jun
2024
Juju e Cacaia: Braide processa e foge de audiência com ex-auxiliar que afirma que ele sabia de tudo

Instituto acuso de fraude em contrato com a prefeitura de São Luís.
Em mais uma das controvérsias em que se meteu por causa de contratos suspeitos, o prefeito Eduardo Braide agora tenta desqualificar as alegações de uma ex-auxiliar da Secretaria de Cultura, que afirma que o mandatário sabia da contratação de uma escola comunitária para a execução do carnaval de São Luís.
Em um processo movido pelo próprio Braide, que corre sob o número 0805453-47.2024.8.10.0001, ele acusa a ex-chefe de gabinete da Secretaria de Cultura, Aulinda Mesquita Lima, de calúnia. Ela foi exonerada durante o estouro do escândalo da contratação do “Instituto de Educação Juju e Cacaia-Tu és uma bênção”.
Mesmo sendo a parte acionada, Aulinda não se acanhou e pediu para ficar cara a cara com Eduardo no tribunal. Uma decisão do juiz Luís Carlos Dutra dos Santos indeferiu o pedido. Com isso, segue a prática já conhecida do prefeito de manter o silêncio absoluto sobre acusações das quais é apontado.
A exoneração de servidores após a descoberta de escândalos não é nova nessa administração e já foi vista durante a “máfia do bandeco”, quando nem o chefe da Comissão Permanente de Licitação (CPL), Washington Ribeiro, escapou. Em comum, também há o fato de o exonerado afirmar que o prefeito sabia dos ilícitos, informação dita em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Luís.


Quando se trata de contrato esse prefeito nunca sabe de nada, no entanto a cidade toda sabe que ele é centralizador, então, tem algo de errado. Ele deve ser centralizador só pra coisa boa, quando acontece os escândalos ele não sabe e joga a bomba no colo de algum secretário.