18
set
2026

Delegado Tanaka fala sobre a prisão de “Duarte da Marinha” por golpe em Curso de Marinheiro Mercante

Por meio de suas rede sociais, o Delegado Titular da Delegacia de Polícia Civil de Arari, Henrique Tanaka, falou sobre o cumprimento de mandado de prisão preventiva de nesta quinta-feira (17) contra Waldenir Duarte Reis, 64 anos, conhecido popularmente como “Duarte da Marinha”, membro aposentado da Marinha do Brasil investigado pela prática reiterada de estelionato.

O Delegado explicou que a ação teve apoio do CIPC e do Centro de Inteligência de Segurança Pública (CISP) e as investigações apontam que o suspeito oferecia cursos de formação voltados ao setor marítimo, apresentando aos interessados a perspectiva de capacitação profissional e posterior ingresso no mercado de trabalho. Para assegurar a participação nas turmas, eram cobrados valores antecipados a título de matrícula ou reserva de vaga, normalmente entre R$ 1 mil e R$ 2 mil.

Após os pagamentos, porém, as aulas não eram iniciadas nas datas anunciadas e sofriam sucessivos adiamentos. Com o passar do tempo, segundo os elementos reunidos pela Polícia Civil, os valores não eram restituídos e o investigado deixava de manter contato com os interessados.

A dimensão dos fatos ainda está sendo apurada. A Polícia Civil estima que aproximadamente 200 pessoas possam ter sido atingidas somente em Arari. Também foram identificadas ocorrências de natureza semelhante em Miranda do Norte e São Luís, o que indica que o número total de possíveis vítimas pode ser superior ao inicialmente identificado.

Com o avanço das investigações e diante da reiteração das condutas apuradas, a Delegacia de Polícia Civil de Arari representou pela prisão preventiva, posteriormente deferida pelo Poder Judiciário. A localização e captura do investigado ocorreram em São Luís, no âmbito da Operação Captura, com atuação conjunta da Delegacia de Arari, do CIPC e do Centro de Inteligência de Segurança Pública (CISP).

Após o cumprimento da ordem judicial e a realização dos procedimentos de praxe, o preso foi colocado à disposição da Justiça. A Polícia Civil do Maranhão reforça o chamado para que outras pessoas que tenham realizado pagamentos nas mesmas circunstâncias ou que se considere

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