21
jun
2024

Juju e Cacaia: Braide processa e foge de audiência com ex-auxiliar que afirma que ele sabia de tudo

Pelo Jornalista Domingos Costa

Instituto acuso de fraude em contrato com a prefeitura de São Luís.

Em mais uma das controvérsias em que se meteu por causa de contratos suspeitos, o prefeito Eduardo Braide agora tenta desqualificar as alegações de uma ex-auxiliar da Secretaria de Cultura, que afirma que o mandatário sabia da contratação de uma escola comunitária para a execução do carnaval de São Luís.

Em um processo movido pelo próprio Braide, que corre sob o número 0805453-47.2024.8.10.0001, ele acusa a ex-chefe de gabinete da Secretaria de Cultura, Aulinda Mesquita Lima, de calúnia. Ela foi exonerada durante o estouro do escândalo da contratação do “Instituto de Educação Juju e Cacaia-Tu és uma bênção”.

Mesmo sendo a parte acionada, Aulinda não se acanhou e pediu para ficar cara a cara com Eduardo no tribunal. Uma decisão do juiz Luís Carlos Dutra dos Santos indeferiu o pedido. Com isso, segue a prática já conhecida do prefeito de manter o silêncio absoluto sobre acusações das quais é apontado.

A exoneração de servidores após a descoberta de escândalos não é nova nessa administração e já foi vista durante a “máfia do bandeco”, quando nem o chefe da Comissão Permanente de Licitação (CPL), Washington Ribeiro, escapou. Em comum, também há o fato de o exonerado afirmar que o prefeito sabia dos ilícitos, informação dita em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Luís.

1 Comentário

  1. Mendes disse:

    Quando se trata de contrato esse prefeito nunca sabe de nada, no entanto a cidade toda sabe que ele é centralizador, então, tem algo de errado. Ele deve ser centralizador só pra coisa boa, quando acontece os escândalos ele não sabe e joga a bomba no colo de algum secretário.

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