23
mar
2019

Decisão de desembargador em favor de advogada que mandou matar o marido é uma vergonha

Pelo Jornalista Domingos Costa

Desembargador José Bernardo colocou em liberdade Edna de Andrade, amante do prefeito de Cândido Mendes.

Decisão do Des. Bernardo Rodrigues em favor da amante do prefeito Mazinho Leito é uma vergonha em todos os sentidos; um tapa na cara da sociedade…

Acabou em pizza o desfecho do assassinato do ex-secretário de Saúde do município de Cândido Mendes, Rolmerson Robson, ocorrido em 21 de fevereiro de 2014. Além das investigações não terem encontrado indícios que incriminam o prefeito José Ribamar Leite Araújo, o Mazinho (PP), a autora intelectual do crime, segundo a polícia e o Ministério Público, já está em casa.

Isso mesmo, dias após ser presa, a advogada Edna Maria Cunha de Andrade, que mandou matar Rolmerson Robson – seu próprio marido – foi mandada para casa por meio de decisão do desembargador José Bernardo Silva Rodrigues, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.

Após o Desembargador José Luiz Oliveira de Almeida anunciar que se encontrava impedido, coube ao Bernardo Rodrigues a proeza de liberar a amante do prefeito Mazinho Leite. O magistrado justificou a liberação da detenta levando em consideração problemas de saúde da ex-procuradora de Cândido Mendes.

Diferente dos argumentos do Des. Bernardo Rodrigues, as investigações do caso “Rolmerson Robson” apuraram que Edna de Andrade planejou minuciosamente o assassinato do marido. Ela foi denunciada esta semana pelos promotores que integram o Núcleo de Investigação do Ministério Público do Maranhão, Grupo de Atuação Especial no Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI) que investigaram o crime em conjunto com a Polícia Civil.

Edna pagou R$ 150 mil e um carro pela morte do marido;  recebeu R$ 668 mil de um seguro de vida.

O Desembargador Bernardo não levou em consideração que a advogada mandou matar o marido porque ele descobriu que ela e o prefeito Mazinho Leite tinham um caso extraconjugal e, juntos, estavam roubando dinheiro público da prefeitura por meio de contratos fraudulentos.

O magistrado que mandou para casa a amante do prefeito de Cândido Mendes, também, não colocou na balança da justiça que Edna de Andrade pagou ao executor do próprio marido [Ney Moreira Costa, ex-funcionário da prefeitura] o valor de R$ 150 mil e mais um carro para tirar a vida do companheiro.

Além disso, o togado integrante da 2ª Câmara Criminal do TJ-MA não considerou que com a morte do marido, a advogada recebeu mais de R$ 668 mil de um seguro de vida de seu esposo, do qual era beneficiária.

Por fim, José Bernardo Silva Rodrigues, que teve acesso a íntegra do processo, certamente não percebeu que momento exato do crime, Edna de Andrade se aproximou da vítima em atitude de carinho, deixando a cabeça de Rolmerson Robson ao alcance do executor para o primeiro tiro.

Portanto, a decisão do magistrado é uma vergonha à Justiça e ao povo maranhense!

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