22
maio
2026

Empresa Vale causa danos ambientais por uso indiscriminado de agrotóxicos no interior do Maranhão

Pelo Jornalista Domingos Costa

Denúncia contra Vale do Rio Doce por suposto uso irregular de agrotóxicos leva Ministério Público a abrir investigação em Buriticupu.

Denúncia contra Vale do Rio Doce por suposto uso irregular de agrotóxicos leva Ministério Público a abrir investigação em Buriticupu

Foto meramente ilustrativa…

O Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar denúncias de supostos danos ambientais causados pela empresa Vale S.A. na zona rural de Buriticupu.

A denúncia envolve possível contaminação do solo e da vegetação após o uso indiscriminado de agrotóxicos durante serviços de manutenção da ferrovia que corta a região.

A medida foi assinada pelo promotor de Justiça José Frazão Sá Menezes Neto e publicada no Diário Oficial do Ministério Público em 19 de maio de 2026.

Segundo o documento, as denúncias foram apresentadas pela Rede de Agroecologia do Maranhão (RAMA) e pela Associação de Moradores e Produtores Rurais da Comunidade Vila Hosana. As entidades relatam que produtos químicos utilizados na chamada “capina química” ao longo da ferrovia teriam provocado sérios prejuízos ambientais e sociais na comunidade.

De acordo com os relatos encaminhados ao Ministério Público, agricultores afirmam que houve destruição de plantações e perda de culturas agrícolas, além de riscos à saúde dos moradores expostos aos produtos químicos aplicados na vegetação próxima às residências e áreas de produção rural.

A investigação também aponta preocupação com possíveis impactos na segurança alimentar das famílias da comunidade Vila Hosana, localizada na zona rural de Buriticupu, que dependem diretamente da agricultura para subsistência.

No procedimento, o Ministério Público destaca ainda a ausência de resposta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Buriticupu (SEMMA), que teria sido oficiada anteriormente, mas permaneceu sem apresentar os esclarecimentos solicitados mesmo após pedido de prorrogação de prazo.

Diante das denúncias, o MP determinou novas diligências para aprofundar as investigações. Entre as medidas está a expedição de ofício à Vale S.A. exigindo esclarecimentos sobre quais substâncias químicas foram utilizadas na manutenção da ferrovia, quais medidas de contenção teriam sido adotadas e se existia autorização ambiental para a aplicação dos produtos.

O Ministério Público também solicitou à Secretaria Municipal de Meio Ambiente a realização urgente de vistorias técnicas e elaboração de relatórios sobre os possíveis impactos ambientais na área afetada.

As entidades denunciantes serão notificadas oficialmente sobre a instauração do procedimento, que seguirá acompanhando os desdobramentos das apurações relacionadas aos possíveis danos ambientais e sociais provocados na comunidade rural.

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