nov
2016
Máfia fiscal: Duas empresas receberam para prestar o mesmo serviço à SEFAZ
Empresas do ramo de informática [Auriga e Linuxell] ganhavam para prestar o mesmo serviço; Tudo fazia parte do esquema de fraude na Sefaz.

Prédio da Sefaz, no bairro do Calhau, em São Luís.
A organização criminosa que atuou na Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ), no governo de Roseana Sarney, causando um rombo bilionário aos cofres do Maranhão atuou de várias formas ilícitas para beneficiar empresas envolvidas na fraude.
O Ministério Público enfatizou que o esquema foi aperfeiçoado a partir de 2013 quando a empresa Auriga Informática e Serviços Ltda foi formalmente substituída em “um nebuloso processo licitatório” pela empresa Linuxell Informática e Serviços Ltda.
Apesar disso, a primeira continuou a prestar os seus serviços, por meio de aditivo contratual, ao mesmo tempo que a outra empresa estava formalmente contratada para prestar o mesmo serviço.
A Secretaria de Estado da Fazenda pagou ao mesmo tempo duas empresas por um mesmo serviço que até então era executado apenas por uma.
“Uma grande ousadia, duas empresas prestando o mesmo serviço, funcionários da primeira empresa foram absorvidos pela segunda. Os contratos foram assinados pela governadora Roseana Sarney. Está claro, agora, depois de um ano de análise, como as coisas funcionavam. Eles deixaram algumas pontas soltas”, revelou o promotor Paulo Roberto.


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