maio
2021
Pedetista histórico acusa Carlos Lupi de destinar milhões de reais para a própria família

No Maranhão, o senador Weverton Rocha é aliado de primeira hora de Carlos Lupi…
Por Vivaldo Barbosa, no VioMundo, via brasil247.
Neste momento em que se cogita de mais uma reforma política, precisamos refletir sobre o Fundo Partidário e o destino que lhe é dado. É triste constatar que muitas ideias boas ou minimamente razoáveis sofrem distorções e passam a ser objeto de vantagens e proveito pessoal e familiar.
Os recursos são para custear formação política das militâncias partidárias, estudos, levantamento de dados da situação social e econômica do País, elaboração de projetos e programas partidários, enfim, possibilitar aos partidos avançar e ter melhor compreensão da vida e dos problemas do povo brasileiro.
É o caso do Fundo Partidário. Cogitado para livrar os partidos políticos da dependência das empresas, dos endinheirados e dos grupos econômicos, passou a ser usado para fins pessoais em muitos partidos
Em meio a ausência de controles (a fiscalização dos recursos públicos nos partidos não é feita pelo TCU, mas pelo TSE, que não dispõe de estrutura fiscalizadora condizente), os dirigentes procuram tirar proveito pessoal: restaurantes e hotéis caros, viagens confortadas, contratação de amigos para prestarem serviços altamente remunerados e outras cositas más.
E também procuram beneficiar os familiares.
Vejam o caso do PDT: Carlos Lupi, presidente nacional, que também é estadual e municipal no Rio colocou seu cunhado (Carlos Garcia) como tesoureiro do partido para cuidar de somas expressivas dos recursos partidários; sua irmã (Célia) é, há décadas, administradora e tesoureira da Fundação Leonel Brizola, que recebe 20% do Fundo Partidário; seu genro (Thiago) trabalha na Fundação; seu sobrinho (Jolido), idem; agora, colocou seu filho caçula (Leonardo) como um dos dirigentes da Fundação.
Ah, Brizola, como ficaria triste ver seu nome usado dessa maneira. Além de cargos em gabinetes de liderança parlamentar, participações em governos estaduais e municipais.
Recebi de um militante do PDT a estimativa de que pelo menos um milhão de reais por ano é destinado à família do presidente.
É preciso impor regras de controle e de funcionamento dos partidos políticos, garantir às minorias condição de disputa e participação nas direções partidárias, é preciso arrancar da Constituição esta definição canhestra de que partido político é sociedade civil. Para aperfeiçoar a política, é preciso aperfeiçoar os partidos.


Esse é um dos motivos que prejudicam o Ciro Gomes como presidenciável. Esse Carlos Lupi nunca me enganou. E quanto ao Weverton Rocha, só foi eleito, pra não deixar aqueles 2 atrasos (Lobão, João Alberto). O senador está ávido pelo governo do estado. Não parece ser uma boa opção.
Esse fundo partidário é uma excrecência, por isso que a maioria dos partidos são quase feudos familiares, vivendo no luxo com o dinheiro publico.