02
out
2025

MP pede condenação do diretor do SAAE de Caxias por improbidade e devolução de mais de R$ 1 milhão

Pelo Jornalista Domingos Costa

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Caxias volta a ocupar as manchetes, e não é por avanços na prestação de serviços.

Evimar Barbosa, diretor do SAAE.

O atual diretor, Evimar Barbosa, responde a uma ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Maranhão, registrada sob o nº 0807191-83.2024.8.10.0029, processo esse de sua gestão de 2016.

Segundo a petição, o MP pede a condenação de Evimar Barbosa e de Francisco Ronaldo, ambos ligados ao mesmo órgão, que hoje trabalham no mesmo órgão, o MP pede bloqueio de bens dos réus e a devolução de valores que ultrapassam R$ 1 milhão de reais.

O documento aponta sérias irregularidades que remontam à gestão do atual diretor quando gerenciou o SAAE em Codó/MA, onde o município busca a devolução de quase R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Não é a primeira vez que o nome de Evimar Barbosa aparece em investigações. Caxias e Codó ele já havia sido denunciado por corrupção pelo Ministério Público, situação que gerou grande repercussão local.

Agora, anos depois, retorna ao noticiário ocupando novamente a direção do SAAE em Caxias, justamente o mesmo tipo de cargo que o colocou sob suspeita.

A pergunta que a população precisa fazer é direta: qual o interesse de manter à frente de um órgão essencial alguém que responde por improbidade administrativa e por ações de ressarcimento milionário?

O Ministério Público fundamenta que a má gestão e os atos praticados pelos denunciados resultaram em dano expressivo ao erário.

Por isso, além da condenação, pede também a indisponibilidade de bens dos envolvidos. Na prática, significa que, se comprovadas as acusações, os valores desviados deverão ser devolvidos aos cofres públicos, dinheiro que deveria estar sendo aplicado em melhorias no saneamento e no abastecimento de água da cidade.

O fato de um gestor que já responde a ações por improbidade continuar ocupando cargos estratégicos em órgãos públicos levanta sérias suspeitas sobre os critérios de escolha e nomeação.

Mais do que isso, deixa à população a sensação de que a história pode estar se repetindo: quem deveria cuidar do bem público está, m uma vez, sentado no banco dos réus.

Em tempos em que Caxias enfrenta dificuldades de infraestrutura e cobrança por mais transparência, cabe à sociedade e ao próprio Ministério Público acompanharem de perto os desdobramentos deste processo.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do autor deste blog.

  • Você também pode comentar usando o Facebook!