dez
2025
Dep. Yglésio denuncia Desembargador José Joaquim por liberar dinheiro do “jogo do tigrinho” horas antes do recesso
Faltando apenas algumas horas para o recesso judiciário, a decisão de José Joaquim beneficia a advogada Maria Angélica, amiga e “laranja” da influenciadora digital Tainá Sousa, líder de um grupo criminoso que promove jogos de azar e maior divulgadora do ‘Jogo do Tigre’ no Maranhão.
Por meio de um vídeo publicado nesta sábado (20) em suas redes sociais, o deputado estadual Yglésio denunciou a liberação, por meio de uma decisão judicial liminar, de 50% de cerca de R$ 5,5 milhões de recursos oriundo de lavagem de dinheiro, pertencente a um grupo criminoso suspeito de promover jogos de azar e atividades ilícitas no Maranhão.
No vídeo, o parlamentar faz menção à decisão liminar do Desembargador José Joaquim Figueredo dos Anjos, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), datada de sexta-feira (19), pontualmente às 08:29, relativo ao processo número: 0831853-67.2025.8.10.0000, faltando apenas algumas horas para o recesso de fim de ano do poder judiciário 2025.
Conforme Yglésio, a decisão de José Joaquim é absurda, estranha, incompreensível e, configura uma verdadeira aberração, isto porque libera dinheiro da “advogada do tigrinho”, laranja da líder do grupo. “A decisão judicial libera metade de um dinheiro altamente suspeito de lavagem, mesmo um relatório apontando que os recursos vieram do joguinho do tigrinho. O dinheiro vinha do jogo para a conta da líder do grupo, a blogueira divulgadora Tainá, depois, era transferido para a conta da advogada”, diz o deputado.
A beneficiada pela determinação liminar do Desembargador é a advogada Maria Angélica Roxo Lima, amiga de longas datas e “laranja” da influenciadora digital Andressa Tainá Sousa, até então, líder do grupo criminoso e maior divulgadora do ‘Jogo do Tigre’ no Maranhão, que foi presa no dia 1º de agosto de 2025 sob acusação de promover jogos de azar e realizar lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilícitas e, nesse bojo, organizar um plano para assassinar o delegado da Polícia Civil, Pedro Adão, responsável pelo Inquérito; o deputado estadual Yglésio, que combate a prática e, ainda, o jornalista Domingos Costa, que sempre denunciou em seu site os crimes de Tainá.
Todo o grupo foi alvo da Polícia Civil do Estado do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (SEIC), que deflagrou no dia 30 de julho de 2025, em São Luís/MA, a Operação Dinheiro Sujo. A ação teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e valores pertencentes ao grupo criminoso suspeito de promover jogos de azar e realizar lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades ilícitas.
Agora, diante da decisão do Desembargador José Joaquim que fere em cheio o trabalho da Polícia Civil do Maranhão, o deputado estadual também critica o fato da decisão liminar também ter liberado até a arma da advogada. “As vésperas de recesso, as 8:29 da manhã, veio uma decisão estranha, incompreensível, antes mesmo do Ministério Público se manifestar, da Polícia Civil ser comunicada, foi dada uma decisão liminar, determinando a liberação de 50% do valor bloqueado”, denuncia o parlamentar.
Ainda conforme a denúncia de Yglésio, não é prudente silenciar diante do que chamou de aberração. “Eu não fico calado, encaminhei para o Procurador Geral de Justiça, para que seja comunicado ao Ministério Público e este atue urgentemente para reverter essa absurda decisão, tudo isso não pode ser consideração normal”, diz revoltado o deputado.
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