28
abr
2025

Fraude em contrato para estradas vicinais no interior do MA vira alvo do Ministério Público

Pelo Jornalista Domingos Costa
 Eustáquio Sampaio

Gestão do do prefeito Eustáquio Sampaio na mira do MP-MA.

O Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), por meio da 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Açailândia, instaurou Procedimento Administrativo para investigar graves irregularidades no Contrato nº 008/2025, firmado entre a Prefeitura de Cidelândia e a empresa Anderson M Carneiro LTDA, para serviços de reforma e manutenção de estradas vicinais no município na gestão do prefeito Eustáquio Sampaio (PSB).

A investigação teve início a partir de denúncia recebida via e-mail institucional, apontando diversas falhas na contratação. Após análise, o MP constatou que o contrato foi celebrado sem a elaboração de projeto de engenharia detalhado — documento essencial para especificar, entre outros pontos, a largura das vias, as necessidades de estruturas, a identificação de áreas de alagamento e outros aspectos técnicos fundamentais para a correta execução dos serviços.

Outro grave problema identificado foi a ausência de justificativa para a extensão das estradas informada no contrato (126,05 km), sem respaldo técnico ou documentação de suporte, o que fere princípios constitucionais da legalidade, motivação e transparência dos atos administrativos.

Além disso, o contrato foi firmado com base em uma Ata de Registro de Preços do município de Brejo de Areia, autorizada de forma irregular por servidor sem competência para tanto, em afronta à Lei Federal nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos).

O MP também constatou que não houve pesquisa de preços no mercado local, desconsiderando aspectos técnicos como a localização das jazidas de materiais, o que poderia gerar aumento indevido de custos e prejuízo aos cofres públicos.

Diante das evidências, o Promotor de Justiça Denys Lima Rêgo determinou, como primeira medida, a expedição de Recomendação ao Prefeito Municipal e ao Secretário de Administração, Planejamento e Finanças de Cidelândia, para que suspendam imediatamente os efeitos do contrato, no prazo de 24 horas, até que sejam sanadas todas as irregularidades apontadas.

A investigação continua em andamento e pode resultar em medidas judiciais de responsabilização dos envolvidos, com possível ajuizamento de ações de improbidade administrativa.

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