21
maio
2021

Governador Flávio Dino participa de reunião com embaixador da República Popular da China

Pelo Jornalista Domingos Costa

Reunião do governador Flávio Dino com embaixador da China

Em reunião virtual nesta quinta-feira (20), o governador Flávio Dino conversou com o Embaixador da República Popular da China, Yang Wanming. Na ocasião, os líderes políticos trataram de ações diplomáticas e parceiras entre Brasil e China, vacina contra Covid-19 e união dos países pela cura da doença.

“Registro que discordamos, frontalmente, de uma política externa em nosso país que não obedeça à Constituição Federal”, iniciou o governador, referindo-se ao Artigo 4º da Carta Magna, que enumera o respeito à autodeterminação dos povos, defende a paz, a solução pacífica aos conflitos e cooperação entre os povos no Brasil. “Assistimos, com muita tristeza, altas autoridades do nosso país descumprindo a Constituição. Além da gratidão, temos solidariedade e, no plano interno, no que pudemos influenciar como governadores dos estados, procuramos fazer com que a esfera institucional brasileira atue sempre com respeito a todas as nações”, enfatizou Dino.

Flávio Dino prosseguiu frisando ser uma indignidade e inaceitável violência, qualquer tipo de preconceito, estigma e desmoralização de um país amigo do Brasil. “Valorizamos muito as relações com a República Popular da China. Tanto as econômicas, quanto políticas e culturais. A vacinação no Brasil não alcança a velocidade que precisamos e isso custa um alto preço em vidas humanas, todos os dias, se não fosse a parceria da China com Butantan e Fiocruz, não teríamos vacinação no Brasil. Isto deve ser citado, por questão de justiça. Temos que ser justos”, frisou o governador.

Flávio Dino frisou que há respeito no Brasil com a China. “Há gratidão, na nossa sociedade, pelas relações comerciais saudáveis do Brasil com a China”, disse. Dino convidou o embaixador a ser porta voz do clamor pela vacinação. “Precisamos ampliar nossa cesta de vacinas. Estamos no limiar de uma terceira onda. Hoje, confirmamos a presença da cepa indiana e estamos tomando todas as medidas sanitárias que nos cabe. Isso mostra os perigos a que estamos expostos como nação. O fluxo contínuo de insumos ao Butantan e Fiocruz, a possibilidade de abertura de negociação comercial com a Sinofarm, são fundamentais para o bem maior, o da vida. Portanto, há o desejo, necessidade e urgência, que essas parcerias sejam cada vez mais produtivas”, enfatizou o governador do Maranhão.

O embaixador da República Popular da China, Yang Wanming, se mostrou solidário ao apelo dos governadores por mais vacinas, e confirmou que há remessas de insumos já em andamento para a Fiocruz e o Butantan, suficiente para a produção de 12 milhões de doses de vacinas. Yang Wanming também abriu possibilidade para a aquisição de vacinas já prontas de laboratórios chineses.

Em sua fala, o embaixador da China frisou que “é um compromisso da China, uma posição fundamental, a parceria com o Brasil no campo das vacinas”. O diplomata lembrou que seu país valoriza as gerações do Brasil que defendem o humanitarismo. “Assim como em outros setores, a nossa cooperação de vacinas também precisa de um ambiente político. O povo chinês não consegue entender porque pessoas individuais vêm fazendo declarações não amigáveis sobre a China”, apontou Wanming.

Yang Wanming classificou de “práticas negativas” e que “causam distúrbios desnecessários para a cooperação internacional” tais comportamentos e declarações. “Contamos com a compressão da maioria dos governadores e manifesto meu agradecimento. Gostaríamos de trabalhar juntos com os senhores governadores para que os nossos povos compreendam melhor e apoiem as nossas políticas recíprocas e combatam as palavras absurdas que distorcem e atacam a parceria. Devemos reduzir o espaço dos mal-intencionados”, concluiu.

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