dez
2016
De onde o jornal Estado do MA tirou 30 disparos?
Reportagem sobre jovens baleadas em Balsas cita laudo pericial que não existe. Segundo a SSP-MA, somente na próxima semana a Superintendência de Polícia Técnico Científica irá entregar o laudo pericial.

Capa do jornal O Estado do MA estampava “30 tiros” contra carro de jovem, mas que laudo comprova???
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) informou, na sexta-feira(23), que a reportagem publicada no jornal O Estado do Maranhão sobre o caso das jovens baleadas em Balsas faz referência a um laudo pericial que não existe.
De acordo com a Secretaria de Segurança, o jornal publicou uma série de inverdades, a começar pela manchete: “Laudo diz que 30 tiros atingiram o veículo de jovens em Balsas”. Segundo a SSP-MA, somente na próxima semana a Superintendência de Polícia Técnico Científica, que coordena todos os órgãos periciais do Sistema de Segurança do Estado, irá entregar o laudo pericial, por meio do ICRIM e do IML de Imperatriz, ao Delegado que preside o inquérito sobre o caso.
O superintendente de Polícia Técnico Científica, Perito Criminal Miguel Alves da Silva Neto, observou que a reportagem do jornal O Estado do Maranhão contém informações que não correspondem com a realidade.
“Somente o laudo pericial, que ainda está em fase de elaboração, irá trazer os detalhes sobre o local onde ocorreu a morte de uma delas e sobre o veículo em que se encontravam as duas jovens baleadas, sendo que este ainda passará por um exame de forma mais detalhada”.
O perito criminal que realizou o exame também não se deslocou a São Luís como foi dito”, afirmou Miguel Alves. Ele foi enfático ao afirmar que ainda não existe nenhum laudo descrevendo a quantidade de tiros que atingiu o veículo ou ainda que os disparos efetuados partiram de pelo menos três armas diferentes. A reportagem do jornal afirma que 30 tiros alvejaram o veículo em que estavam as irmãs Karina e Kamila Brito Ferreira.
“Este laudo não existe. O que foi publicado ali é uma inverdade. Até que seja concluída a perícia, não é possível afirmar a quantidade de tiros que alvejaram o veículo das vítimas”, declarou o Superintendente de Polícia Técnico Científica.
Ele acrescentou que a reportagem contém uma afirmação ainda mais absurda, quando garante que os tiros foram disparados por três armas de fogo diferentes. “Para se chegar a uma conclusão dessa é preciso ter, além do exame de todas as armas, o confronto com todos os projéteis encontrados no local, no veículo e no cadáver da vítima. Esta conclusão não pode ser precipitada. Somente se pode chegar a ela após o exame de todas as armas”, enfatizou MiguelAlves.


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