jul
2018
O pandemônio que se transformou o Ministério do Trabalho de Temer por culpa de Sarney

O Ministério do Trabalho do governo Michel Temer se transformou em um verdadeiro pandemônio desde o final do ano passado. Trincheira do PTB, de Roberto Jefferson, o local virou um antro de confusão e crises desde que José Sarney impediu a posse do deputado federal do Maranhão Pedro Fernandes, em dezembro do ano passado.
O oligarca maranhense vetou o nome do seu conterrâneo somente por ele apoiar o governador Flávio Dino, seu adversário político. A perseguição de Sarney gerou uma crise sem precedentes no governo Temer. Após passar quase um mês sem titular, o Ministério do Trabalho foi ocupado pela deputada Cristiane Brasil.
Filha de Roberto Jefferson, ela teve a posse barrada por um juiz de primeira instância. O magistrado atendeu a ação popular que questionava a nomeação após a imprensa revelar que Cristiane foi condenada a pagar R$ 60 mil por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas.
O governo recorreu, o caso chegou ao STF e, diante da demora e do desgaste da parlamentar, o PTB desistiu da indicação em fevereiro. Helton Yomura foi escolhido como interino no ministério e foi efetivado no cargo em abril, na reforma ministerial feita por Temer em razão da saída de ministros que pretendem disputar as eleições deste ano.
Nesta semana, Helton Yomura pediu demissão. Ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal, afastado do cargo pelo ministro do Supremo Edson Fachin. Yomura é investigado na Operação Espúrio, que apura a concessão de registro sindicais em troca do pagamento de propina.
Após o afastamento de Yomura, o presidente Michel Temer escolheu nesta segunda-feira (9) o advogado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello como novo ministro do Trabalho.
O pandemônio que se transformou o Ministério do Trabalho poderia ser todo evitado, se Michel Temer não tivesse dado ouvidos a José Sarney e vetasse o nome de Pedro Fernandes.

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