29
set
2026

Prefeito Alex Cruz é cobrado pelo MPMA após suspeita de R$ 1,99 milhão em movimentações na folha de Lago Verde

Prefeito de Lago Verde, Alex Cruz.

O prefeito de Lago Verde, Alex Cruz, foi acionado pelo Ministério Público do Maranhão para apresentar documentos e esclarecimentos após a identificação de quase R$ 2 milhões em movimentações consideradas suspeitas em contas relacionadas à folha de pagamento do município. O valor estimado das operações analisadas chega a R$ 1.990.460,00.

A investigação foi aberta para esclarecer a origem e o destino dos recursos e verificar por que valores vinculados à folha teriam sido transferidos para contas de particulares e pessoas jurídicas, sem que, até o momento, tenha sido identificada nos elementos analisados uma justificativa jurídica para todas as operações.

Segundo o MPMA, as movimentações apresentam características atípicas e sistemáticas, o que levou a Promotoria a aprofundar a apuração. O objetivo é identificar quem recebeu os valores, quais eram os motivos dos pagamentos, quais documentos deram suporte às operações e se houve participação de agentes públicos, servidores municipais ou particulares.

O caso é investigado por meio de Inquérito Civil, procedimento que permitirá ao Ministério Público reunir novas provas e documentos. A apuração também poderá verificar eventual existência de dano ao patrimônio público e atos de improbidade administrativa, caso as suspeitas sejam confirmadas e estejam presentes os requisitos legais.

Para avançar no caso, o prefeito Alex Cruz e o secretário municipal de Administração foram oficiados para apresentar, no prazo de 10 dias, informações e documentos considerados importantes para a investigação. Entre as solicitações estão fichas financeiras dos servidores mencionados, comprovantes de lotação e informações sobre vínculos funcionais de terceiros que aparecem como beneficiários das movimentações.

O Ministério Público determinou ainda que informações financeiras consideradas sensíveis, incluindo o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) e documentos bancários e fiscais relacionados ao caso, sejam mantidos em anexo sigiloso do Inquérito Civil.

A portaria também foi encaminhada ao Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e à Receita Federal, para conhecimento e adoção das providências que os órgãos considerarem cabíveis dentro de suas respectivas atribuições.

A investigação é conduzida pelo promotor de Justiça Lindemberg do Nascimento Malagueta Vieira. A portaria foi assinada eletronicamente em 26 de agosto de 2026, às 11h15, e publicada no Diário Eletrônico do MPMA em 29 de setembro de 2026, após disponibilização em 28 de setembro, na edição nº 189/2026.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do autor deste blog.