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2026
Movimentações financeiras atípicas entre a gestão do prefeito “Chiquinho do Banco” e duas empresas
Governador Eugênio Barros é alvo de duas investigações por contratos milionários e movimentações financeiras suspeitas com as empresas CM – Comércio e Serviços Ltda e Garden Projetos e Execução Ltda.

Movimentações financeiras na gestão do prefeito “Chiquinho do Banco” na mira do GAECO.
O município de Governador Eugênio Barros passou a ser alvo de duas investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Maranhão, que apuram possíveis irregularidades em contratos públicos, além de movimentações financeiras consideradas atípicas identificadas por órgãos de controle na gestão do prefeito Francisco Carneiro Ribeiro, o “Chiquinho do Banco”.
– Empresa CM – Comércio e Serviços Ltda
Uma das apurações envolve a empresa CM – Comércio e Serviços Ltda, que mantém diversos contratos com a Prefeitura entre os anos de 2020 e 2024. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações suspeitas que podem indicar desvio de recursos públicos. Diante disso, o Ministério Público determinou a quebra de análise documental, com solicitação de extratos bancários, notas fiscais e cópias integrais dos processos licitatórios.
Segundo as investigações, há indícios de que os valores pagos à empresa podem não corresponder à efetiva entrega dos produtos contratados, como gêneros alimentícios e materiais diversos. O objetivo é verificar se houve execução real dos contratos ou possíveis irregularidades na aplicação dos recursos públicos.
– Empresa Garden Projetos e Execução Ltda
A segunda investigação no município trata do Contrato nº 052/2023, no valor de R$ 2,2 milhões, firmado com a empresa Garden Projetos e Execução Ltda, para recuperação de estradas vicinais. O Ministério Público identificou falhas na transparência, ausência de detalhamento técnico das obras e indícios de irregularidades na execução contratual.
Também foram apontadas inconsistências quanto à localização das obras e à comprovação dos serviços realizados, o que levou à requisição de documentos como relatórios de medição, ordens de pagamento e cronogramas de execução. A investigação busca confirmar se os serviços foram efetivamente executados ou se houve prejuízo aos cofres públicos.
Os procedimentos estão sob responsabilidade do promotor de Justiça Xilon de Souza Júnior e podem resultar em responsabilização por improbidade administrativa e outros ilícitos, caso as irregularidades sejam confirmadas.


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