03
out
2025

HIPOCRISIA EM DOBRO: Rodrigo Lago fala em defesa das mulheres, mas mantém agressor condenado nomeado na Assembleia

Pelo Jornalista Domingos Costa
Nomeação de Raimundo Nonato Ribeiro Neto na ALEMA, seguida de foto publicada em sua página no Instagram.

Nomeação de Raimundo Nonato Ribeiro Neto na ALEMA, seguida de foto publicada em sua página no Instagram.

Mais uma vez, cai por terra o discurso moralista da oposição na Assembleia Legislativa. O deputado Rodrigo Lago (PCdoB), que costuma se apresentar como defensor dos direitos das mulheres e porta-voz da ética na política, foi flagrado praticando o oposto do que prega. Lago mantém nomeado e atuante na Assembleia em sua assessoria Raimundo Nonato Ribeiro Neto, condenado duas vezes por crimes de violência doméstica e descumprimento de medida protetiva.

Segundo registros oficiais do Diário da Assembleia, Raimundo Nonato ocupa o cargo de secretário executivo desde 1º de janeiro de 2023, nomeado pelo ex-presidente Othelino Neto (SDD), conforme Resolução Administrativa nº 044/2023. A nomeação foi feita mesmo após a condenação em segundo grau, proferida pela 3ª Vara Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

A ficha criminal do servidor é pública e contém decisões judiciais transitadas em julgado, comprovando que não se trata de mera acusação, mas de crimes reconhecidos pela Justiça. Ainda assim, o parlamentar optou por mantê-lo na folha de pagamento do Legislativo, em total afronta à coerência e à decência que diz defender.

A pergunta que fica é simples: como um deputado que se diz comprometido com o combate à violência contra a mulher pode empregar e proteger um agressor condenado?

O caso revela dois pesos e duas medidas. Na tribuna, Rodrigo Lago posa de defensor de causas nobres; nos bastidores, fecha os olhos para a violência e convive com ela dentro do próprio Legislativo. Agora, com a exposição do escândalo, resta saber se manterá a mesma postura de silêncio ou se finalmente terá a coragem de exonerar o condenado que ajuda a sustentar com dinheiro público.

Outro ponto que merece atenção é a atuação da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa, que deverá se posicionar diante da gravidade do caso. A permanência de um servidor condenado por violência doméstica em cargo comissionado é incompatível com os valores que a própria instituição diz promover.

E será que tamanha afronta será tolerada pela deputada Iracema Vale (PSB), primeira mulher eleita presidente do Parlamento maranhense? É aguardar para conferir.

Enquanto isso, o silêncio de Rodrigo Lago ecoa mais alto que seus discursos.

1 Comentário

  1. Gerson disse:

    Todos sabem o que o pai desse dep fez na Caema , exaustivamente dilapidando a Caema . Todos sabem o horror que foi a passagem dele pelo gov Jackson Lago , ele e Aziz meteram as mãos no jarro , Jackson entregou a administração para eles . Rodrigo é um fiote de verdade, aprendeu muito com o pai , jogador de baralho com nossa grana .

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