desembargador Federal maranhense, além da juíza que é sobrinha do “desembargador experiente” e, também, um juiz genro desse mesmo “desembargador experiente”, ambos lotado na presidência.

O resultado final foi a assinatura do contrato e a transferência de quase R$ 3 bilhões do TJ-MA ao Banco de Brasília nos termos do documento o qual do Blog do DC teve acesso: CLIQUE AQUI E CONFIRA A ÍNTEGRA DO CONTRATO ENTRE O BRB E O TJ-MA – 

E no bojo do PROCESSO nº 30079/2025 que resultou na DISPENSA Nº 008/2025 e, por fim, no CONTRATO nº 0085/2025, selado entre o Tribunal de Justiça do Maranhão e o Banco de Brasília – BRB S.A. ainda falta contar os detalhes da participação direta, decisiva e, muito intensa, da cúpula da OAB-MA (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Maranhense), mas essa é outra história que o Blog do DC vai contar depois…


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2 Comentários

  1. Gerson disse:

    Desembarga presidente teve quinze milhões de motivos para mudar de banco .

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