25
jul
2025

Contra parecer do MP-MA e da Unidade Prisional, juíza solta pistoleiro “Carlos Cigano”, condenado a 74 anos de prisão por quatro homicídios

Pelo Jornalista Domingos Costa

A Polícia Civil do Maranhão classifica “Carlos Cigano”, condenado a 76 anos de prisão, como criminoso de alta periculosidade. Entre as suas vítimas, quatro pessoas da mesma família, estava uma mulher de 24 anos, grávida de gêmeos. 

Juíza Leoneide Delfina Barros Amorim, substituta da 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís, mandou soltar o líder de bando criminoso e condenado por chacina, “Carlos Cigano”.

Juíza Leoneide Delfina Barros Amorim, substituta da 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís, mandou soltar o líder de bando criminoso e condenado por chacina, “Carlos Cigano”.

Mais uma polêmica envolvendo a juíza Leoneide Delfina Barros Amorim, desta vez na condiação de substituta da 1ª Vara de Execuções Penais de São Luís. Ela autorizou a soltura de um condenado a 74 anos de prisão por quatro homicídio qualificados, indo contra o parecer do Ministério Público e contra um laudo médico da Unidade Prisional.

O beneficiado é o fazendeiro acusado de pistolagem Carlos Roberto Pereira, conhecido como “Carlos Cigano” ou “Cacá Cigano”, de 56 anos. Ele foi condenado em 2017, no Tocantins, a 76 anos de prisão por ter sido o mandante da chacina de quatro pessoas da mesma família, no município de Nova Araguaína, em 2012. Cigano também forneceu dinheiro e as armas usadas no crime. Entre as vítimas estava uma mulher de 24 anos, grávida de gêmeos. O irmão de “Carlos Cigano”, Cícero Romão Batista Pereira, que também foi condenado a 76 anos de prisão, está foragido.

O Blog do Domingos Costa acompanha este caso há anos, as vítimas da chacina foram Francisca Marahama Pereira Batista, 24 anos, que estava grávida de gêmeos; Félix Guida dos Santos, de 48 anos, Rangel da Silva Lima, de 26 anos, e José Rita Feitosa Pereira, de 48 anos.

A Polícia Civil do Maranhão classifica “Carlos Cigano”, condenado a 76 anos de prisão, como criminoso de alta periculosidade.

Em 2024, o juiz da comarca autorizou que Carlos cumprisse 30 dias de prisão domiciliar para tratamento de espondilose cervical. Ao fim do prazo, ele não se reapresentou e foi considerado foragido. Posteriormente, acabou sendo recapturado e transferido para o sistema prisional de São Luís.

Agora, mesmo diante de uma condenação de 72 anos de pena ainda a cumprir, ele voltou a solicitar prisão domiciliar, alegando sofrer de hérnia de disco lombar e espondilodiscopatia degenerativa. O Ministério Público, após receber relatório médico da própria Unidade Prisional atestando que ele possui plenas condições de receber tratamento na cadeia, se manifestou totalmente contra a concessão do benefício.

Ainda assim, a juíza deferiu o pedido e autorizou a prisão domiciliar, contrariando tanto o MP quanto os médicos que acompanham o caso dentro do sistema carcerário.

– Juíza coleciona polêmicas 

Em outubro de 2023, Thiana Chábelle, viúva do empresário Jonathan Fernando Cardoso Sousa, conhecido como ‘Nando Net’, assassinado em agosto de 2022, gravou um vídeo e publicou em suas redes sociais, no qual acusou a juíza de Direito Leoneide Delfina Barros Amorim de ter recebido dinheiro em troca de mandar soltar o também empresário Erinaldo Araújo Guimarães, apontado como mandante do crime. “Nando Net” foi morto em um posto de combustível no dia 25 de agosto de 2022 no município de Turiaçu. O crime foi praticado por dois homens, que chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos tiros contra a vítima.

Outra reclamação pública ocorreu quando a magistrada atuava como juíza em Santa Luzia do Parua. Ela foi alvo de criticas na imprensa por suposta morosidade em seus julgamentos. Na época, moradores do município chegaram a organizar uma mobilização para levar denúncias contra ela ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em outro caso, datado de novembro de 2023, o Blog do DC destacou uma intrigante foto envolvendo a juíza Leoneide. A magistrada  titular da 2ª Vara da Comarca de Zé Doca, com a prefeita do município, Josinha Cunha (PL), irmã do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que na época, gerou muitos debate nas redes sociais. A imagem tirada durante encerramento da campanha do Outubro Rosa, exibiu a juíza e a prefeita com largos sorrisos e de mãos dadas para o alto. Para correntes políticas ligadas à oposição na cidade, a imagem gera certa imparcialidade da magistrada.

Apenas quatro, das vitimas da chacina por ordem de “Carlos Cigano”…

Apenas quatro, das vitimas da chacina por ordem de “Carlos Cigano”…


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