out
2026
Prefeito de Humberto de Campos grava novo vídeo e afirma que sua fala está sendo descontextualizada
O prefeito de Humberto de Campos, Luís Fernando, voltou a se manifestar sobre a atuação de líderes religiosos no município. Em vídeo publicado em suas redes sociais na segunda-feira (26), o gestor criticou pastores que, segundo ele, utilizam a religião para manipular fiéis e obter vantagens.
Na publicação, Luís Fernando utilizou uma cena da série The Chosen, que retrata o episódio bíblico em que Jesus expulsa comerciantes do templo, para estabelecer uma comparação com práticas que considera inadequadas entre algumas lideranças religiosas. O prefeito também fez referência aos chamados “vendilhões da fé” e afirmou que pretende tomar providências contra essas condutas.
No vídeo , o prefeito procurou diferenciar os religiosos que, segundo ele, desenvolvem um trabalho sério de evangelização daqueles que utilizariam a palavra de Deus para influenciar pessoas e disseminar o ódio.
“Eu tenho muitos amigos, irmãos de igreja e pastores que têm meu respeito e admiração, porque eu sei que fazem um trabalho sério e honesto, evangelizando e levando uma palavra de conforto”, afirmou.
Luís Fernando também declarou ter conhecimento dos ensinamentos bíblicos e citou a passagem em que Jesus reage à transformação do templo em espaço de comércio. Na avaliação do prefeito, o episódio serve de referência para questionar aqueles que, segundo ele, tiram proveito da fé alheia.
A manifestação ocorre após a repercussão de um discurso feito pelo prefeito durante uma motocaminhada realizada no domingo (25), após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, o gestor já havia direcionado críticas a pastores evangélicos, dando início a uma controvérsia que voltou a ganhar espaço nas redes sociais com a nova publicação.
As declarações reacenderam o debate sobre a relação entre política e religião em Humberto de Campos. A discussão também envolve a liberdade de posicionamento político das lideranças religiosas e a responsabilidade de agentes públicos ao se manifestarem sobre representantes de igrejas.

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