27
out
2025

Maranhense que “brincou” ter “bomba na mala” é presa pela Polícia Federal em Aeroporto de Brasília

Pelo Jornalista Domingos Costa
Karyny Virgino Silva foi presa pela PF por ameaça de bomba no Aeroporto de Brasília.

Karyny Virgino Silva foi presa pela PF por ameaça de bomba no Aeroporto de Brasília.

A bancária maranhense Karyny Virgino Silva foi presa em flagrante, na tarde deste domingo (26), no Aeroporto Internacional de Brasília, após afirmar que “havia uma bomba na mala” durante o processo de embarque. Ela foi detida pela Polícia Federal por atentado contra a segurança de transporte aéreo.

De acordo com a petição inicial apresentada pela defesa, Karyny estava acompanhada de uma amiga quando fez a declaração no balcão de uma companhia aérea. O atendente teria levado a frase a sério e acionado a Polícia Federal, que realizou a prisão em flagrante.

A própria Karyny confessou à autoridade policial ter proferido a frase, mas sustentou que tudo não passou de uma “brincadeira de mau gosto” e que não houve qualquer intenção de causar pânico ou prejuízo à operação aérea. Em seu depoimento, a bancária classificou o episódio como um “mal-entendido” e admitiu ter agido com imprudência.

A passageira que a acompanhava permaneceu em silêncio durante o interrogatório e foi liberada logo depois.

– Defesa pede liberdade 

Ainda conforme os autos, as atividades do aeroporto não chegaram a ser interrompidas, e nenhum voo sofreu atraso ou cancelamento em razão da ocorrência.

“O caso revela um comportamento irresponsável, mas que não teve a intenção de causar pânico ou prejudicar o funcionamento do aeroporto. Não houve perigo concreto”, afirmou a defesa no pedido de liberdade provisória protocolado ainda na noite deste domingo.

Na petição, os advogados sustentam que a prisão preventiva seria “desnecessária e desproporcional”, já que Karyny é ré primária, possui endereço fixo e vínculo de trabalho.

O documento pede a substituição da prisão por medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça, proibição de frequentar aeroportos e restrição de viagens sem autorização judicial.

O caso está sob análise da Justiça Federal do Distrito Federal, que deve decidir sobre o pedido de liberdade provisória nas próximas horas. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Federal, que apura as circunstâncias do ocorrido e deve concluir se houve ou não ameaça à segurança do transporte aéreo.

1 Comentário

  1. Linhares José disse:

    Oh, brincadeiras tem horas…!!!

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