16
set
2026

Entidades reagem após fala de Dino sobre corrupção no judiciário, mas no Maranhão, a AMMA silencia

Juiz Marco Adriano Fonseca, presidente da AMMA, ainda não se pronunciar após a declaração de Flávio Dino contra o judiciário.
Juiz Marco Adriano Fonseca, presidente da AMMA, ainda não se pronunciar após a declaração de Flávio Dino contra o judiciário.

Enquanto diversas entidades de magistrados começaram a reagir às declarações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, durante a tensa sessão de terça-feira (15/9) sobre os desdobramentos do Caso Banco Master, a Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA), fica muda, surda e cega diante da situação.

Entidades de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul criticaram as falas de Flávio Dino sobre corrupção no Judiciário e afirmaram que suspeitas envolvendo pessoas determinadas não podem ser estendidas a toda a magistratura.

A reação ocorre após Dino afirmar, durante o julgamento, que o país atravessa o “momento mais corrupto da história do Poder Judiciário”. A declaração foi feita enquanto o ministro criticava a possibilidade de presidentes de tribunais retirarem processos de relatores e alertava para os riscos que, na avaliação dele, esse tipo de prática poderia criar.

A Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) afirmou que declarações que atribuem ao Judiciário um quadro generalizado de corrupção acabam atingindo magistrados que não têm relação com os episódios discutidos no Supremo.

“Situações individuais não podem ser projetadas sobre toda a Magistratura na tentativa de desviar o foco de discussões e crises restritas à cúpula de Brasília”, afirmou a entidade em nota assinada pela presidente da AMC, Janiara Maldaner Corbetta.

A AMC defendeu que eventuais irregularidades sejam investigadas pelos órgãos competentes, mas pontuou que isso deve ocorrer de forma individualizada, com respeito ao devido processo legal. Segundo a associação, generalizações fragilizam a confiança nas instituições.

No Rio Grande do Sul, a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) foi ainda mais direta e declarou repudiar as afirmações de Dino. A entidade argumentou que suspeitas precisam estar vinculadas a fatos e pessoas determinados e “não autorizam extensão indiscriminada a toda a carreira”.

A Ajuris também recuperou fala de Cármen Lúcia durante o julgamento em que a ministra afirma que “o Poder Judiciário existe para tranquilizar o povo”. Para a associação, o momento exige dos integrantes do Supremo ponderação e responsabilidade institucional. A entidade disse esperar que a Corte contribua para preservar a credibilidade do Judiciário.

Enquanto isso, no Maranhão, o presidente da AMMA, Marco Adriano Ramos Fonseca, mantém silêncio total sobre as acusações de Flávio Dino.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do autor deste blog.