29
out
2024

Em Açailândia, licitação para serviços em estradas vicinais é alvo de investigação

Pelo Jornalista Domingos Costa

Ministério Público do Maranhão instaura Procedimento Administrativo para investigar irregularidades em concorrência pública em Açailândia.

Gestão do prefeito Aluísio Sousa sob investigação do MP-MA.

Gestão do prefeito Aluísio Sousa sob investigação do MP-MA.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, instaurou um Procedimento Administrativo para apurar possíveis irregularidades na Concorrência Eletrônica nº 13/2024, realizada pelo município de Açailândia, destinada à contratação de serviços de manutenção preventiva e corretiva nas estradas vicinais.

A decisão, publicada nesta segunda-feira (28), foi embasada em diversas inconsistências encontradas nos documentos da licitação, que incluem a ausência de um projeto básico que contemple estudos e levantamentos topográficos necessários para a execução adequada das obras. De acordo com a Portaria assinada pelo promotor Denys Lima Rêgo, o projeto básico deveria incluir informações detalhadas sobre os terrenos, tipos de solo e demais especificidades geográficas da região, conforme determina a Lei nº 14.133/2021, que rege as licitações e contratos administrativos.

Entre as principais falhas identificadas, destaca-se a ausência de estudos topográficos e ambientais fundamentais para a viabilidade técnica e econômica do projeto. Também foram encontradas inconsistências quanto à responsabilidade sobre as estradas que margeiam a Estrada de Ferro da Vale S.A., além da falta de detalhamento das condições específicas das estradas, como a presença de pontes e riachos temporários.

Diante das evidências, o MPMA expediu uma recomendação para que o prefeito de Açailândia, o secretário de Infraestrutura e Urbanismo, e o agente responsável pela contratação suspendam imediatamente os atos da concorrência. Além disso, a portaria estabelece o cancelamento da sessão pública realizada em 24 de outubro de 2024, com a exigência de que uma nova sessão seja convocada somente após a elaboração e disponibilização do projeto básico com os requisitos técnicos e ambientais adequados.

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