28
abr
2026

INELEGÍVEL: Prefeito de Raposa declara voto a um condenado por corrupção pelo STF

Pelo Jornalista Domingos Costa
Publicação feita na conta de Instagram do prefeito Eudes.

Publicação feita na conta de Instagram do prefeito Eudes.

Por meio de um flyer (panfleto eletrônico) publicado em sua conta no Instagram, o prefeito do município de Raposa, Eudes Barros, do PL, declarou publicamente nesta segunda-feira (27) voto ao ainda deputado federal Pastor Gildenemyr, também do PL.

No mesmo anúncio, Barros também declara apoio a Detinha para deputada estadual, esposa do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Detentor do apoio de Eudes, o deputado Gildenemir de Lima Sousa foi condenado por corrupção passiva em março de deste ano pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) após julgamento da Ação Penal (AP) 2670.

O parlamentar do PL foi acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrar propina para destinar recursos ao Município de São José de Ribamar (MA) por meio de emendas parlamentares.  O STF ainda discute a dosimetria da pena a ser aplicada.

O deputado federal Josimar Maranhãozinho também foi condenado na mesma ação.

Já no dia 26 de março deste ano de 2026, o ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Carmém Lúcia, sobre a inelegibilidade dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente João Bosco (PL-SE), em função da condenação por corrupção passiva, com penas variando entre 5 e 6 anos de prisão em regime semiaberto, conforme link do post abaixo.

– CEADEMA já descartou Pastor Gil

No último dia 1º de abril, durante encontro realizado na cidade de Bacabal, a CEADEMA (Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Estado do Maranhão) reuniu seu Concelho Político formado por pastores de diversas reuniões do estado e decidiu descartar o deputado federal Pastor Gildenemir, do PL, entre os nomes apoiados pelos evangélicos assembleianos nestas eleições.

Pastor Gil pretendia concorrer à reeleição, mas teve o nome recusado pela CEADEMA após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condená-lo, no início do mês de março, por desvio de recursos públicos pelos crime de corrupção passiva, e, portanto, deixá-lo inelegível.

A substituta do pastor Gil para receber o apoio das Igrejas Assembleias de Deus no Maranhão é a deputada estadual Mical Damasceno, que deverá filia-se ao PL. Ela teve o nome aprovado pelos pastores da CEADEMA.


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