out
2017
Acusado de desviar quase R$ 1 bilhão da Saúde, Murad diz que é candidato em 2018
Apontado pela PF como líder de uma organização criminosa por acusação de dilapidar o dinheiro da Saúde dos maranhenses, ex-secretário de Saúde – cunhado de Roseana Sarney – ainda quer ter mandato público.

Circula na internet uma carta pela qual o ex-secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, agora filiado ao PRP, diz que vai enfrentar as urnas nas eleições de 2018.
O interesse de Ricardo e seu bando em chegar novamente ao poder, além de um perigo aos maranhenses é, no mínimo, um ato cínico.
Em novembro de 2015, a Polícia Federal do Maranhão deflagrou a operação Sermão aos Peixes, que tinha como objetivo de desarticular uma organização criminosa montada no âmbito da Secretaria Estadual de Saúde e que tinha como líder o Murad.
A investigação teve início em 2010, quando o então secretário de saúde do estado do Maranhão se utilizou do modelo de “terceirização” da gestão da rede de saúde pública estadual, ao passar a atividade para entes privados – Organização Social (OS) e Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), e, assim, fugir dos controles da lei de licitação. Contudo, essa flexibilização significou uma burla às regras da lei de licitação e facilitou o desvio de verba pública federal, com fim específico de enriquecimento ilícito dos envolvidos.
Durante o período de investigação, os fluxos de recursos destinados pela União, por meio do Ministério da Saúde, ao Fundo Estadual de Saúde do Maranhão, resultaram em um montante de R$ 2 bilhões.
No relatório da Polícia Federal ficou evidente que Ricardo Murad “era o grande mentor de uma organização criminosa que tem por finalidade não só desviar verbas públicas, mas estabelecer estrutura de poder e domínio público”.
Agora, um ano antes das eleições que escolheram os novos deputados estaduais e federais do Maranhão e também senadores e governador, soa como deboche diante de tantas acusações, que ainda responde na Justiça, Murad ainda querer se aproximar dos cofres públicos.


Pois é, foi acusado e nada foi provado. Na verdade, se houve desvios na gestão dele, parece-me que gente da atual gestão também seria implicada, já que as mesmas entidades fraudadoras que atuavam na saúde à sua época permanecem até hoje. Apenas renovaram os contratos. Que coisa, né?