maio
2022
População de Santa Inês apreensiva com decisões do prefeito interino Sirino Rodrigues
Após romper com Felipe dos Pneus, Sirino negocia cargos com base de Josimar de Maranhãozinho.

Josimar preste a “tomar” de conta da prefeitura de Santa Inês…
Os discursos acalorados e ataques ferozes feitos pela base do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) ao prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus (Republicanos) e até mesmo ao próprio vice-prefeito Sirino Rodrigues na última sessão da Câmara de Vereadores, mostraram ser um mero espetáculo. Uma cortina de fumaça que estava sendo armada.
Após a sessão, onde o vereador Geovane Belgas chegou a dizer que “Sirino deveria se vestir de homem,” o prefeito interino rompeu com Felipe dos Pneus e imediatamente fechou acordo com os vereadores da base de Josimar de Maranhãozinho e Weverton Rocha.
Os vereadores teriam assumido o compromisso de votar pela instalação de uma CPI para cassar o mandato de Felipe dos Pneus e manter Sirino no cargo, em troca, o PL comanda setores estratégicos politicamente no município. Dentre outras “benesses.”
Já na segunda-feira os vereadores Geovane Belgas e Didi Junior bateram ponto e se instalaram no palácio Benedito Sabbak, de onde passaram a comandar várias ações do executivo, sempre ao lado do filho de Sirino, Rafael Mesquita, que segundo alguns é a mente por trás da maioria das decisões do pai.
Dilson Vilarinho, o Didi Junior, exigiu a nomeação de sua prima, a advogada Luana Vilarinho, que ocupa o cargo de assessora jurídica. Luana é especialista em licitações e é a pessoa de Didi para ficar de olho em contratos e licitações. Didi pode ser encontrado diariamente no prédio da prefeitura ao lado de Geovane Belga, o vereador que disse em vídeo que “Eleitor depois que vota não vale mais nada.”
A vereadora Maria Alves ficou com a parte mais polêmica, a indicação do novo Secretário de Educação, que assumirá a vaga de Fagner Nascimento, exonerado por Sirino.
A vaga de secretário de Educação tem dado dor de cabeça a Sirino, uma vez que ele já teria aceitado a indicação de Michael Alves, feita pela própria classe dos professores, mas no ato da nomeação Sirino foi pressionado pelos novos aliados, que exigiram que o comando de uma das secretarias mais importantes fique nas mãos do PL.
Agora Sirino enfrenta a ira dos professores, que estavam entusiasmados com a nomeação de Michael Alves, que em tese, garantiria o reajuste salarial da classe em 33,24%.
Muitas decisões de Sirino estão trazendo instabilidade e gerando desconfiança. Tais decisões muitas vezes tem sido frutos da influência de políticos, família e apoiadores. Dentre estas influências tem uma que está preocupando até mesmo os aliados mais próximos. Trata-se de Ayrton Alves de Araújo – irmão do ex-prefeito de Bom Jardim e ex-secretário de Administração e Finanças; acionado pelo Ministério Público por fraudes em licitações. Ayrton atualmente divide o gabinete com Sirino.


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