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2022
E agora prefeito Assis Ramos, vai culpar quem, Bolsonaro?
Prefeito que teve o mandado de prisão pedido pelo MP-MA, taxou o Procurador Eduardo Nicolau e o governo do Maranhão de perseguição, agora, alvo da Operação Esconso deflagrada pela Polícia Federal do governo Bolsonaro, Assis, silenciou.

Prefeito Assis Ramos foi alvo da Polícia Federal de Bolsonaro…
No mês de julho, o Blog do Domingos Costa publicou que a Procuradoria Geral de Justiça do Maranhão pediu a prisão preventiva e o afastamento do cargo do prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (União Brasil), aliado do senador Weverton Rocha (PDT), num esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a empresa SELLIX AMBIENTAL – contratada pelo município para prestação de serviço de limpeza pública.
Logo no dia seguinte, Assis Ramos foi para à imprensa taxar o Procurador-Geral de Justiça, Eduardo Jorge Hiluy Nicolau de ser imparcial na denúncia formulada à Justiça maranhense e atribuir o seu pedido de prisão a perseguição por parte do governo do Maranhão.
Estrategicamente, tentando livrar sua pele, o prefeito imperatrizense chegou a audácia de denunciar Nicolau ao Conselho Nacional do Ministério Público. A reclamação não deu em absolutamente nada.
Pois bem… passado mais de um mês do pedido de prisão do prefeito formulado pelo MP-MA por esquema de desvio de dinheiro público dos cofres da segunda maior prefeitura do Maranhão, agora, foi a vez da Polícia Federal bater à porta de Assis. Na quarta-feira, dia 24, a PF deflagrou a Operação Esconso, com o objetivo de desarticular grupo criminoso responsável por promover fraudes licitatórias e outros crimes contra a administração pública no âmbito da Saúde na gestão Assis Ramos.
De acordo com a Polícia Federal, durante as investigações foram constatadas diversas irregularidades em um processo de dispensa de licitação que tinha por objetivo a contratação de duas empresas para o fornecimento de camas de UTI, respirador e aparelhos de anestesia destinados ao Centro Municipal de Tratamento do COVID-19 no curso do governo Assis Ramos no ano de 2020.
Como se sabe, a responsável pela Operação Esconso foi a Polícia Federal, subordinado ao governo Jair Bolsonaro. Deste vez, não foi o Ministério Público maranhense.
Então, porque o prefeito de Imperatriz não veio a público novamente com o discurso de que está sendo perseguido pelo governo do Maranhão e/ou pelo Procurador Eduardo Nicolau?
Mantendo a linha de vitimizar-se de toda e qualquer acusação, não seria a hora de Assis Ramos culpar o presidente Jair Bolsonaro pela Operação Esconso ?
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