11
abr
2021

Não é momento de pensar em eleições

Pelo Jornalista Domingos Costa


Carlos Brandão
Vice-Governador do Maranhão e Presidente Estadual do PSDB

Nos últimos dias, tenho acompanhado pela imprensa – via blogs, jornais, TVs e programas de rádio -, uma enxurrada de informações referentes a um assunto que, para mim, ainda está muito distante: as eleições de 2022. Muita especulação e muitas declarações que procuram antecipar uma discussão que precisa vencer outras prioridades.

O pior é que algumas pessoas acabam passando ao público – em relação às minhas ações – intenções completamente fora da realidade, simplesmente porque acham que são assim, da forma como enxergam. Quero que fique claro, de uma vez por todas, que o meu foco é única e exclusivamente auxiliar o governador Flávio Dino na tarefa de gerir nosso estado, especialmente no que diz respeito à crise sanitária que enfrentamos. Ele, com sua liderança, saberá o tempo exato de iniciar qualquer outra discussão.

Esta semana, por exemplo, fomos até o Instituto Butantan, em São Paulo. O Maranhão é um dos primeiros estados a conhecer, de perto, o processo da vacina Butanvac – primeira a ser produzida integralmente no Brasil. Nos credenciamos para a aquisição, assim que for testada e liberada pela Anvisa. Evidentemente, caso a União não faça a compra, como é de sua prerrogativa. Nosso encontro com o governador João Doria, que também é do PSDB, foi apenas para agradecer pela oportunidade e para trocar experiências em relação ao enfrentamento que vem sendo adotado; tanto pelo Maranhão, quanto por São Paulo.

Preservar vidas é um objetivo que transcende a política. Em outra frente, o governador Flávio Dino, ao lado dos governadores do Nordeste, continua na luta pela liberação, por parte do governo federal, da compra do imunizante russo Sputnik V. Estamos prontos para adquirir cerca de 4,5 milhões de doses.

De volta a São Luís, continuando o trabalho de gestão, recebemos prefeitos de diversas cidades, dando prosseguimento a demandas que estão sendo resolvidas através de convênios – muito importantes nas cidades, nesse época de pouca mobilidade por conta da pandemia. Eles ajudarão a gerar emprego e renda e a movimentar as economias locais. Ainda durante a semana, com muito orgulho, fui agraciado com a medalha do bicentenário de instalação do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, na abertura do VI Fórum Fundiário dos Corregedores Gerais da Justiça do Matopiba, que aconteceu virtualmente, a partir de São Luís.

A região que compreende terras do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia é considerada a última fronteira agrícola do Brasil. Um imenso potencial econômico que convive com o desafio de crescer de forma sustentável e respeitando a complexidade agrária, característica da região. Para que todos tenham uma ideia, o Matopiba é composto por 73 milhões de hectares, sendo que 21,42% são áreas legalmente atribuídas como: unidades de conservação; terras indígenas; áreas quilombolas ou assentamentos rurais. Tenho acompanhado o desenvolvimento da região desde o início e, como representante do governo do Estado, procuro auxiliar na tarefa de conciliar desenvolvimento com preservação.

Um trabalho contínuo que leva segurança jurídica tanto para as comunidades tradicionais quanto para os produtores, garantindo crescimento econômico de forma sustentável, focando na preservação do meio ambiente.

Em todo o restante, temos muito trabalho pela frente. Este está sendo um ano ainda mais desafiador do que 2020. Esta semana, chegamos ao maior número diário de óbitos por Covid-19 em nosso estado. Então, sinceramente, não é hora de pensarmos em nada diferente do que estancar essa onda pandêmica e preservar a vida dos maranhenses. Isso, aliado à manutenção e à geração de emprego e de renda e à garantia de segurança alimentar para a população.

Tanto que o governador lançou o programa Comida na Mesa; que, entre outras coisas, vai ofertar jantar a R$ 1 nos Restaurantes Populares – que antes custava R$ 4 ao cidadão – e distribuir cestas básicas, com produtos adquiridos em nossa agricultura familiar. Sem esquecer que, do começo da pandemia até agora, já distribuímos aproximadamente quatrocentas mil cestas por todo o Maranhão.

Nosso foco é a gestão e a luta pela vida. E, assim, seguiremos até que outros assuntos se tornem prioridade para nossa gente.

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