set
2022
De como Weverton ludibria os seus aliados

Weverton joga solo,,,
O senador Weverton Rocha (PDT) está mostrando, como candidato ao governo, o mesmo poder de ludibriar seus aliados que usou muito bem nas eleições de 2018, quando concorreu ao Senado. O pedetista costuma agregar em seu projeto na base da sagacidade, mas a entrega dele é praticamente nula.
Em 2018, mesmo eleito senador da República com mais de dois milhões de votos – como gosta de reverberar pelos quatro cantos do estado – Weverton só conseguiu ajudar a eleger um deputado federal do seu partido: Gil Cutrim, hoje no Republicanos. E que nem precisou de tanta ajuda do correligionário, para falar a verdade.
A título de comparação, Flávio Dino elegeu do seu partido, na época o PCdoB, Márcio Jerry e Rubens Júnior, e mais uma penca de aliados dos quais ele levantava as mãos no comício e falava da importância de fazer uma boa bancada federal.
Weverton joga solo. Suas redes sociais são dominadas, majoritariamente, por imagens de si mesmo. Ele anda só. Sem pedir ajuda para a eleição dos aliados. Tudo bem que ele, mais do que ninguém, está precisando de votos, mas isso tem chateado alguns dos mais próximos seus.
Internamente no PDT, a avaliação é a de que o partido pode flopar nessas eleições e não eleger, sequer, um deputado federal, que seria Márcio Honaiser. Sem nomes fortes, a sigla terá dificuldades de alcançar o coeficiente garantir uma cadeira na Câmara.
Nomes como o ex-secretário de segurança Jefferson Portela, exposto como um troféu na pré-campanha, foi completamente abandonado por Weverton, e pode ter uma votação pífia. Quem deve seguir o mesmo caminho é o ex-deputado Waldir Maranhão, e a irmã do prefeito Luciano Genésio, Lucyana Genésio.
A egolatria de Weverton deve gerar outras retumbantes derrotas dentro do seu arco de alianças. E os aliados que foram por tempos ludibriados, hoje estão percebendo que o pedetista só se importa com uma eleição: a dele mesmo.


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