jan
2026
Investigação mira destinação de emendas parlamentares na gestão Léo Cunha em Estreito

Ministério Público investiga falta de transparência em emendas parlamentares no município de Estreito, na gestão Léo Cunha.
O Ministério Público do Estado do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para apurar possíveis falhas na transparência e na rastreabilidade das emendas parlamentares municipais executadas pela Prefeitura de Estreito, no sul do estado, sob a gestão do prefeito Léo Cunha.
A investigação foi aberta após decisão do Supremo Tribunal Federal, na ADPF 854, que determinou que estados e municípios adotem regras rigorosas de publicidade e controle na execução de emendas parlamentares, seguindo o modelo federal de transparência, como o sistema Transferegov.br. A determinação passa a valer plenamente a partir de 1º de janeiro de 2026.
De acordo com a portaria assinada pelo promotor de Justiça Francisco Antonio Oliveira Milhomem, o procedimento tem como objetivo verificar se o município de Estreito está cumprindo o que determina a Constituição Federal, especialmente o artigo 163-A, que obriga os entes públicos a disponibilizarem informações orçamentárias e fiscais de forma clara, acessível e rastreável.
Entre os pontos que serão analisados pelo Ministério Público estão a identificação dos autores das emendas, o destino final dos recursos, os beneficiários, o objeto das despesas e a execução física e financeira dos valores. O STF deixou claro que a execução das emendas somente pode ocorrer após a comprovação de que o município possui mecanismos eficazes de transparência.
A decisão do Supremo também destaca que a responsabilidade não é apenas do Poder Executivo. O Poder Legislativo municipal deve adequar normas como a Lei Orgânica, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Regimento Interno da Câmara de Vereadores às novas exigências de controle e publicidade.
O Ministério Público alerta que a falta de transparência na aplicação dos recursos públicos pode gerar responsabilização dos gestores, inclusive por ato de improbidade administrativa, conforme previsto na Lei nº 8.429/92.
O procedimento foi devidamente registrado, publicado no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão e comunicado ao Conselho Superior do MPMA e ao Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.
A Promotoria de Justiça de Estreito segue acompanhando o caso para garantir que os recursos públicos sejam aplicados com legalidade, transparência e respeito ao interesse da população.


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