26
jun
2026

Filha que tentou matar a mãe com chumbinho é condenada a 21 anos de prisão

Pelo Jornalista Domingos Costa

Segundo a denúncia do MP-MA, o crime ocorreu nos dias 24 e 27 de abril de 2025, em um dos leitos do hospital onde a vítima estava internada

Maria Eduarda Marques foi condenada a 21 anos, 11 meses e 26 dias.

Maria Eduarda Marques foi condenada pelo 1º Tribunal do Júri de São Luís a 21 anos, 11 meses e 26 dias de prisão por tentar matar a própria mãe com veneno, enquanto a vítima estava internada no Hospital Geral da Vila Luizão, na capital maranhense.

A sessão de julgamento foi realizada na terça-feira (23), no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau. O júri foi presidido pelo juiz Gilberto de Moura Lima, titular da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Luís.

Após a condenação, o magistrado determinou a expedição de mandado de prisão para o início imediato do cumprimento da pena.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), a tentativa de assassinato ocorreu nos dias 24 e 27 de abril de 2025, em um dos leitos do hospital.

A acusação apontou que Maria Eduarda usou uma substância tóxica conhecida popularmente como “chumbinho” para tentar envenenar a mãe.

Ainda de acordo com os autos, a vítima só sobreviveu porque enfermeiros e médicos da unidade de saúde agiram rapidamente. O laudo de exame toxicológico confirmou a presença da substância no organismo da mãe da condenada.

– Condenação por tentativa de feminicídio no contexto de violência familiar

Os jurados condenaram a ré por tentativa de feminicídio, em contexto de violência familiar, com agravantes pelo uso de veneno e por recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante os debates no plenário, o promotor de Justiça Agamenon Batista de Almeida Júnior também pediu o reconhecimento das agravantes de o crime ter sido cometido contra ascendente, no caso a mãe, e contra pessoa enferma.

Durante o julgamento, foram ouvidas oito testemunhas. Maria Eduarda Marques também foi interrogada antes da decisão do Conselho de Sentença.

Após os crimes, ela se mudou para Santa Rita, Maria Eduarda se mudou para Santa Rita, mas foi presa no dia 21 de julho de 2025, quando saía de uma academia.

Segundo o Ministério Público, Maria Eduarda Marques tentou envenenar a mãe duas vezes, quando a vítima, Sandra Maria Marques, estava hospitalizada com diagnóstico de atrofia multissistêmica.

No dia 24 de abril, por volta das 19h, a filha, que estava como acompanhante, solicitou a uma técnica de enfermagem que substituísse um medicamento que era aplicado na mãe, por outro que ela carregava, sob o argumento de que a substância usada pelo hospital era um ‘genérico’.

Maria Eduarda entregou um frasco à técnica, mas a profissional identificou a existência de bolinhas pretas no recipiente.

A técnica comunicou o caso à médica do hospital, que confirmou que o medicamento no frasco estava adulterado. Em seguida, o frasco foi encaminhado à polícia para exame pericial.

Três dias depois, por volta das 9h, Maria entregou outro frasco de medicamento a uma médica do hospital, alegando que “se tratava de um medicamento que havia sumido desde o último plantão” e que deveria ser aplicado na mãe, que não estava conseguindo dormir.

A médica comunicou o caso ao diretor do hospital, que acionou a polícia. Na época, Maria foi levada à delegacia e disse que não manipulou os medicamentos. No depoimento, ela ainda tentou atribuir os frascos ao irmão, que negou envolvimento no caso.

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