28
maio
2026

Empresa usou Atestado de Capacidade Técnica falso para ganhar contratos na prefeitura de Sucupira do Riachão

Pelo Jornalista Domingos Costa
MP investiga empresa suspeita de usar documento falso para fechar contratos com Prefeitura de Sucupira do Riachão

MP investiga empresa suspeita de usar documento falso para fechar contratos com Prefeitura de Sucupira do Riachão.

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura de Sucupira do Riachão e a empresa J. Alves da Silva Pereira, alvo de suspeitas de utilização de documento falso em processos licitatórios, na gestão Walter Azevedo.

A investigação foi instaurada pelo promotor de Justiça Hélder Ferreira Bezerra e publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 25 de maio de 2026.

Segundo o MP, as denúncias apontam que a empresa teria apresentado um Atestado de Capacidade Técnica supostamente falso para participar de licitações e conseguir contratos de fornecimento de gêneros alimentícios junto ao município.

De acordo com a investigação preliminar, o documento teria sido emitido pela Prefeitura de Buriti Bravo no dia 10 de fevereiro de 2021. No entanto, a empresa investigada só teria sido oficialmente aberta na Receita Federal em 24 de fevereiro de 2021, ou seja, 14 dias depois da data do atestado apresentado nos certames.

O Ministério Público destacou que a situação levanta fortes indícios de fraude documental e possível direcionamento em processos licitatórios realizados durante a gestão do então prefeito Walter Azevedo.

As investigações apontam que a empresa celebrou pelo menos quatro contratos com a Prefeitura de Sucupira do Riachão utilizando a documentação considerada suspeita.

Na portaria, o MP afirma que a utilização de documento ideologicamente falso pode configurar violação aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e igualdade na administração pública, além de possíveis atos de improbidade administrativa e danos ao erário.

Como primeiras diligências, o Ministério Público determinou que a Prefeitura encaminhe cópia integral de todos os processos licitatórios, contratos, notas fiscais, pagamentos e comprovantes relacionados à empresa investigada.

A empresa J. Alves da Silva Pereira também foi notificada para apresentar defesa e explicar a divergência entre a data do atestado utilizado e a data oficial de abertura do CNPJ.

O caso seguirá sob investigação da Promotoria de Justiça para aprofundamento das apurações e eventual responsabilização dos envolvidos caso as irregularidades sejam confirmadas.

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