27
jun
2024

Em São Raimundo do Doca Bezerra, Povoado está há 30 dias sem água

Pelo Jornalista Domingos Costa

Situação crítica da falta de água no Povoado Três Lagoas dos Piracas, em São Raimundo do Doca Bezerra.

Em São Raimundo do Doca Bezerra, os moradores do povoado Três Lagoas dos Piracas enfrentam uma situação crítica. Há mais de 30 dias, a comunidade está sem abastecimento regular de água, situação que se arrasta há cerca de oito anos, segundo depoimentos de moradores locais.

Em um vídeo recente, um morador expressou sua frustração com a administração pública, destacando que o problema persiste há quase uma década. “O gestor com oito anos não dá fé num problema desse. E o vereador fala, mas não dá pra ouvir da situação do negócio desse aí”, lamentou.

Em um matéria veiculada sobre a situação, Dona Geni dos Santos, uma residente do povoado, detalhou o sofrimento diário causado pela falta de água potável. “É um sufoco, né? É carregando água dos açudes, né? Tem uns poços pra ali, a gente carrega também. Aqui é que o carro-pipa vem, enche uma caixinha. E aí, assim, nós estamos levando”, disse Dona Geni, explicando que a água trazida pelo carro-pipa não é adequada para consumo humano.

A água disponível, coletada de açudes, é de baixa qualidade e inadequada para beber. “A roupa branca não presta pra lavar. E pra beber também a gente compra. E tem uns poços aí que abastecem um pouco, mas a água já sujou também”, acrescentou o morador Gilmar, mencionando ainda que a água provoca desconforto até para o banho devido à presença de impurezas.

A vereadora local, Didida, que mora próxima ao poço, afirmou estar cumprindo seu papel de fiscalizar a situação e manter comunicação constante com o prefeito. “No meu papel de parlamentar, estou acompanhando o problema. Não é a primeira vez. O prefeito sempre está tentando resolver o problema do poço”, comentou.

Recentemente, após protestos da comunidade, a prefeitura enviou uma equipe para tentar reativar o poço. Adão, um dos moradores, questionou a demora na resposta da administração. “Depois que nós fizemos o protesto, que nós íamos arrecadar o dinheiro pra pagar uma empresa, aí agora eles estão querendo resolver o problema. Por que que não veio antes?”, questionou.

Enquanto isso, os moradores seguem em situação precária, utilizando água de qualidade duvidosa para suas necessidades básicas. A esperança é de que, com a intervenção da prefeitura, a situação se resolva em breve.

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